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D'Ambrosio vê pista da Arábia como longe das “clássicas” da FE. Mahindra teme desgaste de pneus

A nova sede da abertura da temporada da Fórmula E, a pista saudita localizada na cidade de Ad Diriyah, ainda é uma grande interrogação para equipes e pilotos. Como um labirinto de curvas em mais da metade inicial do traçado, a pista é, avalia Jérôme D'Ambrosio, muito diferente das outras pistas da FE. Para Andrés Castillo, engenheiro da Mahindra, o desgaste de pneus passa a ser um fator no campeonato
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 Jérôme D'Ambrosio (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Ainda desconhecida do público e, na parte prática, até dos pilotos, o traçado de rua de Ad Diriyah - onde apenas Felipe Massa já andou brevemente, durante demonstração - causa certa preocupação. Na avaliação de Jérôme D'Ambrosio é uma pista bastante distinta das que a Fórmula E costuma correr.
 
De acordo com D'Ambrosio, estreante na Mahindra mas que está na categoria desde a fundação, a série de curvas em lados trocados em mais da primeira metade do traçado e os pouquíssimos pontos de ultrapassagem oferecem diferenças grandes. O traçado, aliás, tem sido comparado com o primeiro setor de Suzuka.
 
"Essa definitivamente não é uma pista clássicas da Fórmula E com que estamos acostumados, especialmente em todo o caminho desde a curva um até a 14, que vai ser [feita] bastante com meio acelerador e alta velocidade pela FE", disse ao site inglês 'E-Racing365'.
 
"Em termos de corrida e gerenciamento de energia, vai ser muito interessante. É realmente diferente de todas as outras pistas com as quais estamos acostumados. Não tenho certeza de como vai ser com ultrapassagens, mas parece que será difícil tirando alguns pontos óbvios, tipo o fim da reta dos boxes", avaliou.
Jérôme D'Ambrosio (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Engenheiro de corridas do piloto belga, Andrés Castillo, lembrou que o desgaste dos pneus será pesado. Apesar dos pneus serem novos, mais resistentes com relação às últimas temporadas, será a primeira vez na história da FE que terão de resistir por toda a corrida.
 
"Não temos muitas informações sobre o asfalto, o que, com os novos pneus, é desafiador. Os pneus vão ter peso nas laterais por um longo período da volta, e nós não temos muita informação. Vimos em Valência como todas as equipes gerenciam os pneus e, como sabemos, essa não é uma pista clássica da FE", afirmou.
 
"A distância agora é quase o dobro para o pneu e nem tivemos grandes problemas com desgaste no passado. O mais perto disso que tivemos foi em Berlim, quando estava calor, em 2017, e o asfalto duro forçou um controle de pneus e estratégia", lembrou.
 
O eP de Ad Diriyah, na Arábia Saudita, abre a temporada da FE no dia 15 de dezembro.