Chuva, brigas acirradas pela vitória, dilemas entre companheiros e ainda mais chuva: o GP da Malásia, que se despede do calendário da F1 em 2017, reservou momentos marcantes para o público. O GRANDE PREMIUM lista dez deles

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Para a tristeza de muitos, o GP da Malásia deste fim de semana vai ser o último. A saída da prova do calendário, confirmada ainda em abril, foi consequência da insatisfação da organização da prova com a F1. O retorno no futuro não está descartado, mas o público deve se acostumar com a ausência de Sepang.

Mesmo que o GP da Malásia não esteja nem perto de ser a prova mais tradicional ou esperada do calendário da F1, o evento reservou grandes momentos. A chuva forte, uma ameaça constante no sudeste asiático, foi responsável por corridas marcantes, como as de 2001 e 2012. As relações entre companheiros também chamaram atenção em Sepang – Michael Schumacher aceitou ordens de equipe para ajudar Eddie Irvine em 1999, exatamente o contrário do que Sebastian Vettel faria com Mark Webber em 2013.

Celebrando o GP da Malásia, o GRANDE PREMIUM lista dez grandes momentos da F1 em Sepang ao longo de 18 edições.

1999 – Schumacher escudeiro?

A temporada 1999 foi atípica para a Ferrari. Michael Schumacher, que voltava a desafiar Mika Häkkinen na briga pelo título, quebrou uma perna após sofrer um acidente gravíssimo em Silverstone. Fora de combate, o alemão passava o bastão de primeiro piloto para Eddie Irvine. Quando Schumacher voltou ao carro, no GP da Malásia, penúltimo do ano, foi para ajudar Irvine. Depois de fazer a pole, Schumacher decidiu apoiar o britânico como podia.

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Ao invés de disparar na liderança e levar uma vitória fácil, Schumacher começou a aliviar o ritmo e permitiu que Irvine tomasse a ponta ainda nas primeiras voltas. Michael teria de segurar Häkkinen, principal adversário de Irvine na briga pelo título, e David Coulthard, os dois da McLaren.

Coulthard conseguiu se livrar de Schumacher, mas não foi serviu para muita coisa – o escocês abandonaria com problemas mecânicos pouco depois. Häkkinen, por sua vez, não conseguia superar Schumi de jeito nenhum, o que representava um golpe duro às chances de título.

Mesmo tentando muito, Mika não conseguiu a ultrapassagem obre Michael e acabou em terceiro. Irvine confirmou a vitória e abriu 4 pontos de vantagem na briga pelo título – que seria perdido no GP do Japão.

Michael Schumacher topou ser escudeiro de Eddie Irvine em 1999 (Michael Schumacher, Eddie Irvine, Malásia, 1999)

2001 – O caos

O primeiro GP da Malásia marcado pela chuva veio em 2001. A prova até começou com pista seca, mas demorou pouco para a chuva cair com força – roteiro que se tornaria quase comum nos anos seguintes.

A primeira escapada de pista nem foi por causa da chuva – Michael Schumacher e Rubens Barrichello, então primeiro e segundo, passaram por uma mancha de óleo e foram para a brita. Os dois voltaram à pista, mas o líder agora era Jarno Trulli, na Jordan. Instantes depois, a chuva virou uma tempestade e aí, meu amigo, ninguém mais parou na pista.

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Nick Heidfeld, Enrique Bernoldi, Jacques Villeneuve, Juan Pablo Montoya, Jarno Trulli, Giancarlo Fisichella e Barrichello outra vez – os três últimos já em regime de safety-car – passearam pela área de escape. Com o carro de segurança na pista, todos tiveram calma para colocar pneu de chuva extrema e seguir em frente.

David Coulthard e Jos Verstappen (!!!) eram os dois primeiros na relargada, mas a corrida logo voltaria ao normal. Mesmo perdendo um minuto nos boxes durante o safety-car, Michael Schumacher voltou à briga pela vitória através do ótimo ritmo na pista molhada. Seja através de estratégia ou de ultrapassagens, Schumi ganhou muito terreno e levou a vitória. Barrichello, que teve uma corrida tão atípica quanto o companheiro, ainda conseguiu completar a dobradinha.

Michael Schumacher e Rubens Barrichello escaparam da pista. Mas fizeram dobradinha (Rubens Barrichello, Michael Schumacher, Malásia, 2001)

2003 – A primeira de Alonso

Depois de um 2002 relativamente experimental, a Renault veio com tudo em 2003. O bem cotado Jarno Trulli se uniu ao promissor Fernando Alonso, formando uma dupla de respeito. Quando o carro se mostrou veloz, logo ficou claro que os franceses podiam incomodar no que então era Fórmula Ferrari.

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Isso ficou bem claro na classificação para o GP da Malásia, o segundo do ano. Tirando proveito do inovador sistema de apenas uma volta rápida por piloto, a Renault conseguiu uma dobradinha – Alonso primeiro, Trulli segundo. Fernando se tornava o pole mais jovem da história da F1.

