Por questões financeiras e ambientais, Fórmula E diminui treino de classificação

Decisão da Fórmula E foi chancelada pelo Conselho Mundial da FIA e, assim, diminui treino de classificação a partir da temporada 2020/21

O Conselho Mundial da FIA, realizado na última semana, chancelou mudanças para a sequência da Fórmula E. As alterações tem viés financeiro, mas também esbarram na questão esportiva. A maior mudança para o que se conhece nos fins de semana de corrida é a diminuição do tempo dos grupos do treino de classificação: cai de seis para quatro minutos cada um.

O classificatório da FE é dividido em duas partes: a primeira conta com todos os 24 pilotos separados em quatro grupos com arrumação proporcional à classificação do campeonato. Até a última temporada, a partir do momento em que a bandeira verde era acionada para o grupo, os pilotos contidos naquele grupo tinham seis minutos para escolher sair e dar uma volta de instalação e volta rápida – ou volta rápida diretamente. Agora, com menos tempo, a tendência é que todos os grupos contem com os competidores amontoados na disputa pela Superpole.

A decisão foi tomada por conta do corte em 25% na quantidade de pneus disponíveis para o campeonato – a atual fornecedora de pneus da categoria, Michelin, deixa o campeonato daqui a duas temporadas, quando a Hankook passa a fornecer as borrachas da categoria. É uma decisão justificada pelo impacto ambiental.

Santiago recebe a abertura do campeonato 2021 (Foto: Fórmula E)

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Há outras mudanças em questões eletrônicas, mas que são pouco vistas a olhos gerais, e diminuição também da quantidade de partes de carros disponíveis. É uma medida que também dialoga com a diminuição de custos.

“Conforme a Fórmula E se prepara para mudar o status e se tornar Campeonato Mundial na próxima temporada (2020/21), o Conselho Mundial da FIA aprovou as próximas medidas de consolidação de custos. Seguindo as medidas já adotadas pelo Conselho Mundial, em 19 de junho de 2020, elementos produzidos, que não sejam obrigatoriamente ligados a apenas um fornecedor, e elementos-extra foram limitados”, disse o boletim da FIA.

“Além disso, a aquisição de informações foi restringida a um certo número de sensores. Já foi decidido que cada carro poderá usar não mais que uma atualização no software VCU [Unidade de Controle de Veículo] por etapa”, seguiu.

“Também ficou decidida a redução da quantidade de tempo de pista para cada grupo da classificação de seis para quatro minutos”, finalizou.

A Fórmula E conta com a pré-temporada marcada para o fim de novembro e começo de dezembro deste ano, ao passo que a temporada começa em janeiro de 2021, no Chile, já com o novo treino de classificação.

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