CEO diz que Williams “não depende mais de pilotos pagantes”, mas pretende manter Latifi

Jost Capito, CEO e chefe de equipe da Williams, afirmou que a escuderia não depende mais de pilotos pagantes, mas "não vê razões para não manter" Nicholas Latifi em 2022

George Russell foi às lágrimas com os primeiros pontos da Williams em mais de dois anos (Vídeo: Duna TV)

É verdade que pilotos pagantes, desde quase sempre, estiveram ou estão presentes na Fórmula 1, sendo elementos determinantes para que as equipes possam completar seus respectivos orçamentos. A Williams, por exemplo recorre aos chamados ‘pay drivers’ com alguma frequência no seu passado recente: Pastor Maldonado, Lance Stroll e Sergey Sirotkin foram alguns deles. Nicholas Latifi chegou ao time de Grove em 2020 trazendo consigo um polpudo patrocínio das empresas do sue pai, o bilionário iraniano Michael Latifi, radicado no Canadá. Mas a venda da equipe para o fundo norte-americano Dorilton Capital trouxe também calmaria em meio às incertezas financeiras, a ponto de a Williams não depender mais de um piloto pagante. Não que isso signifique, no entanto, que o posto de Latifi esteja ameaçado para 2022.

Jost Capito, CEO e chefe de equipe da Williams a partir desta temporada, ressaltou a nova fase da escuderia britânica. “Acho que nós, da Williams, estamos na posição de decidirmos sobre os pilotos”, disse Capito, em entrevista ao site holandês RacingNews365. “Não somos como antigamente, quando dependíamos de um piloto que traz dinheiro”, contou.

“Portanto, temos um plano de longo prazo para voltar ao topo e temos de escolher os pilotos que se encaixam neste plano. Estamos apenas pensando nisso. Claro, todos podem conversar conosco, mas a decisão é nossa”, acrescentou.

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NICHOLAS LATIFI; JOST CAPITO;
Jost Capito abraça Nicholas Latifi após os primeiros pontos do canadense na F1 (Foto: Williams)

No entanto, com Latifi na equipe, o dirigente alemão não vê razões para não mantê-lo, já que seu contrato termina no final deste ano. Capito se mostrou feliz com os resultados recentes do canadense, como a conquista de 6 pontos com o oitavo lugar no GP da Hungria. O chefe da Williams entende que Nicholas faz por merecer um lugar na F1.

Já em relação a George Russell, o futuro do prodígio britânico parece estar destinado à Mercedes, tanto que Capito revelou recentemente que tem uma “longa lista” de candidatos a ocupar uma eventual vaga deixada pelo jovem piloto.

Com um discurso cauteloso, Capito deixou claro que Latifi ainda precisa evoluir muito, mas que está num estágio melhor e que faz dele um nome importante para a sequência da Williams na Fórmula 1.

“Acho que [Latifi precisa] continuar melhorando e ter uma segunda metade forte da temporada. Quando você o compara a George, não é uma grande diferença, especialmente nas corridas. Ele tem uma boa velocidade, deixa o carro inteiro, não comete erros. Ajuda e é querido pela equipe”, explica.

“Teve algumas classificações, algumas vezes, assim como George, em que teve sorte e azar. As condições do vento, por exemplo, mudam de corrida para corrida, e sabemos que nosso carro está muito sensível às condições do vento. Então, quando analisamos, não há razão para não tê-lo aqui”, concluiu.

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