Mais do que surpreendente, o resultado se provou histórico. Esta era a primeira prova concreta do grande talento de Alonso, que logo levaria o público a se questionar se um ‘novo Schumacher’ estava surgindo. Os sete títulos podem não ter vindo, mas provas de talento como as de Sepang em 2003 seguiram vindo.

Fernando Alonso conseguiu sua primeira pole no GP da Malásia de 2003 (Fernando Alonso, Malásia, 2003)

2003 – E a primeira de Räikkönen

Um dia depois da primeira pole de Fernando Alonso, outro momento marcante na Malásia. Kimi Räikkönen, começando seu segundo ano na McLaren, alcançou sua primeira vitória na F1.

Partindo da pole, Alonso não teve problemas para liderar as primeiras voltas. Mas logo ficou claro que Räikkönen tinha o carro mais rápido – o finlandês largou em sétimo, mas tomou o segundo posto logo no terceiro giro.

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Kimi estava em uma forma tão boa que nem foi necessário atacar Alonso, que carregava menos combustível e iria aos boxes mais cedo. Tão logo o finlandês herdou a ponta, foi só questão de encaixar uma boa sequência de voltas para, após seu pit, confirmar a liderança de fato.

Foi exatamente isso que aconteceu. Kimi tomou a liderança na volta 23 e não saiu mais de lá. Era a primeira de vinte vitórias na F1. Fernando Alonso ainda conseguiria seu primeiro pódio – em terceiro, logo atrás de Rubens Barrichello.

Sepang foi palco da primeira vitória de Kimi Räikkönen na F1 (Rubens Barrichello, Kimi Räikkönen, Fernando Alonso, Malásia, 2003)

2009 – Temporal, bandeira vermelha e sorvete

A corrida de 2009 foi um GP da Malásia padrão. Pista seca, mudança radical no clima e longa espera sob bandeira vermelha. Ah, e muitos, muitos pilotos escapando da pista de tudo que era jeito.

A prova tinha Jenson Button na pole com a poderosa Brawn. Mas uma largada medíocre do britânico permitiu que Nico Rosberg assumisse a ponta com a Williams. Jarno Trulli surgiu em segundo com a Toyota. E a prove seguiu assim, com certa normalidade, até a volta 20.

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Foi aí que o céu de Sepang, já absurdamente escuro, começou a verter água. Independente de estar com pneus slick ou de chuva, todo mundo começou a escapar da pista. Fernando Alonso, Sebastian Vettel, Sébastien Buemi, Adrian Sutil, Giancarlo Fisichella… Não demorou para a bandeira vermelha ser acionada.

No momento da paralisação, Button era líder – ainda em pista seca, o britânico parou antes de todo mundo e tomou a ponta pela estratégia. Nick Heidfeld e Timo Glock surgiram em segundo e terceiro de formas parecidas.

Enquanto Kimi Räikkönen comia um picolé Magnum e bebia uma Coca Cola, a direção de prova optou por abandonar a prova após 31 das 56 voltas. Apesar do histórico de provas com chuvas catastróficas em Sepang, esta foi a única que não foi disputada integralmente, rendendo apenas metade dos pontos aos pilotos.

Choveu muito no GP de 2009. Até para os padrões da Malásia (Mark Webber, Nick Heidfeld, Malásia, 2009)

2010 – Erros na classificação

A chuva também chacoalha treinos classificatórios na Malásia, por vezes aproveitando a burrice de algumas equipes. Foi exatamente isso que aconteceu em 2010, quando as duplas da Ferrari e da McLaren ficaram fora de combate logo no Q1.

A primeira fase da classificação aconteceu com pista seca, mas com grandes chances de chuva no começo do Q2. Confiando nisso, Ferrari e McLaren fizeram o que as grandes equipes costumam fazer – esperaram na garagem, enquanto equipes menores anotam as primeiras voltas. O problema é que a espera logo evoluiu para estupidez: com a ameaça da chuva cada vez maior, só os pilotos das duas equipes não tinham tempos.

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E então a chuva veio mais cedo do que devia. As duas equipes já estavam colocando carros na pista, mas era tarde demais. Em um ano em que apenas Lotus, Virgin e Hispania eram eliminadas no Q1, pilotos como Fernando Alonso, Felipe Massa e Lewis Hamilton caíram fora. Jenson Button até conseguiu ficar acima da linha de corte, mas foi em vão – o piloto atolou em uma caixa de brita pouco depois e nem pôde participar do Q2.

Assim, a pole caiu no colo da Red Bull, mais precisamente de Mark Webber. A vitória, por sua vez, coube a Sebastian Vettel.

Ferrari e McLaren deixaram para fazer voltas no fim do Q1, mas foram traídas pela chuva (Felipe Massa, Malásia, 2010)

2012 – Alonso contra Pérez

O GP da Malásia de 2012 pode ser apontado como uma das corridas mais marcantes dos últimos anos. Quando a chuva começou a despencar ainda na volta de apresentação, ficou claro que valeria a pena acordar de madrugada.

