F2

Pequenas lições, maturidade e cabeça fria: como Sette Câmara chega para temporada 2019 da Fórmula 2

Sérgio Sette Câmara vai iniciar a terceira temporada na F2 pela DAMS. Após a experiência com a Carlin em 2018 e a MP Motorsport em 2017, o mineiro se vê mais maduro e com objetivos claros para o campeonato que começa neste fim de semana: pontuar e evitar os erros

GRANDE PRÊMIO / EVELYN GUIMARÃES, de Curitiba / ERIC CALDUCH, de Barcelona


Sérgio Sette Câmara chega mais experiente para a terceira temporada na F2. Depois de defender a Carlin em 2018, o brasileiro agora vai de DAMS – uma das mais tradicionais equipes do grid da principal categoria de acesso à F1. Aos 20 anos, o mineiro quer usar as “pequenas lições” que tirou do difícil ano que viveu no campeonato passado para ter uma melhor campanha em um ano em que vai se dividir também com o trabalho de piloto de desenvolvimento da McLaren. 
 
Ao avaliar sua performance nos dois últimos anos e falar sobre o que espera para a temporada que começa neste fim de semana, no Bahrein, Sette Câmara revisou os erros e afirmou que inicia o campeonato com o mesmo objetivo: pontuar sempre e evitar os erros. Mas a meta não é das mais fáceis e exigente cabeça fria e maturidade. Características que Sérgio acredita que tenha agora após os anos de F2. "Eu entro nesta temporada com mais experiência, mais maturidade e mais ou menos com a mesma cabeça do ano passado", reconheceu ao ser questionado pelo GRANDE PRÊMIO
 
"Ou seja, eu entendo que este é um campeonato em que você precisa pontuar sempre. Realmente tem alguns anos em que alguém chega e domina tudo. E se puder ter essa chance, de ganhar tudo, tem de aproveitar mesmo, mas a gente sabe que não é bem assim que as coisas acontecem. Às vezes um quinto, um sexto ou qualquer posição no top-10 pode fazer uma grande diferença no fim do ano. Então, é aquilo que todo mundo fala... É meio repetitivo, mas é a pura verdade. Tem de correr com maturidade, evitar os erros e pontuar sempre. É isso que faz você ter uma boa campanha aqui", contou.
Sérgio Sette Câmara (Foto: FIA Fórmula 2)
A cabeça mudou por conta também do que viveu em 2018. "Eu acho que, no ano passado, eu aprendi várias coisas menores. Várias pequenas lições. Acho que grande parte da minha falta de constância no ano passado aconteceu não por minha culpa. Algumas, sim, como o acidente de Mônaco, quando quebrei a minha mão. Afinal, quem não tirou a mão do volante fui eu. Ou outras situações em que houve falha do carro, aí não tem muito o que falar."
 
"Mas você aprende, por exemplo, a controlar as emoções, a ter a cabeça fria, isso tudo foi o que aprendi, além de ter mais maturidade. Também, a gente aprende a andar na frente com uma equipe de ponta, com um companheiro de ponta que agora está na Formula 1. Isso é legal, porque um tem de aprender a andar lá trás, mas também tem que saber andar na frente", acrescentou ao GRANDE PRÊMIO.
 
Sette Câmara, porém, recusou se impor um resultado ou uma performance ao ser perguntado sobre os objetivos deste ano. O brasileiro apenas quer terminar o ano com a consciência de que fez tudo que podia, "para aceitar o que acontecer". 
 
"Quero ter o sentimento de trabalho feito e de satisfação durante o ano inteiro, cada dia desse ano. Acabar os dias e pensar ‘cara não tinha nada mais que poderia ter feito’. Não quero deixar espaços em tudo o que depende de mim. Evitar erros, ser um cara exemplar dentro e fora da pista. Dessa forma, se tudo dar certo, eu vou me sentir feliz e satisfeito, se tudo der errado eu vou saber aceitar as coisas, entender e bola para frente. Dar o máximo cada dia é o mais importante, é um pouco vago, mas é o objetivo que eu me quero dar. Não tenho um número para dar", encerrou.