Chilton vence, Valsecchi chega em quarto e conquista título da GP2 em Cingapura

A GP2 tem um novo campeão. Não foi em 2012 que um brasileiro, enfim, levantou o caneco na categoria. Davide Valsecchi reagiu na reta final do campeonato, virou o jogo para cima de Razia. Agora a luta é por uma vaga na F1

Confirmando um enorme crescimento na reta final da temporada de 2012 da GP2, Max Chilton conquistou mais uma vitória na manhã deste sábado (22) em Cingapura, mas não foi ele o astro do dia no sudeste asiático. As atenções estavam todas voltadas para o quarto colocado, o italiano Davide Valsecchi, que assim conquistou o título da principal categoria de acesso à F1.

Luiz Razia, rival de Valsecchi durante toda a temporada, completou a corrida principal do fim de semana na quinta posição e não conseguiu evitar a conquista do italiano. A derrota de Razia não quebra o jejum de títulos brasileiros na GP2: os melhores resultados dos pilotos daqui são justamente vice-campeonatos, com Nelsinho Piquet, em 2006, Lucas Di Grassi, em 2007, e Bruno Senna, em 2008.

Davide Valsecchi faz a festa junto da Dams, equile que lhe deu o título na GP2 (Foto: GP2)

Na penúltima corrida de 2012, subiram ao pódio junto do vencedor Esteban Gutiérrez, que quase assumiu a liderança na primeira volta, mas, depois, não conseguiu atacar Chilton, e Fabio Leimer.

Confira como foi a corrida principal da rodada dupla de Cingapura:

Luca Filippi largou muito mal e caiu da pole-position para sétimo, abrindo caminho para Max Chilton pular para a dianteira nos primeiros momentos da prova. A vida não seria fácil, porém, para o piloto da Marussia, que precisou segurar Esteban Gutiérrez. Ele ficou mais tranquilo quando o safety-car foi acionado, ainda na volta inicial, por conta de alguns acidentes.

Na relargada, Chilton conseguiu controlar bem o restante do pelotão e disparou, deixando a briga toda para quem vinha atrás. Sem grandes mudanças, o cenário da corrida mudaria após a sexta volta, com a abertura da janela de pit-stops.

Filippi entrou nos boxes já no primeiro momento e voltou à disputa pela vitória, mas essa mesma estratégia acabaria por derrubá-lo mais tarde. Com um desgaste exacerbado dos pneus, seus tempos de volta piorariam 6s nas últimas passagens. Lá na frente, Chilton seguia tranquilo, tranquilo.

Esta foi a segunda vitória de Max Chilton em 2012 (Foto: GP2)

A corrida terminou sob regime de safety-car, depois de um acidente de Filippi. Após realizar seu segundo pit-stop para troca de pneus, o piloto da Coloni, equipe que se despedirá da GP2 neste domingo, bateu na última curva, motivando as bandeiras amarelas em todo o circuito.

Felipe Nasr foi um dos destaques da corrida e terminou em sexto lugar, depois largar apenas na 13ª posição. Marcus Ericsson cruzou a linha de chegada em sétimo e Giedo van der Garde, logo atrás, assegurou a pole-position para a prova complementar da última rodada dupla de 2012.

Com a segunda vitória do ano e um ótimo aproveitamento nesta reta final de campeonato, Chilton agora é o quarto colocado no campeonato, com 169 pontos, apenas três a menos que Gutiérrez. Na briga pela terceira colocação ainda está James Calado, que abandonou neste sábado e segue estacionado nos 160 pontos. O encerramento da temporada acontece neste domingo, às 5h (de Brasília).

O campeão

Davide Valsecchi precisou de cinco temporadas para conquistar o título da GP2. Na categoria desde 2008, o piloto defendeu cinco equipes diferentes e, antes de 2012, nunca terminara além da oitava colocação no campeonato.

O italiano estreou pela Durango e, em seu primeiro ano, conquistou sua primeira vitória: foi na segunda corrida da última rodada dupla do ano, em Monza. Venceu no fim da festa. Sua segunda vitória viria nas mesmas circunstâncias, dois anos depois, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, agora com a equipe iSport. Em 2011, com a equipe AirAsia, Valsecchi alcançou sua terceira vitória na GP2, em Mônaco. Neste meio tempo, em 2010, Davide conquistou a GP2 Ásia.

Davide Valsecchi precisou de cinco anos para conquistar o título da GP2 (Foto: GP2)

A temporada do título começou muito bem para o italiano. De casa nova, na Dams, Valsecchi chegou em segundo lugar na primeira corrida do ano, vencida por Luiz Razia. Depois, emplacou três vitórias e quatro pódios consecutivos. A sequência de bons resultados faz parecer que ele dispararia e se sagraria campeão com facilidade.

Veio, então, uma sequência de maus resultados e o crescimento de Razia, que assumiu a liderança em Silverstone, no mês de julho. Novamente o campeonato pareceu ter dono, mas Valsecchi voltou a andar bem e Razia caiu muito de produção. Na Bélgica, o italiano empatou na classificação. Em Monza, abriu 25 pontos. Em Cingapura, festejou. Passada esta importante etapa de sua carreira, outra tem início: a busca por uma vaga na F1.

GP2, Cingapura, Marina Bay, corrida 1:

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