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Diretor da Mercedes fala em “complexa” FE e diz que já tem “ingredientes” necessários para dupla de pilotos

Ian James é o diretor-esportivo escolhido pela Mercedes para o projeto da Fórmula E. Presente em todas as corridas da atual temporada, James enfim falou após os primeiros testes e admitiu a influência de Toto Wolff na equipe, entre outras coisas

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
Funcionário da Daimler desde 2005, Ian James foi o escolhido para como diretor-esportivo do projeto da Mercedes na Fórmula E. Em meio a um programa que segue a todo o vapor e já contou com testes de pista, James falou um pouco mais sobre os planos futuros da nova equipe antes da entrada na categoria. 
 
James compareceu a todas as corridas da temporada atual da Fórmula E como parte do processo de aprendizado da Mercedes na categoria. Segundo ele, o desejo para um posto como esse existe desde que, entre 2011 e 2015, trabalhou à frente da divisão de Trem de Força de Alto Desempenho, parte da operação da F1. A operação da FE será dividida entre quatro postos: a fábrica da F1 e a antiga divisão chefiado por James, respectivamente em Brackley e Brixworth, são na Inglaterra; as parte de marketing e comunicações segue na cidade-sede de Stuttgart, enquanto a fábrica da HWA também está na Alemanha, em Affalterbach.
 
"Quando essa nova oportunidade apareceu era boa demais para deixar passar. É uma oportunidade única para iniciar e colocar a Mercedes pela primeira vez neste novo nicho do esporte", afirmou ao site inglês 'E-Racing365'.
Teste inicial da Mercedes da FE (Foto: Mercedes)
"Em termos da estrutura final do pessoal da equipe, ainda estamos trabalhando e temos tempo para isso. Conforme testarmos mais, vamos cristalizando tudo isso e anunciaremos mais tarde", seguiu.
 
Aliás, os testes iniciais de pista da Mercedes, realizados em março na Itália foram bem vistos pela equipe.
 
"É uma daquelas coisas: quando você manda um carro para fora do box, não sabe exatamente como todo mundo vai trabalhar junto, especialmente porque são tantas áreas diferentes de expertise na Mercedes. Foi muito positivo [o teste] e você pode ver a quilometragem que acumulamos em apenas alguns dias. Foi bom", avaliou.
 
"Uma das coisas que aprendemos nesta temporada com o envolvimento da HWA é como essa categoria é complexa, então não subestimamos o desafio que vamos enfrentar. Mas o passo adiante foi importante", garantiu.
 
Questionado sobre se o diretor-executivo da divisão de esportes da Mercedes e da equipe na FE, Toto Wolff, vai se envolver na escolha da dupla de pilotos, James confirmou que existe a participação dele. Elogiou Gary Paffett e Stoffel Vandoorne, atual dupla da HWA, e deixou claro que não existe qualquer tipo de decisão. 
 
"No momento, ainda há tempo. Está claro na minha cabeça quais devem ser os ingredientes gerais na hora de contratar os pilotos. Tem sido ótimo observar Gary e Stoffel em suas temporadas de estreia na Fórmula E. Estamos usando a experiência de Toto também e conversando regularmente sobre isso para que formemos uma opinião nos próximos meses e possamos anunciar em algum momento mais tarde", finalizou.
 
A Mercedes está no grid da FE por meio da antiga parceira HWA, que utiliza motores da Venturi na atual temporada. A partir do campeonato 2019/20, a marca alemã irá absorver a HWA e transformá-la em sua equipe de fábrica.