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Necessidade de poupar energia e 'novo' modo ataque: Fórmula E muda regras para 2019/20

A Fórmula E anunciou mais que um novo calendário após o fim da reunião do Conselho Mundial da FIA, realizada em Paris. A partir da próxima temporada, a energia disponível vai diminuir sempre que uma full-course yellow ou um safety-car ficarem na pista por mais de um minuto. O modo ataque terá novidades, a classificação vai distribuir mais pontos e o sistema de motor da Nissan foi proibido. Os regulamentos foram desenhados para a sexta jornada da categoria

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
Além de um novo calendário, a reunião do Conselho Mundial da FIA também formatou um novo pacote de mudanças nas regras para a temporada 2019/20 da Fórmula E. O acionamento do modo de ataque ganhou algumas restrições, ao passo que o sistema de motor duplo foi banido de vez após dúvidas sobre a legalidade do modelo operado pela Nissan. A necessidade de poupar energia será mantida mesmo nas corridas afetadas por interrupções.
 
Na atual temporada, a necessidade energética dos carros é mantida mesmo quando incidentes de pista obrigam os carros a passar algumas voltas andando em velocidade mais baixa. Na prática, então, alivia a vida dos pilotos, que podem terminar a corrida andando sempre no máximo com a potência despejada. A partir da temporada 2019/20, será extraído 1 kW/h a cada minuto em que a corrida estiver sob safety-car ou full course yellow.

Com essa mudança, a expectativa é que a estratégia entre mais em voga e as batidas sejam menos necessárias para conseguir ultrapassagens. Atualmente, como em quase todas as etapas os pilotos têm baixíssima ou nenhuma necessidade de diminuir o ritmo para poupar energia, todo mundo anda a 100% do ritmo disponível durante as corridas e, com carros grandes em traçados pequenos, as batidas se tornam obrigação para ganhar posições. 
 
No que diz respeito ao modo ataque, a mudança é que os pilotos não vão mais poder acionar a potência extra durante períodos de safety-car e full course yellow. Essa estratégia tem sido usada uma vez que nestes períodos não são permitidas ultrapassagens e, assim, ninguém corre riscos para sair do traçado e aumentar a potência do bólido.
António Félix da Costa (Foto: BMW)
Há uma alteração também com relação aos treinos classificatórios. Os formato, apesar de criticado pelos pilotos, foi mantido. A única diferença é que agora os pilotos que liderarem cada um dos grupos do treino irão receber um ponto no campeonato - o pole-position vai seguir marcando três tentos. 
 
A potência máxima do modo ataque também vai aumentar, inflando ainda mais o efeito nas corridas: de 225 kW para 235 kW de energia. O limite de motores permitidos será de apenas um, eliminando os desenhos como o que a Nissan usa - e, em anos passados, DS e NIO também chegaram a abraçar.
 
O relógio vai passar a parar também sempre que a corrida for suspensa, a fim de evitar a dificuldade de entender o tempo restante de prova. Até a atual temporada, o relógio seguia correndo normalmente para que, uma vez que a corrida retornasse, o tempo de interrupção fosse resposto. É uma mudança que na prática não altera nada, mas facilita o entendimento. 
 
Mais uma decisão tomada em conjunto entre Fórmula E e FIA é que o Gen2, a geração de carros que estreou nesta atual quinta temporada do campeonato, vai seguir nas pistas até a oitava temporada. O projeto original era que o Gen2 valesse até o fim da sétima temporada, então por três anos, mas controle de custos e a entrada de duas montadoras - Mercedes e Porsche - apenas na sexta temporada fizeram com que esse prazo fosse aumentado. Desta feita, a expectativa é que novos carros da FE sejam projetados apenas para a partir da temporada 2022/23.


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