Vice-líder, Di Grassi avalia que traçado de Berna “vai separar homens e meninos”

Lucas Di Grassi deseja chegar a Nova York, para a decisão da Fórmula E, com chances reais de título. Para isso, então de ir bem numa pista de Berna que aparece como um dos maiores desafios do campeonato

Lucas Di Grassi chega ao eP de Berna em situação animadora na briga pelo título da Fórmula E. Afinal, após da vitória em Berlim, a segunda da temporada, o piloto da Audi está na vice-liderança do campeonato apenas seis pontos atrás de Jean-Éric Vergne e dez tentos à frente do terceiro colocado, André Lotterer. Uma vitória na Suíça fará com que vá para a decisão, em Nova York, líder do campeonato. A questão é que a pista tende a ser um enorme desafio.

 
O piloto destacou a competição dura da categoria e a necessidade de se posicionar bem para chegar à decisão com chances reais de ser campeão. Os primeiros cinco colocados do campeonato estão separados por apenas 21 pontos. 
 
“Há uns dez pilotos com chance de brigar pelo título ainda, embora mais realisticamente acho que os cinco primeiros têm mais condições. Mesmo faltando apenas três corridas para o final em uma temporada de 13 provas”, falou. 
 
“Nesse contexto, sair da Suíça com um bom resultado, que não precisa ser necessariamente a vitória, é o mais importante. A meta é chegar na rodada dupla de Nova York, em meados de julho, com chances reais de ser campeão. Na visão da nossa equipe, é isso ou nada”, completa o brasileiro.
Lucas Di Grassi (Foto: Audi)

Em 2018, a Fórmula E quebrou um tabu histórico: 64 anos sem corridas de carro na Suíça. Di Grassi venceu aquela prova, então disputada em Zurique. Agora em Berna, crê que será uma divisão entre quem é bom de verdade e quem não.

 
“Este ano vamos competir em Berna, em um traçado totalmente diferente. É a primeira vez que vamos correr lá. É uma pista muito distinta de todas as que utilizamos na Fórmula E, especialmente os trechos em subida e descida, um detalhe que realmente vai separar os homens dos meninos", apontou. 
 
"Fizemos muitos treinos no simulador, mas nada pode simular o frio na barriga que você sente em uma pista com mudanças súbitas de elevação. Para o público, será ótimo de assistir. Para os pilotos, um desafio a parte”, resumiu.
 

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