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Chefão vê Fórmula E forte para superar crise, mas espera morte de categorias

Alejandro Agag, presidente da Fórmula E, pediu que a Fórmula 1 lidere um movimento de corte de custos no esporte a motor e ainda apontou para o fato de que algumas categorias do cenário internacional do automobilismo não resistirão ao tempo de crise

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
Em tempos de graves crises, como a atual, causada pela pandemia do coronavírus, as linhas de pensamento sobre o que o futuro pode apresentar aparecem vindas de diferentes pessoas de vários meios. E no esporte a motor? De acordo com o presidente da Fórmula E, Alejandro Agag, o automobilismo será bastante diferente quando a crise for embora. Especialmente no que diz respeito ao número de categorias de âmbito internacional vivas no cenário das corridas.
 
Agag apontou haverá uma afirmação do mundo do esporte a motor com as categorias que se saírem melhor da crise, mas que campeonatos que já passavam por dificuldades antes irão sucumbir. 
 
"Veremos uma grande consolidação na indústria do automobilismo e creio que será por necessidade, porque alguns campeonatos não vão sobreviver por si mesmos. Algumas categorias estavam sofrendo antes, tinha coisa demais. O automobilismo está aqui para ficar, não vai embora para lugar algum. Precisamos saber que isso não é o fim do mundo, que haverá um amanhã e que será diferente. Temos que nos preparar para isso", disse ao site norte-americano 'Motorsport.com'.
 
"Talvez não haja uma lista de 35 campeonatos diferentes no mundo todo. Talvez com seis ou sete no mundo já seja o suficiente para cobrir os desejos dos fãs. Afinal, o esporte a motor é um serviço para os fãs e um grande laboratório de tecnologia, mas isso pode ser feito com menos categorias", opinou.
O eP de Berlim de 2019 (Foto: Jaguar)
Agag concordou com a visão do presidente da FIA, Jean Todt, sobre a necessidade de um panorama com custos encaixados na realidade atual, bem mais baixos do que antes. E, para ele, a Fórmula 1 tem condição de apontar a direção.
 
"Concordo com Jean Todt que precisamos de um novo cenário. Em geral, para o automobilismo, pode ser uma oportunidade - e em particular para a F1 é uma oportunidade de reestruturar todo o modelo. Acredito que essa seja a chave para um novo acordo", falou.
 
"O resto das categorias seguirá [a F1], somos menores. O pináculo do automobilismo é a F1, e é aí que existe um grande desequilíbrio. Faremos nosso pequeno novo acordo da Fórmula E, todos estão de acordo com a FIA", seguiu.
 
"No restante do automobilismo, alguns sairão disso melhor que antes; outros, piores. Vai custar para os espectadores: acredito que vejamos restrições de eventos de grande porte. Não sei quanto tempo vai durar, mas para os esportes que se baseiam em vendas de ingressos acredito que possa ser um desafio", argumentou. 
 
Com relação à Fórmula E, Agag mostrou tranquilidade: a categoria passará pela crise. Mas deixou claro que se tudo isso acontecesse em 2015, provavelmente seria o fim do campeonato dos carros elétricos.  
 
"Se esse problema tivesse acontecido na primeira temporada, provavelmente nos teria matado. Atuamos muito rápido, de maneira flexível, cancelamos as corridas logo e tomamos medidas para proteger equipes e pessoal. Estamos em boa forma. Temos um modelo de negócio resistente a esse tipo de circunstância. Não dependemos tanto de venda de ingressos, por exemplo. Temos de proteger equipes e reduzir custos agora, porque é quando o principal problema se apresenta", comentou.
Felipe Massa e Alejandro Agag (Foto: FE)
"Por isso, decidimos permitir somente uma homologação de novo carro para as duas próximas temporadas. Assim, uma equipe pode usar exatamente o mesmo carro que está usando nesta sexta temporada lá na sétima e, desse jeito, poupar. Caso já tenham gastado muito no carro da sétima temporada, podem aproveitar e apresentar um novo carro, mas terão que usá-lo também na oitava temporada. Assim, também poupam dinheiro", apontou.
 
"A Fórmula E sairá bem disso. Temos um nível de custos adequado, o modelo de negócios é razoável. Posso enviar uma mensagem a toda a comunidade da FE de que tudo estará em boa forma. Não será exatamente igual, teremos que reduzir custos e usar a inteligência", encerrou.
 
A sequência da temporada da Fórmula E é um mistério até agora. No momento da parada, António Félix da Costa era quem liderava.
 

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