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Rowland avalia primeiro pódio na FE como “decepcionante” e põe pole como maior feito particular em Sanya

O inglês Oliver Rowland foi o último piloto contratado para ser titular da Fórmula E na temporada 2018/19. E, em Sanya, chegou ao primeiro pódio - um segundo lugar. O que ele julga como melhor momento do fim de semana, porém, aconteceu antes da corrida

Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
Oliver Rowland foi ao primeiro pódio dele na Fórmula E. O piloto da Nissan, entretanto, nao escolheu esse como o grande feito dele no fim de semana do eP de Sanya. Pelo contrário. Segundo Rowland, a pole-position em meio a um grid tão forte é um dos melhores possíveis.
 
Rowland largou na pole após uma classificação que apresentou a Nissan como força dominante junto da BMW. Na corrida, foi ultrapassado por Jean-Éric Vergne mas manteve o segundo posto até o fim. Ficou um tanto decepcionado com o fato de não ter vencido a corrida, mas nada abalou a pole. 
 
"Com certeza foi ótimo [o resultado final], mas ser pole com 22 pilotos deste nível é um grande feito. Acredito que a pole é provavelmente mais importante, porque tem que ser realmente o melhor durante uma volta e não há muitas oportunidades", disse. 
 
"Talvez em alguns dias em pense mais e veja como algo realmente positivo. Estou um pouco decepcionado que não pode otimizar meu rendimento e terminar na frente", afirmou.
Oliver Rowland (Foto: FE)
"Fico feliz por um lado, mas desapontado por outro, porque tive uma oportunidade. O JEV [Vergne] fez um bom trabalho, ele me surpreendeu e eu sabia que ele ia me surpreender em algum momento. Eu estava com dificuldades e precisava tirar o pé muito cedo [nas curvas]. Estou muito feliz com o pódio, que já estava para vir há algum tempo. Perdi um no México, estava liderando em Hong Kong, então foram três corridas difíceis com três abandonos. É bom somar pontos e, no fim, a corrida virou questão de consolidar minha posição e não arriscar muito", falou.
 
"Quando você começa a ficar para trás em uma corrida de FE, cada piloto começa a achar que você está mais lento, então usam mais energia para te ultrapassar. Eu sabia que não podia perder muitas posições. Eu acho que estive no limite. Dentro das regras, mas no limite. Você precisa ser agressivo pelo campeonato. Você precisa pontuar com frequência e precisava estar no pódio, então assumi esses riscos", finalizou.
 
Com 27 pontos no campeonato, Rowland está à frente do companheiro Buemi e ocupa o 12º lugar. A FE volta em três semanas, 13 de abril, com o eP de Roma.