F-E erra ao adotar vício da F1 por punições além da conta e estraga fim de semana perfeito de Rosenqvist em Berlim

A F-E precisa esclarecer quais situações em que pune os pilotos e quais situações não merecem punição. Os 10s a Felix Rosenqvist por uma liberação insegura é mais uma decisão diferente para a mesma falta nos últimos tempos. Para quem se diz o novo, a categoria precisa abandonar os vícios punitivos da F1

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A segunda perna do eP de Berlim, disputada no fim da manhã deste domingo (11), foi uma corrida movimentada. Brigas duras – até demais em certas ocasiões – e muita mudança na classificação. E em meio a grandes movimentações, foi uma decisão vinda de fora da pista que definiu o vencedor. Felix Rosenqvist ganhou, mas não levou. O sueco levaria para casa uma varrida na Alemanha, mas teve de se contentar com um segundo posto. Tudo isso porque a equipe o liberou dos boxes na hora que Nick Heidfeld, companheiro de Mahindra, ia chegando. A direção de prova definiu 10s de acréscimo ao tempo final de Felix, praticamente dando de mão beijada a vitória para Sébastien Buemi.

 
O primeiro ponto é que esse tipo de punição ser dada ao piloto parece um tanto quanto absurda – e isso não é uma crítica à F-E, mas ao esporte a motor de forma geral. Rosenqvist não teve absolutamente nada a ver com a decisão de deixar o pit-lane naquele momento. 
 
Ainda mais do que isso, um segundo ponto. A liberação insegura é passível de punição? Quando? Em Buenos Aires, Lucas Di Grassi saiu bem na frente de Nelsinho Piquet e ficou sem punição esportiva, apenas uma multa. Na primeira etapa de Berlim, Jean-Éric Vergne também saiu da tenda numa situação confusa e foi punido com um acréscimo de tempo de 5s. Por que diabos Rosenqvist foi sancionado com 10s? Qual a diferença entre os casos? Qual a abordagem adotada?
 
É importante que a F-E esclareça. Até porque esse é um dos erros mais criticados na F1 dos dias atuais – o excesso de punição. Mas de uma forma estranha, porque os toques parecem mais graves. Especialmente a forçada de barra de José María López para cima de Sam Bird. Não que Pechito precisasse seu punido, mas é estranho que a direção de prova seja tão piedosa com um tipo de situação e puna com tanto vigor a liberação insegura. Para quem se diz o novo, a mão pesada para punir a qualquer custo e com decisões obscuras emulam um dos vícios mais nocivos da F1.
Rosenqvist ganhou, mas não levou o eP de Berlim (Foto: Mahindra)
Há a necessidade de padronização das abordagens para diferentes tipos de situações – e esclarecimento. De preferência sem decisão de bastidores. 
 
"Quero olhar com mais calma o que aconteceu. Senti que foi uma situação estranha porque as regras dizem que, se você bloqueia alguém, você é punido, mas eu não o bloqueei de verdade, quando você para pensar", opinou Rosenqvist. "Vamos ver com calma, mas não podemos culpar ninguém por isso. Infelizmente muitas das decisões hoje no automobilismo não são na pista."
 
Fora isso, o fim de semana de Rosenqvist foi perfeito. Uma vitória, um segundo lugar e uma pole-position de um ainda jovem piloto que foi esnobado pela F1 e dá pinta de despontar como um protagonista não só na F-E como no automobilismo internacional. O sueco, campeão da F3, se mostra cada vez mais pronto. Sai da capital alemão como protagonista, sem dúvidas.
 
"O carro estava incrível", disse sobre a corrida. "Foi uma prova perfeita para nós de todas as formas. Temos que respeitar a decisão, mas, no momento, estou um pouco desapontado", seguiu. E completou, falando sobre Buemi. "Sabíamos que ele iria tentar compensar o resultado de ontem. Fiquei surpreso de ter permanecido à frente dele, um campeão mundial. Ele fez uma súper corrida também."
Buemi (Foto: Renault e.dams)
Buemi respondeu elogioso ao novato. "Quero parabenizá-lo, porque penso que ele é o verdadeiro vencedor de hoje. Ontem eu fui desclassificado e perdi dez pontos, então estou muito feliz de ter tido mais sorte hoje. Quando fiquei sabendo que ele teria a punição, tentei deixá-lo com mais espaço, para que ele terminasse mais de dez segundos à frente de Lucas. Obviamente, isso era importante para mim", avaliou sua prova.
 
O líder do campeonato só tentou passar Rosenqvist de fato uma única vez. Usou até o FanBoost, mas resolveu recolher. Depois que a punição foi manifestada, aí mesmo que Buemi não precisava se arriscar. Apenas cercou e recebeu a vitória. A diferença para Di Grassi volta a aumentar, agora para 32 pontos. Quando voltar a entrar num monoposto da F-E, em Montreal, provavelmente a realidade da classificação será bem diferente. Resta apenas esperar.
 
Di Grassi podia esperar tirar um pouco mais, mas, largando em sétimo, escapou de entrar em maus lençóis. "Eu tinha muitos objetivos na minha cabeça, o principal sendo vencer a corrida, claro", disse. "Nós fizemos o melhor possível hoje mais uma vez, não posso reclamar. Obrigado Berlim, obrigado Alemanha, foi uma rodada dupla incrível para nós, com dois pódios e uma pole-position, mais ou menos 30 pontos a mais."
 
"Eu tive um pequeno problema com o primeiro carro, o segundo carro estava muito melhor, pude atacar Vergne e fazer a ultrapassagem. No final, tentei chegar mais perto de Felix, mas ele estava super rápido, como ontem. Diminui a distância, mas não foi suficiente para chegar em segundo. Fiz o melhor que pude", seguiu.
 
Nas duas corridas de Nova York, quando Buemi estará ausente, Di Grassi precisa somar uma quantidade imensa de pontos. Chegar ao Canadá com uma vantagem de dois dígitos é fundamental para conseguir terminar o ano com o caneco da F-E.

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