Equipe que assumiu as operações da Minardi na Fórmula 1 em 2006 trocará de nome na temporada que vem. Para promover a AlphaTauri, sua marca de roupas, a Red Bull muda o registro do time satélite. Relembre a história dos Touros Vermelhos Italianos

Lá no começo, em 2006, o nome torceu alguns narizes. Não só por que se tratava de mais um Touro Vermelho no grid da Fórmula 1, mas também pelo fato de assumir as operações da carismática Minardi. Quatorze anos depois, agora é a vez da Toro Rosso sair de cena. A mudança é menos drástica já que as operações continuarão concentradas na Red Bull, que optou por mudar o registro da sua equipe satélite para AlphaTauri apenas para promover sua recém-criada marca de roupas.

A AlphaTauri, ainda não é possível saber se será conhecida por aqui com uma abreviação qualquer, como era com a STR por exemplo, estreia já na temporada 2020. Por isso, sem perder tempo, o 10+ do GRANDE PREMIUM relembra nesta semana a história da Toro Rosso que, de certa maneira, deixa a F1 com algum sucesso: uma vitória e dois pódios. Os pilotos só não estão completamente definidos pelo mistério da própria Red Bull envolvendo o companheiro de Max Verstappen. Alex Albon ou Pierre Gasly disputam a vaga e, quem sobrar, deve formar dupla ao lado de provavelmente Daniil Kvyat no time B.

Segundo explicações da marca, que tem um discreto tourinho em sua logomarca, AlphaTauri é a estrela mais brilhante da constelação de Touro. Alpha também acena para a liderança, assim como o “olho do boi se alinha ao foco da marca na precisão e na perfeição”.

(Divulgação/Red Bull Content Pool)

(Divulgação)

A Red Bull Italiana

A Minardi, que figurou na F1 por duas décadas, foi adquirida ao final de 2005 pela Red Bull. Já com a sua equipe principal, a equipe austríaca de energéticos decidiu batizar o time de Toro Rosso, simplesmente a tradução em italiano do seu próprio nome. A fábrica continuou sediada em Faenza e, por isso, o nome nunca mudou e, mais, passou a até a ser chamada inicialmente de Red Bull Italiana.

V10 x V8

O ano de estreia não deveria lhe dar direito a nada, entendiam as principais rivais do fundo do pelotão como as também novatas Super Aguri e Midland. Isso porque a Toro Rosso correu em 2006 com motores Cosworth V10, usados pela Minardi no ano anterior, mas com limitações de rotações por minuto. O problema é que as demais equipes usavam V8 e entenderam que estavam sendo prejudicadas.

(Reprodução/Facebook/@vitantonioliuzzi)

O 1º ponto

Apesar do ano ruim, o primeiro ponto foi conquistado ainda na temporada de abertura. O italiano Vitantonio Liuzzi, que havia largada em penúltimo, se aproveitou de um caótico GP dos Estados Unidos de 2006 para chegar na oitava posição (última que marcava pontos naquela época). O ponto foi o suficiente para deixar Super Aguri e Midland para trás.

A chegada de Vettel

Vindo de um brilhante oitavo lugar com BMW Sauber no GP dos Estados Unidos, Sebastian Vettel assumi a vaga de Scott Speed no GP da Hungria de 2017. O novato, que então estava por ali apenas como piloto de testes, de cara mostrou suas credenciais com o STR2, já de motor Ferrari, e ainda conquistou a quarta colocação no GP da China daquele ano — Liuzzi ainda foi o sexto naquela corrida. A evolução do carro era clara.

(Divulgação/Red Bull Content Pool)

Primeira vitória

Já não restava dúvidas de que Vettel havia entrado para mudar os patamares da equipe, e da sua própria carreira em 2008. E foi exatamente o que aconteceu. Com uma atuação fantástica, o alemão já havia cravado a pole-position devido ao temporal que caiu na classificação para o GP da Itália. Perfeito sob as longas retas em Monza, não se importou com a briga pelo título (naquele momento entre Lewis Hamilton, Felipe Massa, Kimi Räikkönen e Robert Kubica) e se tornou o mais jovem piloto a subir no lugar mais alto do pódio, com 21 anos.