As primeiras nove voltas não tiveram lá tanta ação assim – salvo as rodadas de Michael Schumacher e Romain Grosjean, os pilotos optavam pela cautela. O que bagunçava a ordem mesmo era a escolha dos pneus intermediários ou de chuva extrema. Aqueles que retardavam ao máximo seus pits foram recompensados com uma bandeira vermelha por causa das condições climáticas. Neste momento, a corrida tinha até Narain Karthikeyan, da HRT, em décimo.

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Depois de longa espera, a ação recomeçou. Fernando Alonso fez tudo certo nos boxes e na pista e, em questão de instantes, saiu de quinto para primeiro. Sergio Pérez era segundo colocado com a Sauber, e andava com ritmo incrivelmente bom. Conforme a pista secava, o mexicano melhorava em relação ao espanhol.

Acontece que a euforia não foi tão longa. Pérez errou sozinho na penúltima curva e escapou da pista. Deu para voltar, mas não sem perder tempo. Depois disso, Alonso só administrou a situação para vencer com aquela que então era considerada uma das piores Ferraris da história recente.

Com aquela que era vista como uma das piores Ferraris da história recente, Fernando Alonso foi incrível (Fernando Alonso, Malásia, 2012)

2013 – Multi 21, Seb

O GP da Malásia de 2013 também teve chuva nas primeiras voltas, mas isso não chegou nem perto de ser o ponto alto. O que entrou para a história mesmo foi a briga pela vitória entre Sebastian Vettel e Mark Webber, em uma disputa que rende assunto até hoje.

Webber passou a maior parte da prova na frente de Vettel e foi para as últimas voltas apenas precisando confirmar o triunfo. O australiano sabia que a Red Bull não queria uma briga pela vitória entre os dois e apenas controlou o ritmo. Sebastian, por sua vez, seguiu pisando fundo para tentar algo.

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Na altura da volta 45, Sebastian recebeu uma mensagem. “Multi 21, Seb”, dizia Christian Horner. Não era um comando técnico, mas sim uma ordem de equipe velada. O piloto do carro #2, Webber, tinha de ficar na frente do #1, Vettel. Mesmo assim, Sebastian foi desobediente e, com pneus melhores, fez a ultrapassagem sobre Mark, encaminhando a vitória.

Após a corrida, a cena não poderia ser outra: na antessala do pódio, Webber reclamou da decisão de Vettel de atacar. Nas entrevistas do pódio, evidenciou seu descontentamento. A rivalidade entre os dois tinha alcançado um novo nível.

Sebastian Vettel ignorou ordens de equipe para vencer a corrida de 2013 (Sebastian Vettel, Mark Webber, Malásia, 2013)

2015 – Grazie, grazie, grazie!

Era esperado que Sebastian Vettel encontrasse sucesso na Ferrari, mas dificilmente alguém imaginava isso acontecendo logo no segundo GP. Na Malásia em 2015, Seb teve um dia dos sonhos.

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A primeira vitória de Vettel pela Ferrari começou a se desenhar na quarta volta. Marcus Ericsson atolou na brita da curva 1 e forçou a entrada do safety-car. A dupla da Mercedes, Lewis Hamilton e Nico Rosberg, foi aos boxes. Sebastian herdou a liderança e, em seguida, aproveitou a pista livre para encaixar voltas rápidas. Os prateados, por sua vez, perdiam tempo ultrapassando carros mais lentos que não haviam parado. Além disso, a equipe estava comprometida com uma estratégia de três pits, enquanto Vettel seguia com o plano de parar duas vezes.

Assim, a velocidade extra da Mercedes não serviu para nada. Com 8s de vantagem para Hamilton, Vettel conseguiu a primeira vitória da Ferrari em quase dois anos, desde o GP da Espanha de 2013. Pelo rádio, a emoção era evidente: “Grazie mille, ragazzi. Grazie, grazie, grazie! Forza Ferrari!”

Sebastian Vettel venceu logo em sua segunda corrida pela Ferrari (Sebastian Vettel, Malásia, 2015)

2016 – Desespero de Hamilton

O GP da Malásia de 2016 podia ser perfeito para Lewis Hamilton. Nico Rosberg, então líder do campeonato, foi tocado por Sebastian Vettel e despencou para último na largada. Em dias de domínio da Mercedes, o britânico estava com a faca e o queijo na mão para vencer e ganhar terreno na briga pelo título.

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De fato, parecia que isso ia acontecer. A Red Bull até estava rápida, mas não a ponto de brigar pela vitória. Nas 40 primeiras voltas, Hamilton liderou sem dificuldades. E foi aí que uma corrida simples virou um inferno: o motor de Lewis quebrou, forçando o abandono imediato. Rosberg, por sua vez, escalou o grid e garantiu o terceiro lugar, logo atrás de Daniel Ricciardo e Max Verstappen.

A quebra se provou extremamente custosa. Foram 25 pontos jogados fora, e Hamilton viria a perder o título para Rosberg por cinco.

Lewis Hamilton abandonou e enterrou suas chances de título em 2016 (Lewis Hamilton (Foto: Reprodução/TV))

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