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De Ferran e chefe da FE lançam categoria de SUVs elétricos por lugares remotos do mundo: a Extreme E

Com envolvimento direto de Alejandro Agag, presidente da Fórmula E, e Gil de Ferran, diretor-esportivo da McLaren, a Extreme E (ou simplesmente XE) nasce para levar a cultura dos carros elétricos a lugares remotos como a Floresta Amazônica, o Deserto do Saara, Ártico e o Himalaia. A competição está prevista para ter início em janeiro de 2021

Warm Up / Redação GP, de Sumaré
Que o futuro é elétrico, parece não haver mais dúvidas. Cada vez mais, a cultura dos carros movidos a eletricidade ganha corpo, seja nas ruas ou nas pistas de corrida, com a Fórmula E. Um novo passo em termos de competição automobilística elétrica foi dado nesta quinta-feira (31), em Londres, com o lançamento da Extreme E (ou simplesmente XE). Apresentada por Alejandro Agag, presidente da Fórmula E, e Gil de Ferran, diretor-esportivo da McLaren e nomeado presidente da nova categoria, a competição compreende provas com SUVs elétricos em lugares remotos do planeta, como a Floresta Amazônica, o Himalaia, o Continente Ártico, ilhas do Oceano Índico e o Deserto do Saara. O lançamento da nova categoria está previsto para janeiro de 2021.
 
A proposta da nova Extreme E é ser um “novo conceito esportivo e de entretenimento. As corridas vão ser disputadas em todos os ambientes mais remotos do mundo para demonstrar a performance dos SUVs elétricos em condições climáticas extremas, além de destacar o impacto que a mudança climática já está tendo em tais ecossistemas”.
 
A nova categoria, que traz um pouco da essência do que foi o famoso Camel Trophy nos anos 1980, é presidida por Gil de Ferran, conta com o envolvimento direto de Agag e também com a participação de dois grandes nomes: o explorador e ambientalista David de Rothschild e o cineasta vencedor do Oscar, Fisher Stevens. A ideia é que a categoria seja transmitida em formato de documentário esportivo.
A Extreme E foi apresentada nesta quinta-feira em Londres com David de Rothschild, Alejandro Agag, Gil de Ferran e Fisher Stevens (Foto: Divulgação)
Entre as empresas apoiadoras anunciadas está a marca alemã de pneus Continental, destacada como parceira e fundadora, além da empresa brasileira CBMM, como fornecedora de nióbio.
 
O anúncio foi feito a bordo do antigo navio Royal Mail Ship. A embarcação vai ser revitalizada para se tornar a base operacional móvel da nova Extreme E, servindo como espaço destinado às equipes da categoria, bem servindo como um paddock flutuante ao redor do mundo, com a função de transportar toda a produção que vai envolver a competição.
 
A nova XE, que vai ser operada em associação com a Fórmula E, vai ter o formato de competição parecido com o que é adotado pela Corrida dos Campeões, com divisão de dois grupos de seis equipes, as quatro primeiras passando para a fase de mata-mata até chegar à final.

A categoria anuncia que os estágios off-roads vão ter cerca de 610 km de extensão, com uma variação de terreno, clima e altitude para tornar a competição um grande desafio não apenas para os pilotos e navegadores, mas também para as novas máquinas elétricas. Os veículos SUV vão ser elétricos, com chassi e carroceria desenvolvidos por cada montadora, além de desenvolvimento ilimitado do motor. Ao todo, vão ser 12 equipes, sendo formadas por piloto e navegador, nos moldes do que acontece no rali.
 
Presidente da Extreme E, De Ferran destacou o ineditismo da iniciativa. “Este é um projeto extremamente empolgante. A Extreme E oferece um esporte único, aventura e conceito de entretenimento que jamais foi visto antes. Os espectadores podem esperar uma forma completamente nova de consumir o esporte, com cada episódio contando não apenas a história de uma corrida, mas a corrida mais ampla em termos de consciência e necessidade de proteger esses ambientes remotos e desafiadores que vão ser explorados pela Extreme E”.
 
Agag entende que a criação da Extreme E representa também um novo patamar para os veículos elétricos. “Sempre fui um apaixonado pela evolução da tecnologia dos veículos elétricos e pelo impacto que as soluções limpas de mobilidade podem ter nos esforços para deter a mudança climática global. Acredito fortemente que a Extreme E pode ajudar a tornar o mundo mais sustentável de forma mais rápida, e temos um time dos sonhos para tornar essa ambição uma realidade. Gil de Ferran é um líder no mundo do automobilismo, e em David de Rothschild e Fischer Stevens, a Extreme E tem dois dos melhores em seus respectivos campos”.
 
“Da mesma forma, dando as boas-vindas à Continental como parceiro fundador e a CBMM como fornecedor de nióbio, é um enorme impulso para a Extreme E mostrar o forte apetite comercial para este esporte sustentável e conceito de entretenimento”, complementou o dirigente.