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Vergne relata dois anos de adaptação ao ir para FE: “Era muito negativo”

Jean-Éric Vergne revelou que sua transição para a Fórmula E não foi necessariamente um período fácil. Depois de deixar a Fórmula 1, o francês disse que demorou cerca de dois anos até colocar a cabeça no lugar e fazer as coisas andarem da forma correta. Hoje, Jean-Éric é o bicampeão da categoria elétrica

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
O começo da jornada de Jean-Éric Vergne na Fórmula E não foi dos mais fáceis. O francês, hoje consagrado como o primeiro e único bicampeão da categoria elétrica, explicou que no começo foi bastante complicado e que levou cerca de dois anos para colocar a cabeça no lugar e se adaptar por completo ao ambiente
 
Vergne ficou na Fórmula 1 por três temporadas defendendo a Toro Rosso – período esse que viu como muito difícil. Depois de ter sido chutado da equipe satélite da Red Bull, jamais voltou para a F1, ainda que tivesse ocupado, por um tempo, a função de piloto de simulador na Ferrari. Mas sua trajetória começou a mudar mesmo de rumo quando teve sua primeira chance na Fórmula E, em dezembro de 2014, no eP de Punta del Este, no Uruguai.
 
Sua porta de entrada foi a Andretti. Vergne marcou a pole logo na corrida de estreia. A performance de JEV o levou para a Virgin no campeonato seguinte. Entretanto, os anos de glória vieram mesmo quando assinou com a Techeetah, tornando-se o primeiro bicampeão da história do certame, com o piloto alcançando a glória nas duas últimas temporadas.
A rodada dupla que encerrou a temporada em Nova York (Foto: Jérôme Cambier/Michelin)
Mas até colocar o trem de volta aos trilhos, o piloto revelou que sofreu. “Quando deixei a F1, não tinha mais dinheiro. Era estúpido com meu dinheiro, gastava tudo e não ganhava muito. As pessoas pensam que você é um piloto de F1, não é muito [dinheiro], mas achei que fosse milionário e gastei tudo”, explicou em vídeo para a FE.
 
“Acredito que foi um bom momento para resetar tudo em minha vida. Demorou ao menos dois anos para as coisas voltarem ao normal. Não diria uma vida normal, mas uma mentalidade normal”, seguiu.
 
“Nos meus dois primeiros anos na FE, estava com um humor muito negativo, e acho que isso acabou atraindo muitas coisas ruins. E, então, as coisas começaram a ser boas comigo novamente. Perdi muita confiança, mas já que ninguém esperava nada de mim, trabalhei muito duro com a equipe”, concluiu o bicampeão da categoria dos carros elétricos.

 
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