Carros mais leves e volta dos pit-stops: as diretrizes da FIA para o Gen3

A FIA emitiu as diretrizes para a produção que vislumbra para a terceira geração de carros da história da Fórmula E, que é esperado para ser utilizado durante três temporadas a partir do campeonato 2022/23

A FIA emitiu as propostas técnicas para o Gen3, a terceira geração de carros da Fórmula E e que se tornará o modelo oficial das pistas do campeonato a partir da temporada 2022/23. E os documentos apontam a confirmação do retorno dos pit-stops, por meio de recargas rápidas, e carros mais leves.
 
Os documentos com as propostas – que contém exigências que são certa novidade, como uma espécie de trem de força dianteiro para melhorar a regeneração de energia – para o chassi, a bateria e os pneus precisam ser entregues pelas concorrentes interessadas à FIA até 31 de março de 2020.
 
A proposta da FIA afirma, no momento em que trata da recarga rápida, que o interesse é "continuar colocando o Campeonato Mundial de Fórmula E como laboratório de tecnologias de ponta para carros elétricos e que, com isso em mente, que a capacidade de realizar uma recarga rápida na bateria dos carros será abordada dentro do período de corrida".
 
Desta forma, o desejo é que a potência da recarga rápida seja de até 600 kW e forneça 4 kW/h extra de energia para os pilotos. O tempo máximo de recarga buscado pela FIA é de 30s, enquanto a Formula E Operations, empresa que detém os direitos de transmissão da categoria, será a responsável pelo sistema de recarga, o fornecimento de energia, o equipamento de recarga que será usado e a rede de distribuição.
Sam Bird (Foto: Virgin)
Com relação às baterias, a exigência da FIA é que o modelo de 2022 tenha no máximo 284 kg de peso total, enquanto as baterias atuais, produzidas pela McLaren Applied Technologies, pesam 385 kg. A intenção é que o conjunto total do Gen3, incluindo os pilotos, pese não mais que 780 kg, uma diminuição de 120 kg ao que pode ser visto atualmente.
 
O plano da FIA é aumentar a potência de classificação e modo ataque para 350 kW. Com tudo isso, o teto de custo do carro será de US$380 mil – pouco mais de R$ 1,5 milhão na conversão do dia. 
 
Após os projetos concorrentes no fim de março, a FIA irá comunicar as decisões em 19 de junho de 2020 e tem agosto de 2021 como o mês limite para os primeiros testes de impacto. Os times recebem os primeiros carros de desenvolvimento em janeiro de 2022, enquanto os carros de corrida chegam em agosto do mesmo ano. 
 
O plano da FIA e da Fórmula E é que o Gen3 seja o carro da categoria por três anos, nas temporadas 2022/23, 2023/24 e 2024/25.
 

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