Bortoleto cita “melhor compreensão do carro” e vê chance de título “se mantiver evolução”

Gabriel Bortoleto destacou que tem entendido cada vez mais o comportamento dos pneus e também do turbo, que são diferenças consideráveis entre os carros de Fórmula 3 e Fórmula 2

Estreante na Fórmula 2, Gabriel Bortoleto teve um início de temporada que é sempre esperado para um novato: muito aprendizado e tendência ao progresso com o passar das corridas. Às vésperas do retorno da categoria, na Emília-Romanha, o brasileiro espera manter a linha de evolução para também se colocar como um dos candidatos ao título.

Até o momento, o melhor fim de semana de Gabriel foi no Bahrein, onde herdou a pole-position para a corrida 2 após a desclassificação do companheiro de equipe, Kush Maini, e conseguiu boa recuperação após o início difícil, fechando nos pontos. Na Arábia Saudita e na Austrália, contudo, o piloto sofreu com a confiabilidade do carro da Invicta, deixando as rodadas zerado.

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Mesmo assim, os testes coletivos em Barcelona mostraram que a equipe britânica tem um bom ritmo para se colocar na briga pelo caneco. “Estou feliz que o ritmo esteja lá”, disse Bortoleto ao site Feeder Series. “Talvez os resultados ainda não tenham surgido, mas tenho certeza de que se continuarmos trabalhando duro e fazendo o que temos feito, eles virão em breve.”

“A cada sessão que entro na pista, fico cada vez mais confortável”, assegurou. “Entendo mais sobre os pneus e como funciona o turbo na Fórmula 2, porque não temos turbo na F3“, destacou o campeão vigente da classe.

Gabriel Bortoleto foi o mais rápido no dia 1 de testes da F2 em Barcelona (Foto: F2)

“A equipe fez um trabalho incrível configurando o carro tão rápido, encontramos um equilíbrio muito bom e eu também pilotei bastante bem desde o primeiro teste. Ainda há muitas coisas para melhorar na minha pilotagem, sem dúvida, e muitas coisas a fazer, mas acho que estou muito satisfeito com o lugar onde estamos agora”, completou Bortoleto.

Falando especificamente sobre os pneus, Gabriel explicou que o principal era entender o comportamento dos compostos em classificação e corrida, já que a categoria usa dois tipos, ao contrário da F3, que usa o mesmo composto durante o final de semana.

“Na F2, às vezes você começa, como no Bahrein, com [pneus] duros e vai de macios na classificação. Portanto, é uma situação um pouco complicada por causa desse grande salto que não se está acostumado na F3. Acredito que ainda há um passo a ser dado da minha parte no que diz respeito a compreender melhor quando os pneus estão na janela certa para serem rápidos em volta de classificação”, avaliou.

Por fim, ao ser questionado sobre as chances de título, Bortoleto falou: “Acho que se continuarmos fazendo o trabalho que estamos executando, tanto em termos de equipe quanto da minha parte, de manter o progresso que tenho tido, acho que temos chances de ao menos lutar por isso”, concluiu.

A Fórmula 2 retorna em maio, dos dias 17 a 19, com a rodada da Emília-Romanha, a primeira da perna europeia da competição.

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