FE
10/08/2018 15:22

Chefe da FE, Agag responde a Brawn e nega “competir” com F1: “Dois campeonatos compatíveis”

Um dia após Ross Brawn definir a FE como um campeonato de corridas “mansas” por causa dos motores elétricos, Alejandro Agag respondeu. Mas sem criticar a F1: de acordo com o dirigente, os dois campeonatos não deviam ser comparados por serem distintos
Warm Up / Redação GP, de Porto Alegre
 Sam Bird em Paris (Foto: Reprodução/Twitter)
Alejandro Agag, chefe da FE, não quis entrar em comparações com a F1. Um dia após Ross Brawn, diretor-esportivo da tradicional categoria, comentar que as corridas “mansas” do novo campeonato são um argumento contra a transição para o automobilismo elétrico, Agag afirmou que F1 e FE não precisar sequer alimentar um clima de “competição”.
 
“Acho que são duas categorias diferentes e totalmente compatíveis”, disse Agag, entrevistado pelo ‘Motorsport.com’. “Não existe qualquer competição por serem dois campeonatos compatíveis. Tenho grande admiração pelo Ross Brawn, mas nesse caso acho que ele se enganou”, seguiu.
 
Brawn criticou a qualidade das corridas da FE após ser questionado sobre a possibilidade de uma F1 elétrica no futuro. O dirigente, apesar de não descartar uma transição no médio prazo, não vê sentido em mudar tudo já nos próximos anos. Agag ainda vai além, achando que a F1 nem deveria cogitar uma mudança dessas.
Alejandro Agag, dirigente da FE (Foto: Reuters)
“Somos grandes admiradores da F1, somos fãs e isso nunca mudou. Mas é interessante ver esses comentários agora que a FE está crescendo rapidamente. Acho que faz muito sentido que, depois de ver como a FE está crescendo, algumas pessoas na F1 estejam pensando em ter carros elétricos. O próprio Bernie [Ecclestone] já falou que deveria ser um campeonato elétrico”, comentou Agag. 
 
“Isso só significa que talvez exista a possibilidade de a F1 virar elétrica, mas certamente não sem falar antes conosco, que temos contrato de exclusividade com a FIA [Federação Internacional de Automobilismo]. Eles poderiam fazer isso fora da FIA, mas aí não se chamaria F1, que é um nome da FIA, então a situação toda está bem definida”, seguiu.
 
Agag cita um acordo firmado com a FIA logo na concepção da FE. Ficou definido entre as duas partes que a FE seria o único campeonato elétrico por ao menos 25 anos, com possibilidade de extensão do acordo. Isso significa que, caso a F1 queira usar motores elétricos no futuro próximo, é preciso pedir autorização antes.