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Chefe da FE prega controle de custos e busca por inovação e batalha contra uso de tecnologia 4x4

Alejandro Agag, diretor-geral da Fórmula E, não quer saber de uma terceira geração de carros da categoria que contem com a tecnologia 4x4. Segundo Agag, o modelo não traz nada de novo e aumentaria os custos, ainda que montadoras gigantes do mercado estejam fazendo lobby pela mudança
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 Alejandro Agag e Jean Todt (Foto: FIA)
O maior desafio da Fórmula E para os próximos anos, conforme trabalha em revolucionar o mercado dos veículos elétricos, é controlar os custos do campeonato apesar das pressões das granes fábricas. É algo que o diretor-geral, Alejandro Agag, afirma se muita restrição há algum tempo. A mais nova batalha, segundo ele, é com relação à terceira geração de carros da categoria e a tecnologia 4x4.
 
Apesar do Gen3 entrar em ação apenas na temporada 2021/22, já está em desenvolvimento pela FE. Segundo Agag, o desejo ao menos de parte das grandes montadoras - grupo que conta com Nissan, Citroën, Mercedes, BMW, Porsche, Jaguar, Audi e Renault, por exemplo - é contar com esse tipo de tecnologia. Agag, no entanto, briga contra a completamente a possibilidade.
 
"O que é chave é manter a relevância nas estradas, e temos algumas discussões com essas organizações com relação aos nossos carros da terceira geração, porque eles contam com a expertise em 4x4", disse durante o fórum Motorsport Leaders Business. 
 
"Temos sorte de possuirmos uma relação próxima à FIA, temos os mesmos objetivos de controlar custos e ser relevante para os carros de passeio. Para dar um exemplo - e isso ainda não está definido -, para a terceira geração de carros, uma linha de raciocínio era de ter carros 4x4 e outra era de uma recarga de bateria rapidíssima. Para mim é claro: o primeiro carro 4x4 andou em 1901, então alguém me diz onde está a inovação", afirmou.
 
"Recargas incrivelmente rápidas podem mudar o mundo dos carros elétricos. Você vai uma uma estação de recarga e tem energia em dois minutos. Isso seria relvante, então para mim é evidente quais são os caminhos que precisamos seguir e dos quais precisamos nos afastar. Não é fácil explicar isso para as grandes montadoras que são especialistas em 4x4", avaliou.
Alejandro Agag: "Nem nos sonhos mais selvagens" (Foto: Reprodução/Twitter)
Outra coisa que Agag reafirmou foi que o Gen2, segunda geração de carros da categoria, foi desenvolvido pelo presidente da FIA, Jean Todt. Agag admite: tinha um projeto rival para os bólidos que estreiam competitivamente a partir desta temporada 2018/19.
 
"Eu não queria aquele carro, na verdade. Existiam dois projetos: Jean [Todt] queria um, eu queria outro. E cada um de nós queria um deles. Obviamente, ficamos com o desenho de Jean Todt - e é justo dizer que era melhor que o meu", seguiu.
 
"Quando eu vi o carro pronto, disse a ele que estava certo e que o projeto era incrível. É outra lição: quando Jean se fixa numa ideia, é melhor você pensar em outra coisa, porque ele vai até o fim", falou.
 
O campeonato começa em 15 de dezembro.