Retrospectiva 2019: Sette Câmara garante superlicença em melhor ano na F2

Sérgio Sette Câmara decepcionou ao não brigar pelo título da Fórmula 2, mas os resultados dignos ao longo da temporada, coroados pelo grande fim de semana em Abu Dhabi, colocam o piloto com a superlicença. Seu futuro ainda é uma incógnita

Sérgio Sette Câmara teve o seu melhor ano na F2 até aqui. Apesar de ter ficado abaixo das expectativas e sequer ter brigado contra o campeão Nyck de Vries, o mineiro somou bons resultados que foram suficientes para garantir a sonhada superlicença, o que abre as portas da Fórmula 1 para o brasileiro.
 
O início da temporada de Sette Câmara foi promissor. A rodada do Bahrein teve dois pódios, mesmo sem vitória. A impressão era que ele teria a chance de brigar pelo campeonato, mas a situação ficou bem complicada após as etapas do Azerbaijão e da Espanha, onde somou apenas quatro pontos e abandonou duas vezes.
 
O estrago feito foi suficiente para tirar o brasileiro da briga, mesmo com desempenhos bons em Mônaco e Paul Ricard. Ele anotou a primeira pole do ano na pista francesa, mas perdeu a batalha na corrida contra Nyck de Vries. Na corrida 2 da Áustria, veio a primeira vitória da temporada após superar Luca Ghiotto. As chances de título seguiram mínimas, mas a briga pela superlicença era um objetivo alcançável.
Sergio Sette Câmara festeja vitória em Yas Marina (Foto: Dutch Photo/Dams)
A sequência de resultados bons foi interrompida na corrida 2, em Silverstone, com o 17º lugar. Apesar de dignos pontos somados em Hungaroring, voltou a ficar uma corrida zerado quando se envolveu em acidente na etapa de domingo, em Monza. Na Rússia, sua atuação foi bastante discreta, o que aumentou a distância para Nicholas Latifi e Luca Ghiotto na classificação.
 
Abu Dhabi foi o ponto alto de Sette Câmara. Pole, conseguiu traçar uma ótima estratégia que rendeu uma vitória na corrida 1, algo que não tinha acontecido até então em sua carreira na Fórmula 2. Ele subiu ao pódio também na corrida 2, mas atrás de Ghiotto e Latifi, que tiraram o sonho do brasileiro de terminar no segundo lugar.
 
O quarto lugar no final é um pouco abaixo do esperado para Sette Câmara, especialmente por correr no melhor carro do grid e por ser um dos mais experientes até aqui. Uma quarta temporada pela F2 não parece ser a melhor alternativa, especialmente porque perdeu a vaga na Dams. Se não conseguir ser competitivo, o mineiro precisa tomar outros rumos na carreira.
 
O objetivo da superlicença já foi alcançado. Resta saber quais movimentos serão feitos ao longo de 2020, especialmente olhando para o mercado aberto que a Fórmula 1 reserva para a revolucionária temporada 2021.
 

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