F2 diz que faz “melhor que pode” para ter pilotos na F1, mas aponta “outras saídas”

CEO da Fórmula 2, Bruno Michel disse que a categoria adota "sistemas exatamente iguais" aos da Fórmula 1 para facilitar adaptação, mas lamentou a falta de vagas disponíveis para novatos na classe rainha

Apesar de diversos pilotos talentosos terem passado pela Fórmula 2 nos últimos anos, parece que está ficando cada vez mais difícil para os novatos conseguirem uma vaga no grid da Fórmula 1. CEO da principal categoria de acesso, Bruno Michel deixou claro que a classe tem feito todo o possível para preparar os jovens da melhor maneira, mas admitiu que há outros fatores que podem influenciar na carreira de cada um.

No momento, os companheiros de Prema, Andrea Kimi Antonelli e Oliver Bearman, foram os únicos que viram seus nomes envolvidos em rumores sobre uma possível vaga na categoria principal em 2025. Enquanto o italiano é cotado para substituir Lewis Hamilton na Mercedes, o britânico pode assumir a vaga deixada por Nico Hülkenberg — que está de saída para a Sauber — na Haas. Os demais 20 competidores ainda esperam por uma sorte melhor para, quem sabe, realizarem o sonho de chegar no degrau mais alto do esporte a motor.

“Bem, um dos papéis básicos de nossas categorias é preparar os pilotos para a F1, e estamos tentando fazer o melhor que podemos”, disse Michel em entrevista ao portal neerlandês GPblog. “Na F2, tentamos prepará-los com o maquinário, com as pistas onde estão competindo, e com o fato de que estão correndo com a F1 [como evento preliminar] o tempo todo”, continuou o dirigente.

“Todos os sistemas que temos na F2 são exatamente iguais aos da F1, como o DRS, o sistema de marketing, e todas as demais coisas que fazemos que também preparam os pilotos o máximo possível para a categoria principal”, acrescentou Bruno, antes de lembrar da ótima participação de Bearman no GP da Arábia Saudita deste ano, quando o mesmo teve de substituir Carlos Sainz, fora por causa de uma apendicite.

Oliver Bearman participou do GP da Arábia Saudita de F1 (Foto: Ferrari)

“Se você observar, por exemplo, o fim de semana que Ollie Bearman teve em Jedá, acho que tudo o que eu disse foi comprovado, e isso é muito bom para todos nós. Para ele, é claro, mas para todos nós também”, destacou.

Além disso, ao fazer referência à regra que obriga as equipes a escalarem novatos em pelo menos duas sessões de treinos durante a temporada, Michel fez questão de dizer que a própria F1 tem buscado ajudar de muitas formas. Ele também elogiou os times, que, por sua vez, fazem sua parte ao criarem programas de desenvolvimento de pilotos.

“A F1 já está fazendo muito agora, porque eles estão tendo múltiplos testes, algo que não tínhamos antes. Metade do grid da F2 pertence a alguma academia das equipes de F1. Portanto, todas essas coisas estão aumentando muito a ligação entre as duas categorias. No fim das contas, diria que depende muito dos pilotos e depende muito de como está o ambiente quando aparece a oportunidade de ingressar na F1”, avaliou o diretor.

Felipe Drugovich e Théo Pourchaire são exemplos de pilotos que levantaram o troféu da categoria de acesso — em 2022 e 2023, respectivamente —, mas não conseguiram um cockpit na classe rainha no ano seguinte. Como resultado, ambos decidiram seguir carreira em outras categorias — o brasileiro na European Le Mans Series, embora também vá participar das 24 Horas de Le Mans do Mundial de Endurance (WEC); e o francês na Super Fórmula e Indy.

Felipe Drugovich participou do teste de novatos da Fórmula E em Berlim (Foto: Fórmula E)

De acordo com Michel, é importante que os novatos não fiquem esperando apenas por uma oportunidade na F1, mas que, pelo contrário, tenham outras categorias no radar. O dirigente citou o teste de novatos da Fórmula E, que aconteceu na última segunda-feira (13), em Berlim, como exemplo.

“Todos nós sabemos que há apenas 20 vagas na F1. Em alguns anos, não há nenhuma vaga disponível para novatos, o que aconteceu nas duas últimas temporadas”, lembrou. “Portanto, para mim, é muito bom que exista uma saída da F2 para que esses pilotos tentem se tornar pilotos profissionais mesmo que não consigam chegar à F1”, sublinhou.

“Para aqueles que ainda estão na F2 e estão fazendo testes na Fórmula E, acho que é uma boa maneira de obter mais tempo de pista também. O carro é muito, muito diferente. Mas sempre consideramos muito positivo o fato de outras categorias estarem interessadas em nossos pilotos, pois é um sinal de que estamos fazendo um trabalho muito bom. Então, para mim, é positivo”, encerrou Michel.

A Fórmula 2 retorna em maio, dos dias 17 a 19, com a rodada da Emília-Romanha, a primeira da perna europeia da competição.

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