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Fórmula E aumenta peso mínimo para pilotos, e Di Grassi elogia: “É a forma justa”

A partir da temporada 2020/21, a Fórmula E vai aumentar para 80 kg o peso mínimo exigido para o conjunto piloto e banco. É um aumento de 5 kg que diminui os esforços de emagrecimento para os pilotos de estrutura corporal maior, como Lucas Di Grassi e André Lotterer

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
A Fórmula E vai instituir um aumento no modelo de peso mínimo para os pilotos. A partir da sétima temporada da categoria, a 2020/21, o peso entre piloto e banco deverá ser de ao menos 80 kg - caso precisem, os pilotos mais leves vão podem utilizar de lastro.
 
Na realidade, a FE já conta com um peso mínimo, mas é de 75 kg. Baixo para pilotos mais altos, como Lucas Di Grassi e André Lotterer, que se veem prejudicados pela necessidade de perder peso e fazer treinamentos especiais para competir de igual para igual.
 
O acordo já foi atingido, mas será formalizado apenas no ano que vem para o conjunto de regras do campeonato seguinte - as regras, aliás, agora vão para uma configuração semelhante àquela utilizada pela F1.
 
"Estou muito feliz, porque é a forma justa de ir adiante. Esse tipo de regra precisa ser acordada por todo mundo, então leva um tempo para passar por todos e ser confirmada. É por isso que estou feliz: porque pelo menos para a sétima temporada estão fazendo", falou Di Grassi ao site inglês 'E-Racing365'.
Lucas Di Grassi (Foto: Audi)
"Torna as coisas mais justas, como na F1. Todos entram mais ou menos na mesma redistribuição, a mesma massa, então pode ser apenas bom", seguiu.
 
Atualmente, o carro da FE tem peso de 900 kg - contando o piloto. Em geral, com uniforme já no corpo, os pilosos pesam de 65 a 80 kg e os bancos pesam de 8 a 10 kg.
 
Líder da Audi na Fórmula E, Tristan Summerscale concordou com a mudança e lamentou apenas que não seja feita antes, já para a próxima temporada. Segundo o site, entretanto, a mudança vai ficar para 2020/21 por conta de preocupação para com os atuais pacotes de lastro no Gen2.
 
"Obviamente há uma grande variação de peso dos pilotos da Fórmula E, alguns são mais pesados. É positivo que tenhamos pesos mínimos, até porque se alinha ao que a F1 já faz. Para a temporada seis, continuaremos a avaliar a redução de peso em todo o carro e melhorar o pacote, então de algumas formas é uma pena que a regra só vá mudar na temporada seguinte", comentou.
 
A expectativa é que o carro sofra mudanças visuais para a temporada 2020/21, ainda que permaneça sendo a mesma geração de carro.


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