A F1 é a categoria mais importante do automobilismo, mas nem sempre é sinônimo de alegria. Inspirado em Felipe Nasr, que deixou a rabeira do grid para ser campeão no endurance americano, listamos pilotos que reencontraram um rumo em outros campeonatos

 

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O dia 14 de outubro de 2018 marcou um feito um tanto quanto especial para Felipe Nasr e sua carreira. Após terminar as 10 Horas de Petit Le Mans em oitavo, ao lado de Gabby Chaves, assegurou o título da temporada 2018 do SportsCar.

 

O brasileiro, que teve passagem pela F1 sem muito brilho, é mais uma prova de que a categoria não é sinônimo de felicidade. E por isso, o GRANDE PREMIUM traz uma lista com outros nomes que tiveram muito mais sucesso quando foram procurar novos desafios.

 

(Felipe Nasr (Foto: Reprodução/Twitter))

Nelson Piquet Jr

Nelsinho Piquet teve uma passagem um tanto quanto conturbada pela F1. Quando estava em sua segunda temporada pela Renault após um primeiro ano sem grandes resultados, se envolveu na polêmica do ‘Crashgate’, deixando a categoria na metade de 2009 e com um segundo lugar como melhor resultado conquistado — no GP da Alemanha de 2008, pela Renault.

Depois dali, tentou tantas outras categorias, como Nascar – Xfinity e Truck Series, RallyCross, até que achou seu lugar em definitivo na Fórmula E. Participando desde a temporada inaugural, é o primeiro campeão da história da categoria elétrica.

Nelsinho foi o primeiro campeão da FE (O campeão da F-E queria correr na F3 (Foto: Getty Images))

Sébastien Buemi

Sébastien Buemi é só um dos tantos exemplos de pilotos que estiveram no programa de pilotos da Red Bull, mas que viram a carreira na F1 terminar cedo demais. O suíço ficou na Toro Rosso por três temporadas, entre 2009 e 2011, e nunca conseguiu um resultado melhor que um sétimo lugar.

Após ficar a pé em 2012, foi procurar alternativas. Em 2013, então, decidiu ingressar no Mundial de Endurance, onde foi campeão na temporada seguinte. O ano de 2014 também marcou sua entrada na Fórmula E, categoria em que foi vice no campeonato de estreia e conquistou o título de 2015/16. Em 2018, venceu as 24 Horas de Le Mans ao lado de ninguém menos que Fernando Alonso.

O trio vencedor das 24 Horas de Le Mans de 2018 (Pódio da Toyota em Spa-Francorchamps, Fernando Alonso, Kazuki Nakajima, Sébastien Buemi, WEC, Mundial de Endurance, FIA WEC)

Lucas Di Grassi

O caminho para Lucas Di Grassi chegar à F1 foi tortuoso e quando enfim teve a oportunidade, foi em uma equipe pouco competitiva. Defendendo a Virgin, o brasileiro pouco pôde fazer, e ao terminar 2010 zerado nos pontos, acabou perdendo a vaga.

Mas isso não foi muito problema para o piloto, que alguns anos depois, começou a competir no Mundial de Endurance, onde foi vice-campeão em 2016.  Entretanto, foi na Fórmula E que fez em definitivo seu nome para o mundo, pois além de estar envolvido desde o início na criação da categoria, brigou pelo título em todas as temporadas até hoje, sendo campeão em 2016/17.

O campeão Di Grassi (Lucas Di Grassi (Foto: Courtesy FE))

Jean Éric-Vergne

Jean-Éric Vergne é outro piloto que integrou o programa de pilotos da Red Bull. Em três temporadas na Toro Rosso, não foi competitivo e teve dois sexto lugares como melhores resultados. Ao final de 2014 foi anunciado que deixaria a escuderia.

O francês, então, também migrou para a Fórmula E naquele mesmo ano. Na temporada de estreia perdeu as duas primeiras provas. O piloto seguiu na categoria, mas nunca escondeu seu desejo de voltar à F1. Entretanto, após se dedicar e voltar seu foco para a categoria, enfim conquistou o título mundial no campeonato 2017/18.

Vergne conquistou o título da temporada 2017/18 da FE

Bruno Senna

Bruno Senna teve a porta de entrada na F1 por uma Hispania pequenina e nada competitiva. Naquele ano, terminou em 23º na classificação. O piloto só voltou para um carro de F1 na metade de 2011, quando substituiu Nick Heidfeld na Renault e conseguiu apenas dois pontos. Na temporada seguinte, foi para a Williams, mas encerrou o ano em 16º e ficou a pé.

Mas sem se abalar, em 2013 já passou a pilotar no Mundial de Endurance, conseguindo duas vitórias na classe LMGTE Pro, onde seguiu em 2014.  A partir de 2016 começou a correr na LMP2, terminou com o vice-campeonato e então, em 2017, foi o grande campeão da classe defendendo a Rebellion.

Senna e o título da classe LMP2 do WEC

Alexander Rossi

É verdade que Alexander Rossi não chegou a fazer uma temporada completa na F1. Inclusive, sua passagem pela categoria foi bastante discreta, substituindo Roberto Merhí em cinco corridas de 2015 na nanica Marussia. Obviamente não conseguiu nada brilhante e um 12º foi o melhor resultado que alcançou.

Já no ano seguinte, passaria a correr na Indy, e logo em sua temporada de estreia conquistou a vitória na tradicional 500 Milhas de Indianápolis. Entretanto, ainda não convencia como um piloto competitivo. Mas aos poucos começou a mostrar todo seu potencial e em 2018 chegou brigando pelo título até a última corrida, sendo considerado o grande nome do campeonato.

A vitória de Rossi na Indy 500 (Alexander Rossi venceu a Indy 500 em 2016 (Foto: Beto Issa))

Nico Hülkenberg

Já são tantos os anos que Nico Hülkenberg compete na F1. Fez sua estreia em 2010, ficou fora em 2011, e desde 2012 esteve no grid em todas as temporadas. Entretanto, mesmo sendo um piloto competitivo e de grande talento, parece nunca ter estado no lugar certo na hora certa, afinal, nunca conseguiu sequer subir ao pódio.

Mas o alemão tem uma grande conquista no currículo. Em 2015, decidiu se aventurar no Mundial de Endurance e participar das 24 Horas de Le Mans. Ao lado de Nick Tandy e Earl Bamber, conquistou a vitória da lendária prova com as cores da Porsche.

A vitória de Hülkenberg em Le Mans

Alex Zanardi

É inegável que Alex Zanardi tem uma incrível história de vida com superação sendo a palavra principal. A primeira passagem do piloto pela F1 foi entre 91 e 94, onde correu algumas corridas, mas nenhuma temporada completa. Depois, retornou em 99, quando fez o ano completo. De todas as provas que participou, somou apenas um ponto.

Então, em 96, acabou se mudando para a Indy, onde teve participação para lá de brilhante. Em três anos, conquistou um terceiro lugar e os títulos de 97 e 98. Em 2001, quando voltou para os Estados Unidos, viu sua vida mudar drasticamente ao sofrer o grave acidente em Lausitz, perdendo as duas pernas. Mas isso não o parou de maneira nenhuma, e hoje, atleta paralímpico, já conquistou diversas medalhas.

Zanardi segue impressionando até hoje (Zanardi (Foto: Rodrigo Berton/Grande Premium))

Christian Fittipaldi

Christian Fittipaldi viu na Minardi uma porta de entrada na F1. Mas em uma equipe pequena, onde ficou por dois campeonatos, fez apenas seis pontos e acabou enxotado com duas corridas para o fim de 93. Em 94, assinou com a Footwork, onde fez mais seis pontos e ao final do ano foi tentar sua sorte nos Estados Unidos.

Após muitos anos na Indy, aonde chegou a ter duas vitórias e alguns pódios, foi no SportsCar que encontrou seu lugar. Na categoria venceu três edições das 24 Horas de Daytona – 2004, 2014 e 2018, além de ter sido campeão em 2014 e 2015.

Fittipaldi em uma das tantas conquistas da carreira (Christian Fittipaldi, João Barbosa e Filipe Albuquerque O #5 de Christian Fittipaldi (Foto: Scott R Le Page/Courtesy of IMSA))

Chico Serra

Chico Serra fez sua estreia na F1 em 81, pela equipe Fittipaldi, onde ficou por duas temporadas e conquistou um ponto ao alcançar o sexto lugar na Bélgica. No ano seguinte, mudou para a Arrows, aonde nem chegou a completar o campeonato.

Brilhou mesmo apenas quando voltou ao Brasil. Apesar de ter feito uma corrida na Stock Car em 81, sua primeira temporada completa aconteceu apenas em 86, e na categoria disputou 236 corridas, conquistando os títulos em 99, 2000 e 2001, tornando-se um dos maiores nomes da história.

Em 2001, Chico ganhou seu terceiro título na Stock Car (Chico Serra (Foto: Acervo WE))

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