Com patrocinadores, mecânicos e piloto de Brasília, Amir Nasr se diz "honrado em representar a capital"

Dono de uma equipe com 33 anos no automobilismo brasileiro, Amir Nasr celebrou a identificação com a comunidade de Brasília e afirmou que é importante se manter próximo às próprias raízes no esporte

Senna, Fittipaldi, Piquet, Giaffone e Sperafico. Esses são alguns exemplos de famílias cujas histórias estão intimamente ligadas ao automobilismo brasileiro. E nos últimos anos, uma nova família vem se destacando: os Nasr, que além de donos de equipe agora também contam com o sucesso de Felipe, único representante do Brasil na GP2, principal porta de entrada da F1.

Para quem acompanha apenas a F1 e os brasileiros que um dia podem chegar lá, Felipe colocou o nome do clã em evidência. Mas a história da família Nasr no esporte no Brasil é muito mais antiga. O jovem piloto da Carlin na GP2 é sobrinho de Amir Nasr, dono de uma equipe com respeitáveis 33 anos de história no automobilismo brasileiro e com passagem pela F3 Sul-americana, Stock Car e que agora é a única a alinhar carros da Ford no Brasileiro de Marcas.

Os mesmos patrocinadores da equipe de Amir Nasr investem no time de basquete de Brasília. Não é coincidência (Foto: Bruno Terena/Vicar)

Mas há uma diferença da ANR para as demais escuderias. Enquanto os principais times do automobilismo brasileiro estão sediados em um eixo formado pelos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, a base do time de Amir é em Brasília, há poucos metros da Esplanada dos Ministérios e do novo Estádio Nacional.

Justamente por estar um pouco mais afastada, a equipe de Amir Nasr desenvolveu uma identidade própria, representando as cores da capital. “Eu tenho muito orgulho de ser de Brasília. Somos um time verdadeiro da comunidade brasiliense, até porque meus pais foram pioneiros da cidade”, disse o chefe de equipe com exclusividade ao Grande Prêmio.

“Somos talvez a segunda equipe esportiva mais antiga de Brasília, só perdendo para o Gama”, acrescentou o dirigente, fazendo referência ao time de futebol do Gama, que chegou a disputar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, e destacando a longa história da equipe no cenário esportivo brasileiro.

Em 2013, praticamente todos os integrantes do time nasceram e/ou moram na capital. Além de Amir e do irmão, Samir, também são de Brasília os mecânicos, engenheiros e um dos pilotos, Vitor Meira. O veterano competidor, com passagem pela Indy e pela Stock Car, se disse honrado em poder representar o Distrito Federal na pista.

“Eu também sou da cidade, então eu e o Amir fomos muito felizes no passado com essa ideia de ‘equipe de Brasília’”, disse. “E a gente se juntou e tentou vender essa história, até porque a gente tem um patrocínio que é do governo, como o Banco de Brasília, então a gente não está só representando o interesse do banco, mas também do governo em promover a cidade. Então a gente está representando os nossos patrocinadores e a cidade”, declarou o piloto.

Nasr, por sua vez, disse que é importante ver os recursos da capital irem para o time local. “Brasília é uma cidade onde o maior mercado é o governo, é uma cidade administrativa. Mas aí a gente via o dinheiro das estatais, como os Correios, indo para outras equipes e agora conseguimos que ele viesse para uma equipe de Brasília”, disse ao GP.

Além de contar com o apoio do banco da cidade, o outro principal patrocinador da ANR é o centro universitário UniCeub. Curiosamente, essas são as mesmas empresas que investe no time de basquete da cidade, um dos maiores vencedores do campeonato brasileiro da modalidade nos últimos anos.

E Nasr admitiu que essa associação não é por acaso. Depois de ter fechado com o banco, foi questão de tempo convencer a outra empresa a participar do programa. “Já tínhamos uma parceria antiga com o BRB na F3 e na Stock Car e conseguimos resgatá-la. Também conseguimos convencer o UniCeub a se juntar à gente. E eu sempre gostei de basquete, até já joguei. E o carro até parece um pouco o uniforme branco da equipe”, encerrou.

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