FE

Di Grassi defende formato 'carrinho de bate-bate' e vê ultrapassagens mais possíveis em pistas estreitas

Após as oito primeiro etapas da temporada 2018/19, Lucas Di Grassi segue favorável ao formato da Fórmula E que estreou com os novos carros, em dezembro passado. Segundo Di Grassi, a resistência dos bólidos permite maior tentativas de ultrapassagens em pistas que normalmente não contariam com espaço para trocas de posição

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
Qual a sua opinião sobre o formato atual das corridas da Fórmula E, com carros maiores e mais contato na pista? Lucas Di Grassi segue vendo como positivo após as primeiras oito etapas da temporada 2018/19. De acordo com o piloto da Audi, o a estreia do Gen2, a segunda geração dos bólidos elétricos, ajudou a aumentar a frequência das ultrapassagens.
 
Os novos carros foram reforçados para contato após o Gen1 apresentar danos contundentes durante disputas de pista nas primeiras temporadas da categoria. Para Di Grassi, campeão da FE em 2017, o novo modelo ajudou bastante.
 
Mesmo após ter sido tirado do eP de Mônaco por Alexander Sims e ver outras punições dadas ao fim da prova - Daniel Abt e António Félix da Costa, por exemplo, foram penalizados -, Di Grassi aponta para o formato da classificação como grande vilão.
Lucas Di Grassi (Foto: Audi)
"[Os incidentes em Mônaco foram] uma consequência dessa mistura na classificação. Você coloca os carros rápidos juntos com os carros lentos na corrida, então precisam ultrapassar. Mas os circuitos são bem complicados para ultrapassar. Em Mônaco, se alguém está defendendo e você quer ultrapassar, é muito difícil conseguir sem que haja algum contato", avaliou.
 
Os toques entre os carros, ele avalia, ajudam as brigas por posição. "O carro permite isso, mas se não fizesse eu acho que as corridas seriam bem chatas. Ninguém ultrapassaria, seria impossível. É um efeito positivo dos carros resistirem ao contato, porque as pessoas podem tentar ultrapassar em pistas onde seria totalmente impossível", opinou.
 
"Se fossem carros tão delicados quanto os da F1, ninguém iria ultrapassar. Tivemos algumas discussões com relação a tornar os carros mais frágeis, mas não sou favorável a isso. Dá para mudar um pouco a estrutura da traseira para permitir menos danos quando há contato, mas acho muito interessante. Agora os pilotos estão obedecendo regras, dando espaço e correndo de verdade. É isso que os fãs querem ver e nós queremos fazer", finalizou.
 
Questionado também sobre se a mudança realizada desde o eP de Roma, quando as regras passaram a ser aplicadas com mais força para os pilotos que passam dos limites, teve efeito, afirmou que sim.
 
"Para mim, sem contar o incidente com Sims em Mônaco, sim. Creio que desde as regras ficaram mais restritas os pilotos estão mais cuidadosos com o comportamento na pista", finalizou.
 
A FE volta neste fim de semana com o eP de Berlim. Veja os horários.


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