Prévia: F-E volta ao Uruguai como realidade e vê chance de Di Grassi enganar e.dams

Quando passou por Punta del Este um ano atrás, a F-E ainda era dúvida. Hoje, não mais: é realidade. O lugar do primeiro 'sold out' da categoria pode ver 2015 terminar com Lucas Di Grassi enganando a superioridade da e.dams

Um ano depois, a F-E volta a Punta del Este. Em dezembro de 2014, quando chegou por lá a primeira vez, a categoria ai da se via sob escrutínio e incertezas. Hoje, a situação é completamente diferente. De lá para cá, uma temporada convincente, arquibancadas sempre lotadas e um passo adiante ousado. A F-E antes chegou em Punta como uma dúvida, mas desta vez chega como o presente, não o futuro.
 
Mais de um mês já se passou desde a última corrida, em Putrajaya. Nas ruas da cidade malaia, a prova foi caótica. Lucas Di Grassi venceu e tomou uma liderança no campeonato que não é mentirosa, mas também não é real. Ao menos, ainda. 
 
Sébastien Buemi não venceu a corrida, mas ficou claro que assim o faria em condições normais. Óbvio que a confiabilidade faz parte do pacote e quebras acontecem no automobilismo, mas é difícil achar outro lugar onde a temperatura [que chegou a passar de 40°C na Malásia] terá uma participação tão decisiva.
Di Grassi pode enganar a superioridade da e.dams (Foto: Formula E)
Em Punta del Este, apesar de fazer calor, o vento da beira da praia torna a sensação muito mais aprazível, então os softwares grid afora não devem sofrer uma pressão tão grande.
 
Buemi tinha ritmo para ir embora e não o fez, paciência. Para Di Grassi, a receita é essa, somar pontos o quanto der e contar com fatores alheios que apenas o ritmo de e.dams e Audi ABT. Se fizer isso, a campanha para brigar pelo título está fundamentada e sorte ao ar.
 
A pista de Punta é bem mista e divertida, com boas curvas lentas e mais rápidas e muitas ondulações. Uma boa pista, das mais divertidas tanto para quem acompanha quanto para os próprios pilotos, como admitiu Bruno Senna em entrevista ao Paddock GP.
 
Ano passado, uma ótima corrida se desenrolou por lá. E foi Buemi quem guiou horrores para vencer a primeira na F-E. Nelsinho Piquet, segundo, fez o primeiro pódio. Di Grassi, terceiro, havia sido top-3 em todas as provas do campeonato até então.
 
O mais importante pensando numa boa corrida é que a pista dá múltiplas chances de ultrapassagem – basicamente na pista toda é possível passar. O sexto lugar de Bruno Senna saindo do fim da fila deixa claro, assim como o P6 de Matthew Brabham largando no 19º posto, deixam claro o espaço dado pela pista.
 
É, sobretudo, uma chance importante de Di Grassi bater as e.dams de novo. A natureza da pista não pede tanta explosão e abre a possibilidade de carros mais lentos embolarem nas primeiras colocações. Buemi venceu em 2014, é bem verdade, mas Jarno Trulli foi quarto – seus únicos pontos em corrida pela agora defunta equipe dele mesmo. A Trulli deixa o grid da F-E com 18 carros até o final da temporada. A partir do ano que vem, em outubro, a Jaguar substitui o time de Jarno.

De preferência, precisa fazer a pole-position. Se conseguir sair de Punta com liderança maior que entrou em relação a Buemi, Lucas avisa que realmente vai brigar por um título que ainda parece apenas uma chance matemática. Se fizer isso, vai ter enganado a e.dams e a superioridade clara posta ao início do campeonato.

Loic Duval anda guiando forte (Foto: F-E)
Quem vai ter a chance de mostrar seu poderio novamente é a Dragon, também abalroada pelos problemas na Malásia. Loïc Duval acredita que poderia ter disputado a vitória sem os problemas, enquanto Jérôme D'Ambrosio chegou a pensar em pódio. Parece muito claro neste momento que a Dragon está mais para o nível da Audi ABT do que de quem vem atrás, ao menos em termos de performance. No momento em que vencer uma corrida, a mais nova construtora da F-E dará um salto de confiança. 
 
É a melhor chance que Bruno Senna vai ter até o momento, também. Ele se entendeu bem com a pista um ano atrás e agora tem uma Mahindra muito capaz – e sem o companheiro Nick Heidfeld, machucado. O time indiano é claramente a quarta força do grid. Apesar do pódio de Robin Frijns na Malásia, a Andretti ainda tem o que crescer para chegar na conversa. Se conseguir dosar o carro da mesma forma e contar com um safety-car, de repente Frijns pode até assustar de novo. 
 
Entre as Virgin, talvez seja a hora de levantar voo. Jean-Éric Vergne fez pole e brigou para vencer em Punta ano passado e Bird foi ao segundo lugar em Putrajaya. A equipe ainda não conseguiu convencer, porém, que pertence num dos três degraus mais altos do grid. O carro é pesado demais, não se trata de um problema simples de ser resolvido pela Virgin ou pela Citroën.
 
No geral, o automobilismo mundial deverá ter uma corrida bastante divertida para fechar 2015 em alta. A F-E fecha em alta, certamente.

 

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