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Evans lembra batalha com Lotterer em 2018 e entende que controle da energia foi chave para vencer em Roma

Mitch Evans venceu o eP de Roma com autoridade após ultrapassar André Lotterer numa parte improvável da pista e segurar os ataques seguintes do alemão. Para Evans, agora no rol dos vencedores da Fórmula E, o segredo foi aplicar o que aprendeu sobre gerenciamento de energia no ano passado

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
Mitch Evans passou o primeiro eP de Roma, em 2018, numa briga com André Lotterer pela última vaga do pódio. Um ano depois, na edição de 2019 da prova na capital italiana, o duelo se repetiu, mas agora pela vitória. E Evans admitiu que a derrota na briga do ano passado ajudou muito no controle da energia e inteligência na captura do rival alemão para faturar a primeira vitória dele na categoria.
 
Evans recordou a perda de energia em 2018 e soube aplicar o que aprendeu para se manter em vantagem durante a corrida deste ano. Com mais energia, restou procurar o lugar preciso para atacar Lotterer e tomar a dianteira, algo que ele fez na chicane.
 
"É uma questão de ser inteligente com a energia e não correr como eu fiz um pouco ano passado. É como um jogo de xadrez, a corrida inteira. Aprendi com isso ano passado e aprendi a gerenciar quando estou com mais energia e não preciso desperdiçar. Sabia que tinha controle e velocidade", disse ao site inglês 'E-Racing365'.
Mitch Evans (Foto: Jaguar)
"Para ser honesto, quando eu fiz a primeira leitura de energia e notei que tinha 2% a mais que ele, fiquei extremamente surpreso porque eu não estava em velocidade de cruzeiro e nem estava perdendo ritmo em relação a ele. Então pensei 'OK, está ficando bom'", lembrou.
 
Outro traço fundamental da vitória foi a decisão do piloto da Jaguar em assumir uma estratégia diferente de Lotterer.
 
"Não queria desperdiçar o modo ataque. O pessoal me dizia que ele ia acionar o modo ataque aquela volta e que eu deveria pensar em fazer o mesmo, mas eu avisei que queria usar uma estratégia diferente. Seria minha única oportunidade de ultrapassar", explicou.
 
"Felizmente nós fizemos isso. O mergulho foi no limite, mas consegui uma ultrapassagem bonita. Não era a curva mais convencional para ultrapassar, mas nesse campeonato, contra um piloto como André, você precisa aproveitar oportunidades assim. Tive a chance e aconteceu", lembrou.
 
Sobre a ultrapassagem, que até Lotterer isentou como normal, Evans viu movimento de corrida apesar de um leve toque. "Acho que foi razoavelmente justo. Houve algum contato, mas foi corrida justa. Daí em diante, eu sabia que tinha o ritmo para mantê-lo atrás", comentou. 
 
O único momento em que Evans correu risco após a ultrapassagem foi ao errar a zona de acionamento do modo ataque. Um susto para ele mesmo.
 
"Tem um 'bip' quando a gente ativa o modo ataque. Aí eu passei por lá e não fez 'bip'. Pensei 'meu Deus, não' e olhei para baixo, quando vi que errei. Foi estranho. Devo ter saído um pouco mais cedo. Eu estava brigando comigo mesmo e tinha ótima velocidade, muita confiança de que podia recuperar a vantagem de 1s2 - e consegui", avaliou.
 
"Lotterer estava tendo dificuldade com os pneus, então mantive a calma e tudo funcionou bem. Pensei que tinha arruinado nossas chances, mas foi bom recuperar", finalizou.
 
A FE volta com o eP de Paris, no próximo fim de semana.