Di Grassi agradece público por reconhecimento e vê cinco rivais em briga por título da FE: “Carros estão mais iguais”

Felix Rosenqvist, Daniel Abt, Sébastien Buemi, Jean-Éric Vergne e Sam Bird: para Lucas di Grassi, estes são os nomes que brigarão com o brasileiro pelo título da Fórmula E 2017/2018

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É difícil pensar que um dia Lucas di Grassi olhe para trás e, pensando em sua vida, encontre um ano mais especial que 2017 – afinal, foi o ano no qual conquistou o tão sonhado título da Fórmula E, categoria a qual ajudou a criar, desenvolver e, claro, sempre com a esperança de consolidar todo o processo com a taça. Enfim, conseguiu. 

Dizem que a "ficha não cai" nestas situações até que um tempo se passe. No caso de Di Grassi, esse tempo pode ter sido marcado com ajuda do GRANDE PRÊMIO. Na tradicional eleição de 'Melhores do Ano', o piloto saiu com duas vitórias: foi eleito o melhor da FE, e também o piloto brasileiro do ano.

Ou seja: recognição do público, aquilo que todo esportista busca conquistar. E o brasileiro sabe isso: "O que a gente faz quando corremos de carro, na verdade são duas coisas importantes: o primeiro é o desenvolvimento da tecnologia para as montadoras, e o outro é para agradar o público. O esporte não viveria sem o público, então é super importante ter esse reconhecimento", disse, em conversa com o GP durante a disputa das 500 Milhas da Granja Viana, prova a qual disputou pela MDG Matrix, equipe que foi desclassificada após a briga de um de seus membros, Rodrigo Dantas, com Tuka Rocha, da Sambaíba.

"Eu agradeço muito à galera que votou, ao pessoal que reconheceu esse trabalho, e foi um trabalho muito difícil esse ano. Ganhar um campeonato com a perna quebrada, um campeonato tão importante, tão difícil de ganhar, que eu fico muito contente. Esse ano a gente vai tentar repetir o feito, a gente está com um carro muito bom, tivemos um azar em Hong Kong, mas eu acredito que a gente consiga ainda virar esse jogo", agradeceu Di Grassi.

Lucas Di Grassi nas 500 Milhas de Kart (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

Ao entrar no assunto Fórmula E, aliás, Di Grassi mostra uma empolgação não comum de se ver em quem, na primeira etapa da temporada (a citada Hong Kong), conseguiu apenas um 17° e um 14° lugares na corrida dupla. É porque ele sabe que o azar foi fator preponderante e que seu Audi tem, sim, condições de recolocá-lo na briga pelo título.

"A gente foi o mais rápido na segunda corrida, melhor stint, melhor volta e tudo. Então o carro está bem rápido. Agora é só uma questão de sorte. A gente precisa de um pouco mais de sorte. A gente teve um problema na suspensão na primeira corrida, e na segunda foi em um componente da bateria, que não estava sob nosso controle. Então foi realmente muito azar em duas corridas seguidas", opinou. Um dos indicativos de que o carro da Audi está bom foi a vitória de Daniel Abt na corrida dois – depois retirada do piloto por troca de peças feita pela equipe.

Além da força do carro que pilota, Di Grassi vê diversas equipes em equilíbrio – o que pode ajudá-lo a voltar ao topo da classificação em não muito tempo. "Acho que ano passado a gente teve um carro pior que o da Renault, os últimos dois anos, esse ano acho que o carro está bem parecido, todos os carros do grid. Porque a tecnologia é a mesma, todo mundo chegou meio que no limite do que dá para desenvolver. Então os carros estão bem perto. E isso vai dar para quatro, cinco pilotos brigarem pelo título", analisou o brasileiro.

Lucas di Grassi celebra título da F-E em Montreal (Foto: Audi Sport)

E quem seriam esses cinco? Ele lista: "Acho que o (Felix) Rosenqvist vai estar forte, o Sam Bird vai estar forte, o (Jean-Éric) Vergne, o (Sébastien) Buemi, eu, de repente o Daniel (Abt) se tiver um pouco mais de constância. Os carros estão muito mais iguais."

A continuidade dessa briga ocorre no dia 13 de janeiro, com a etapa de Marrakesh, no Marrocos. No momento, são cinco equipes ocupando as cinco primeiras colocações na classificação: Virgin, Techeetah, Mahindra, Venturi e Jaguar. Ou seja, ao menos a Audi ainda deve entrar nessa luta. Portanto, como disse Di Grassi, dificilmente a temporada será resumida a um duelo, como em 2016/2017: "É uma briga maior."

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