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F2

Correa diz que “quase morreu” quatro dias após acidente em Spa e culpa FIA

Juan Manuel Correa passou a ser atendido por nova equipe médica enquanto funcionários ligados à FIA partiam para Monza após o fim de semana em Spa. A troca de staff levou a uma piora no quadro do americano, que chegou perto da morte

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
Juan Manuel Correa sobreviveu ao impacto inicial na corrida 1 da Fórmula 2 em Spa-Francorchamps, que custou a vida de Anthoine Hubert em acidente na Raidillon, mas passou mais alguns dias correndo risco sério de morte. Em um desses episódios, do ponto de vista do piloto americano, por negligência da FIA (Federação Internacional de Automobilismo): de acordo com Correa, a falta de informações de quem prestou o primeiro atendimento levou a uma complicação drástica no quadro de saúde quatro dias depois do impacto.
 
"Todos foram para Monza no dia seguinte ao acidente, eu fiquei no hospital e quase morri quatro dias depois do acidente", disse Correa, falando ao veículo alemão 'N-TV'. "Lá [na Bélgica] não tinha ninguém da FIA, ninguém que tinha cuidado de mim antes. O motivo para eu ter quase morrido foi o tamanho da Força-G, algo que você só pode sofrer depois de um acidente muito sério. Os doutores no hospital da Bélgica não sabiam o que era isso isso porque eles nunca tinham visto alguém sobreviver um impacto tão duro assim", seguiu.
Juan Manuel Correa sobreviveu ao forte impacto em Spa-Francorchamps (Foto: Reprodução)
O agravamento do quadro de saúde de Correa surpreendeu. Por mais sério que fosse a situação do americano, que atingiu Hubert em 'T', não se imaginava um risco concreto de morte. Entretanto, um agravamento no quadro respiratório forçou a transferência para uma UTI em Londres. Tornou-se público depois que o piloto contraiu a Síndrome de Dificuldade Respiratório Aguda e estava em "estado crítico, mas estável". O outro problema era o risco de amputar a perna direita. Apesar de tudo, os problemas respiratórios foram contornados e o piloto escapou da amputação.
 
Dessa forma, nem mesmo um retorno às pistas está descartado. Só que é inegável que trata-se de um plano no longo prazo, sem data para acontecer.
 
"Houve momentos no hospital em que meu foco estava em viver, me manter vivo e salvar minha perna. Eu posso voltar [às pistas]. Não tem como prever o momento porque essa é a lesão mais complexa possível. Pode fazer a diferença voltar cinco meses antes ou depois. Só que, mesmo que leve anos para voltar, voltarei. Tenho certeza disso", encerrou.
 

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