F2

Arden explica que correu por Hubert em Monza: “Ele gostaria que continuássemos”

Apesar do luto pela morte de Anthoine Hubert, a Arden entendeu que o piloto gostaria que o time corresse em Monza apenas com o carro de Tatiana Calderón, que não somou pontos, mas valorizou a união no momento mais difícil da história do time

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
Uma semana após a morte de Anthoine Hubert, a Arden alinhou o carro de Tatiana Calderón para competir na rodada dupla da Fórmula 2 em Monza. Ainda em luto pelo trágico falecimento do jovem francês, o time se mostrou feliz pela oportunidade de homenageá-lo.
 
Kenny Kirwan, chefe de equipe, afirmou que a possibilidade de não correr em Monza nunca foi cogitada, já que o time imaginou que este seria o desejo de Hubert caso estivesse vivo.
 
"A ideia de continuar em Monza nunca esteve em dúvida. Concordamos que o Anthoine gostaria que continuássemos e lutássemos por pontos. Depois de rápidas discussões com a Tatiana e a BWT, veio a decisão de levar um único carro", disse em entrevista à revista inglesa ‘Autosport’.
Tatiana Calderón (Foto: FIA Fórmula 2)
"É claro que teve apreensão quando entramos no paddock na quarta-feira para trabalhar no carro, mas as mensagens do promotor, de outros times da F2, F3 e até da F1 levantaram os espíritos de todos, e reafirmaram que a decisão de correr foi a correta", continuou.
 
O desempenho da Arden com Tatiana Calderón não foi bom. Ela rodou e abandonou a corrida 1, e ficou com um modesto 14º lugar na corrida 2. A colombiana lamentou mais um resultado ruim, ainda sem pontuar na temporada, mas admirou a atitude do time.
 
"A atitude do time foi o que nos aproximou. Realmente valorizo isso. Tenho apoio de todos e você leva isso em consideração. Foi frustrante aqui, uma pena, queria fazer um trabalho bom para ele. Espero deixar o Anthoine orgulhoso e dar o que ele merece", declarou Calderón.