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Chefe dos comissários da FE defende punições e diz ter “porta sempre aberta” para conversar com pilotos

A Fórmula E recebe críticas pela alta quantidade de punições aplicadas aos pilotos. Para Michael Schwagerl, que atual como chefe de comissários, é hora de dialogar com o grid – mas apenas para explicar o motivo das decisões

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
Ser comissário na Fórmula E é um trabalho que costuma exigir bastante – a categoria passou a punir pilotos e equipes com maior frequência, postura que tende a mudar resultado final de corridas e classificações. Michael Schwagerl, frequentemente apontado como chefe dos comissários em etapas da categoria elétrica, garante que não vai mudar: as punições necessárias serão empregadas “e ponto final”.
 
“Há algumas vezes em que os pilotos, após as decisões, vêm nos ver após a corrida”, comentou Schwagerl. “Eles não estão felizes e aí fazem alguns comentários em alguns lugares, mas está tudo bem. Nós precisamos tomar nossas decisões e isso precisa ser feito, ponto final”, seguiu.
 
A lista de punições da Fórmula E em 2018/19 inclui Sam Bird recebendo acréscimo de tempo no eP de Hong Kong, perdendo a vitória para Edoardo Mortara horas após a bandeira quadriculada. Mais recentemente, Pascal Wehrlein perdeu a pole no eP de Paris por infração na pressão dos pneus.
As punições da FE podem não agradar, mas são defendidas pela categoria (Foto: Virgin)
“Nossa porta sempre está sempre aberta e eu já disse isso a todos os chefes de equipe e todos os pilotos. Eles sabem, porque eu sempre posso explicar o motivo para tomar uma decisão desse jeito”, apontou.
 
A capacidade da Fórmula E de aplicar punições volta a ser testada neste fim de semana. A categoria realiza o eP de Mônaco, nona das 13 etapas da temporada 2018/19.