No último fim de semana, António Félix da Costa venceu a corrida 2 do eP de Xangai e conquistou a décima vitória da carreira na Fórmula E. Relembre as outras provas vencidas pelo português, campeão da categoria na temporada 2019/20

Ao subir no lugar mais alto do pódio no último domingo (26), na corrida 2 do eP de Xangai, António Félix da Costa conquistou oficialmente sua décima vitória na Fórmula E, onde está desde a temporada 2014/15 — a primeira da história da categoria. Com pelo menos um triunfo nos seis últimos campeonatos, o português já se sagrou campeão em 2019/20 e é um dos maiores nomes da história do certame.

Por isso, o 10+ desta semana relembra um pouco sobre as corridas já vencidas pelo ‘gajo’, que defendeu Aguri, Andretti, DS Techeetah e Porsche na categoria de monopostos elétricos ao longo dos últimos dez anos. No total, já são 124 corridas e 21 pódios em uma das modalidades mais equilibradas do mundo. Além disso, o top-10 de cada disputa serve também para mostrar como o grid mudou ao longo dos anos.

Em dez anos, são dez vitórias para Da Costa em um dos campeonatos mais equilibrados do mundo (Foto: Fórmula E)

eP de Buenos Aires (2015)

Em 10 de janeiro de 2015, Da Costa conquistaria sua primeira vitória na Fórmula E — e também a primeira de um piloto português. Defendendo a Amlin Aguri, o piloto largou em oitavo na prova argentina, em que tinha Salvador Durán como companheiro de equipe. E o triunfo inaugural não poderia ser mais emocionante: em prova que teve Sébastien Buemi, Nick Heidfeld e Lucas Di Grassi na liderança, o português tomou a ponta na última volta ao aproveitar um drive-through do alemão, que ultrapassou a velocidade permitida do pit-lane. A partir daí, António rumou para a bandeirada e subiu ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez.

Top-10: Da Costa, Nicolas Prost, Nelson Piquet Jr., Jaime Alguersuari, Bruno Senna, Jean-Éric Vergne, Sam Bird, Nick Heidfeld, Oriol Servià e Stéphane Sarrazin.

eP de Diriyah (2018)

Depois de passar três temporadas inteiras sem uma vitória sequer, incluindo as duas primeiras na Andretti, Da Costa venceu na primeira corrida da parceria entre a equipe americana e a BMW — e na primeira visita da história da Fórmula E a Diriyah, que abriu o campeonato naquela ocasião. Com menos emoção do que na primeira, António largou na pole e liderou 24 das 33 voltas, dividindo a ponta apenas com Vergne. O final, porém, foi muito apertado, e o português superou o francês por apenas 0s4 na linha de chegada. Foi o único primeiro lugar do piloto em todo o ano na categoria.

Top-10: Da Costa, Jean-Éric Vergne, Jérôme d’Ambrosio, Mitch Evans, André Lotterer, Sébastien Buemi, Oliver Rowland, Daniel Abt, Lucas Di Grassi e Nelson Piquet Jr.

Trajetória de vitórias de Da Costa começou na primeira temporada da história da Fórmula E (Foto: Fórmula E)

eP de Marrakech (2020)

Em Marrakech, quinta etapa do campeonato, Da Costa vinha de dois segundos lugares em Santiago e México. No Marrocos, iniciou uma série de três vitórias consecutivas vitais para o título que viria ao fim da temporada 2019/20, sua primeira na DS Techeetah. Pole mais uma vez, António até chegou a ser superado por Maximilian Günther durante quatro voltas, mas retomou o primeiro lugar e não saiu mais até a bandeirada.

Top-10: Da Costa, Maximilian Günther, Jean-Éric Vergne, Sébastien Buemi, Edoardo Mortara, Mitch Evans, Lucas Di Grassi, André Lotterer, Oliver Rowland e Sam Bird.

eP de Berlim 1 (2020)

A segunda vitória seguida veio na etapa seguinte, na corrida 1 da rodada dupla de Berlim — varrida por Da Costa. Em uma primeira fila formada inteiramente pela DS Techeetah, António largou à frente de Vergne e foi o único líder ao longo das 36 voltas da disputa. De maneira dominante, o português cruzou a linha de chegada em primeiro e chegou a 97 pontos no campeonato, abrindo 41 para o segundo colocado Mitch Evans — que chegou em 13º.

Top-10: Da Costa, André Lotterer, Sam Bird, Nyck de Vries, Jérôme d’Ambrosio, Stoffel Vandoorne, Sébastien Buemi, Lucas Di Grassi, Alexander Sims e René Rast.

Da Costa varreu a rodada dupla do eP de Berlim em 2020 (Foto: Fórmula E)

eP de Berlim 2 (2020)

No dia seguinte, Da Costa venceu de novo e completou seu único fim de semana com dois triunfos até hoje na Fórmula E. Mesmo em uma prova mais disputada do que no dia anterior, o português comprovou a superioridade da DS Techeetah sobre a concorrência e foi, novamente, o único líder da prova — em um cenário impensável para os dias atuais da Fórmula E. Terceiro colocado, Lucas Di Grassi assumiria o segundo lugar do campeonato naquele dia, que já indicava que a taça iria mesmo para Portugal.

