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Para expor danos ambientais na Amazônia, Extreme E anuncia etapa no Pará

O norte do Brasil, mais especificamente a Amazônia, é um dos destinos da Extreme E em sua temporada inaugural. A categoria visita Santarém, no Pará, para expor a situação de uma região com graves problemas ambientais

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
Depois da Groenlândia, a Extreme E anunciou também a realização de uma etapa em solo brasileiro. A nova categoria, com a proposta de correr em ambientes afetados pela mudança climática, revelou nesta quarta-feira (2) que vai visitar Santarém, no estado do Pará, já na temporada inaugural.
 
Competindo na Amazônia, o chefão Alejandro Agag pretende expor a realidade de uma floresta tropical em risco, tanto por conta do desmatamento quanto pelas queimadas recentes.
 
“É um prazer ir para a Amazônia na primeira temporada”, disse Agag. “A Extreme E almeja usar sua posição como um esporte revolucionário e mundial como ferramenta para trazer à luz os problemas que nosso planeta enfrenta em ecossistemas tão únicos. Poucas localizações são tão relevantes quanto a Amazônia nesse sentido”, seguiu.
Extreme E começa em 2021 (Foto: Divulgação/Extreme E)
“Uma série de problemas afeta a saúde de longo prazo da floresta tropical, com desmatamento e incêndios florestais surgindo como os assuntos mais importantes nesse momento. Eu inclusive estive naquele lugar um mês atrás, onde vi florestas imaculadas, mas que agora foram dizimadas pelo fogo, o que trouxe pessoalmente para mim um choque pela dimensão da situação na Amazônia. Nossa corrida vai acontecer na região de Santarém, no estado do Pará, que já foi desmatada e seriamente impactada pelo fogo”, destacou.
 
A Extreme E tem temporada inaugural marcada para 2021, com cinco etapas planejadas. Além do Brasil, a única outra confirmada até aqui é na Groenlândia, representando o clima ártico. As outras três etapas, sem localizações confirmadas, vão representar geleira, deserto e oceano.
 
A categoria vai contar com pilotos de alto calibre à disposição, incluindo os brasileiros Lucas Di Grassi e Bruno Senna. Os carros utilizados são SUVs elétricos.
 

 
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