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Buemi relata problema em software da Nissan e se defende após acidentes no Chile: “Culpa não é minha”

Uma batida no primeiro treino livre e outra na parte final da corrida, quando liderava a prova. Sébastien Buemi teve um sábado com dois acidentes e Santiago, mas garante que não foram erros comuns dele. Pelo contrário, surgiram de um problema eletrônico no carro da Nissan
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 Sébastien Buemi (Foto: Nissan)
Sébastien Buemi tinha ótimas condições para vencer o eP de Santiago do último fim de semana - ou pelo menos para marcar bons pontos na prova chilena. Mas um acidente, um choque contra o muro alguns minutos antes do fim da prova, acabou com a participação do suíço e colocou Sam Bird em posição para vencer a etapa. Buemi, entretanto, garante: a batida não foi culpa dele.
 
De acordo com o campeão da segunda temporada da FE, o que aconteceu foi uma falha de softwares durante todo o sábado. Dessa falha nasceu a batida ainda mais forte que teve durante o primeiro treino livre e, mais tarde, a da corrida. 
 
"Não tenho muito a dizer sobre esse problema. A única coisa que posso dizer é que não foi minha culpa", afirmou à versão latina do site norte-americano 'Motorsport.com'.
 
"Basicamente tivemos problemas com o software durante o dia, os quais estiveram relacionados à batida do TL1, uma pancada forte. E esse foi relacionado a um pequeno problema no software. Infelizmente tive outro problema na corrida que se apresentou desde a primeira volta e fez com que a batida acontecesse. Não me ajudou", contou.
Sébastien Buemi (Foto: Nissan)
Em meio ao que acabou sendo uma etapa promissora, mas com final ruim, Buemi tenta ao menos tirar o que de bom passou. Afinal, recebeu os pontos da pole-position - após a punição a Lucas Di Grassi - e vinha à frente de um trio de pilotos que havia se afastado do resto do pelotão. Buemi, Bird e Pascal Wehrlein brigavam sozinhos pela vitória.
 
"O ritmo da classificação é bom. O ritmo de corrida foi realmente ruim em Riad, muito melhor em Marrakech e foi muito bom aqui também. Tudo bem, Sam estava vindo com Wehrlein, mas o resto estava bem atrás. Já que foi um dia ruim, trato de pegar o lado positivo já que o ritmo de hoje foi bom", seguiu.
 
O piloto foi questionado se, caso os problemas de software não tivesse aparecido, a Nissan poderia ter o carro mais veloz na pista. Buemi acredita que sim. 
 
"Claro. Infelizmente é parte do jogo e talvez outros pilotos pudesse dizer que tiveram problemas, mas esse problema estava custando tempo nas minhas voltas. Caso o asfalto tivesse em boas condições, se não fosse tão ruim, perder o ponto de maior velocidade das curvas não seria um grande problema, mas perder depois do asfalto já estar em pedaços, você acabava batendo nas pedras [do asfalto quebrado]", falou. 
 
Chefe da Nissan, François Sicard, também defendeu Buemi e confirmou a dificuldade da equipe em Santiago.
 
"Não foi culpa dele, tivemos um problema com os freios. Por sorte não terminou machucado, mas podia ter sido bem feio", argumentou. "Mas comprometeu muito o dia e tivemos um grande trabalho por parte dos mecânicos para reconstruir o carro e deixá-lo pronto para o TL2. Seb fez um excelente trabalho para recuperá-lo", pontuou.
 
"É algo que temos que analisar para termos certeza do que acontece. Tivemos um pequeno problema, acredito. Algo que não estava ajudando o piloto", encerrou. 
 
A FE volta em três semanas, no dia 16 de fevereiro, direto da Cidade do México.