Top-10: Da Costa, Sébastien Buemi, Lucas Di Grassi, Robin Frijns, Stoffel Vandoorne, Sam Bird, Oliver Rowland, Edoardo Mortara, André Lotterer e Jean-Éric Vergne.

eP de Mônaco (2021)

A primeira vitória de Da Costa em Mônaco não poderia ser mais diferente do que as duas anteriores, em Berlim. Na temporada em que defendeu o título da Fórmula E, o português subiu ao lugar mais alto do pódio apenas uma vez, em Monte Carlo, na sétima etapa, e não conseguiu fazer um campeonato de muito destaque. No principado, entretanto, duelou com Robin Frijns e Evans até a última volta, quando deu o bote em Mitch para tomar a ponta e levar o triunfo em uma das melhores corridas da história da categoria.

Top-10: Da Costa, Robin Frijns, Mitch Evans, Jean-Éric Vergne, Maximilian Günther, Oliver Rowland, Sam Bird, Nick Cassidy, Alex Lynn e Lucas Di Grassi.

Vitória de Da Costa em Mônaco foi alucinante na reta final (Foto: Fórmula E)

eP de Nova York 2 (2022)

Na temporada seguinte, mais um período difícil para Da Costa, que só venceu uma vez em seu campeonato de despedida da DS Techeetah. Depois de um sábado marcado pelo caos com a chuva que encerrou a corrida 1 do eP de Nova York em uma série de batidas, António herdou a pole após Nick Cassidy ser punido por alterar o motor e dominou a disputa do início ao fim. Vandoorne até se aproximou em alguns momentos, mas estava mais focado em garantir os pontos na batalha pelo título do que se arriscar, o que permitiu que o português cruzasse a linha de chegada tranquilamente em primeiro.

Top-10: Da Costa, Stoffel Vandoorne, Mitch Evans, Alexander Sims, Sam Bird, Robin Frijns, Nyck de Vries, Jake Dennis, André Lotterer e Edoardo Mortara.

eP da Cidade do Cabo (2023)

Na primeira temporada pela Porsche, Da Costa viveu uma temporada de altos e baixos. Em um início de campeonato dominado pelo trem de força alemão, que venceu três de quatro corridas (duas com Pascal Wehrlein e uma com a Andretti de Jake Dennis), António chegou para a estreia da Fórmula E na Cidade do Cabo, na quinta etapa da temporada, ainda com alguns pontos de interrogação sobre si. Nada disso, porém, contou: o português fez uma corrida espetacular e saiu do 11º lugar do grid para a vitória. O caminho ainda contou com um erro na ativação do modo ataque, o que o obrigou a passar pelo traçado externo mais uma vez e perder a ponta para Vergne no fim. Entretanto, na última volta, Da Costa executou uma das maiores ultrapassagens dos últimos tempos para vencer por 0s2 de diferença.

Top-10: Da Costa, Jean-Éric Vergne, Nick Cassidy, René Rast, Sébastien Buemi, Dan Ticktum, Stoffel Vandoorne, Norman Nato, André Lotterer e Jake Hughes.

Cidade do Cabo marcou a primeira vitória de Da Costa na Porsche (Foto: Fórmula E)

eP de Berlim 2 (2024)

Na única pista em que já conseguiu vencer duas vezes, Da Costa deu uma aula de eficiência no eP de Berlim 2, disputado no início do mês de maio. Depois de sofrer com a decepção de ser desclassificado horas após cruzar em primeiro a linha de chegada em Misano, António mostrou que a leitura de corrida ainda está em dia e, mesmo em uma corrida de pelotão, conseguiu liderar 23 de 41 voltas. Duelando com Cassidy e Rowland até o fim, o português venceu oficialmente pela primeira vez em 2024 e soltou um grito que estava entalado na garganta.

Top-10: Da Costa, Nick Cassidy, Oliver Rowland, Pascal Wehrlein, Jake Dennis, Mitch Evans, Jehan Daruvala, Taylor Barnard, Joel Eriksson e Jean-Éric Vergne.

eP de Xangai 2 (2024)

Para fechar a lista, a vitória do último fim de semana. Inegavelmente, um triunfo inesperado, mas não por quem o conquistou — e sim por como. Ainda que nas corridas de pelotão seja comum abdicar da liderança para regenerar energia e ter potência no fim, Da Costa conseguiu a proeza de liderar 14 de 28 voltas, exatamente metade da prova. Aproveitando a queda de Vandoorne e sempre controlando a distância para Jake Hughes, o português foi ao mesmo tempo rápido e cuidadoso com a bateria. Em exibição de gala, bateu a marca de dez vitórias na categoria.

Top-10: Da Costa, Jake Hughes, Norman Nato, Nick Cassidy, Mitch Evans, Stoffel Vandoorne, Jean-Éric Vergne, Maximilian Günther, Robin Frijns e Oliver Rowland.

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