Dupla de 'Tiões' 2

Em 2008, a Toro Rosso corria com Sebastian Vettel e o francês Sébastien Bordais, uma quase coincidência de nomes curiosa. Em 2009, já com o alemão trilhando seu tetracampeonato na Red Bull, o suíço Sébastien Buemi assume o posto. Mas o primeiro Tião não chega nem a completar o primeiro ano e o espanhol Jaime Alguersuari, outro vindo do programa de jovens pilotos, assume o posto.

(Divulgação/Red Bull Content Pool)

Independência da Red Bull

Em 2010, a Toro Rosso conquistou uma espécie de dependência da Red Bull. “Espécie” porque talvez nem mesmo ela quisesse tanta autonomia para operar sozinha na F1. De concreto, o chassi que antes era o mesmo desenvolvido para a Red Bull passou a ser fabricado pela fábrica de Faenza. Ainda assim, as peças não se encaixaram da melhor maneira possível e o time teve um resultado de novo abaixo do esperado, pontuando mais que as zeradas Team Lotus, HRT e Virgin.

Um lugar para Ricciardo

Com o sucesso do tetracampeão Vettel, a Red Bull entendeu que não precisava propriamente de uma equipe, mas um lugar para segurar tantos talentos que estavam por vir em seu programa de pilotos. Sem a Toro Rosso, Daniel Ricciardo teria sido só mais um na F1, que se arrastou por uma equipe, na ocasião a HRT. Credenciado por bons resultados na categoria de base, o australiano fez parte de uma reformulação da equipe em 2012 — conquistou um nono lugar em seu GP local. De tão satisfatórios, dois anos depois já estava no time principal.

(Divulgação/Red Bull Content Pool)

Fenômeno Max Verstappen

Um fenômeno ainda maior que Ricciardo, foi Verstappen na Toro Rosso. O holandês, filho do ex-piloto Jos Verstappen, quebrou algumas marcas na F1: foi o mais jovem a testar um carro, em 2014 e o mais jovem a correr na categoria, em 2015 (ainda com 17 anos). Dono de um estilo arrojado, pelo qual pagou, e ainda paga, caro, o holandês cansou de somar pontos pela equipe satélite, bater o companheiro Carlos Sainz Jr. e criar manchetes em torno do seu próprio nome. Resultado: precisou de 23 corridas para logo ser promovido à Red Bull.

Negócio com motor de GP2?

Depois de serem humilhados por Fernando Alonso na época de McLaren, os motores Honda levantavam dúvidas na F1. A Toro Rosso, que em dois anos havia passado por Ferrari e Renault, serviu como uma espécie de teste para a Red Bull ter certeza de que tal propulsor seria confiável a partir de 2019 — além disso, trocou os motores franceses pelos japoneses que estavam na própria McLaren e, como parte do acordo, ainda cederam Carlos Sainz Jr. para a equipe de fábrica. Fora da pista, os negócios foram melhores do que com Pierre Gasly e Brendon Hartley dentro dela.

LEIA MAIS:

E agora, Ferrari?

O mais do mesmo da Alfa Romeo

.embed-container { position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; } .embed-container iframe, .embed-container object, .embed-container embed { position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; }

Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Escanteio SP.

SÃO PAULO E-PRIX 2023:
SINTA A ENERGIA DA FÓRMULA E

25 de março de 2023 CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ACESSAR O SITE OFICIAL DE VENDAS E ATIVAR O SEU BENEFÍCIO EXCLUSIVO COM O CÓDIGO SAOPAULOVIP. Comprar Ingresso com desconto

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar