Com a temporada 2018 do Road to Indy chegando ao fim, o GRANDE PREMIUM lista os dez pilotos mais promissores das três categorias que formam a escada até a Indy

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O Road to Indy é um dos melhores programas de formação de pilotos no mundo. Com uma escada bem desenhada da USF2000 até a Indy – passando por Pro Mazda e Indy Lights -, vários pilotos chegam ao topo do automobilismo norte-americano.

 

Em 2018, as três classes formadoras de pilotos para a Indy vivem boas temporadas, ainda que a Lights sofra com o baixo número de competidores no grid. Na Pro Mazda e, principalmente na USF2000, grids bem cheios e bons valores surgindo.

 

Como tradicionalmente acontece com as categorias de base europeias, o GRANDE PREMIUM lista as dez maiores promessas do Road to Indy em 2018 na reta final da temporada do automobilismo de monopostos norte-americano.

(A Pro Mazda em 2018)

10- IGOR FRAGA

 

Igor é uma das melhores revelações do USF2000 em 2018. Aos 19 anos, o piloto brasileiro natural de Ipatinga, Minas Gerais, tem sido um dos mais consistentes da primeira categoria do Road to Indy. Com apenas duas corridas para o final, Fraga ocupa o terceiro lugar no campeonato, ainda com grandes chances de ser vice-campeão.

 

Fraga disputava em 2017 a F3 Brasil, se destacando em um campeonato que não vinha num bom momento. Paralelamente, brilhava no Mundial de F1 nos eSports, chegando à final da competição. Fraga vem tendo um desempenho muito parecido com o do compatriota Lucas Kohl, mas leva vantagem aqui na lista pelos sete pontos a mais na classificação e, principalmente, por ser novato na USF2000.
(Igor Fraga)

9- RASMUS LINDH

 

A lista continua com mais um bom valor da USF2000, o sueco Rasmus Lindh. Com apenas 17 anos recém-completados, Rasmus é outro novato na categoria e vem fazendo um trabalho impressionante com a Pabst, mesma equipe de Kohl.

 

Depois de um começo de ano apenas mediano, Rasmus soma quatro pódios nas últimas nove corridas e não para de subir na tabela de pontos. O sueco, que deixou as categorias menores da base europeia no ano passado, é o favorito a ser vice-campeão em 2018 e muito provavelmente irá para a Pro Mazda em 2019.
(Rasmus Lindh)

8- CARLOS CUNHA

 

A segunda temporada de Carlos Cunha na Pro Mazda tem sido tão boa quanto a primeira. Após um bom ano de Pelfrey, o paulista foi para a Juncos, equipe pela qual Victor Franzoni foi campeão em 2017. Já são cinco pódios no ano e o terceiro lugar geral praticamente garantido.

 

Ainda que o líder da Pro Mazda seja seu companheiro de equipe Rinus VeeKay, Cunha tem conseguido chamar a atenção e raramente fica afastado dos primeiros colocados. É bem possível que o jovem de 19 anos – completados neste sábado (11) – chegue à Indy Lights no ano que vem.
(Carlos Cunha)

7- PARKER THOMPSON

 

Parker ainda é jovem – tem só 20 anos -, mas não deixa de ser uma figurinha carimbada no Road to Indy. De 2015 até 2017 esteve na USF2000, sempre no top-5, mas só em 2016 disputando efetivamente o título. Em 2018, liderou boa parte da temporada da Pro Mazda, mas já aparece atrás de Rinus VeeKay com três provas pela frente.

 

Até pode ser que o canadense ainda consiga ser campeão da Pro Mazda e isso fatalmente o colocaria na Indy Lights, mas seu lugar nessa lista poderia ser ainda melhor se não seguisse oscilando tanto – faz seis corridas que nem ao pódio Thompson vai.
(Parker Thompson)

6- VICTOR FRANZONI

 

Um dos maiores guerreiros do Road to Indy, Franzoni merece muito respeito sempre. Em 2018, o paulista tem tido alguns problemas pelo fato de não poder testar e nem danificar seu carro pela falta de verba. Além disso, é o piloto único da Juncos no campeonato e não tem com quem comparar seus dados.

 

É bastante óbvio dizer que todos os problemas acima complicam o desempenho de Franzoni e, consequentemente, seu passo adiante para a Indy, mas o potencial está lá e é bem grande. Victor venceu em Road America e fez outros três pódios, aparecendo até aqui na quarta posição do campeonato. Se depender apenas do talento, tem tudo para ir longe.
(Victor Franzoni)

5- KYLE KIRKWOOD

 

Está aí a grande sensação do ano na base norte-americana. Aos 19 anos, o americano natural da Flórida simplesmente varreu a concorrência na temporada 2018 da USF2000 e conquistou o título com enorme antecedência. Com apenas duas corridas pela frente, já são dez vitórias em 12 provas – nove seguidas – e um quinto lugar como pior resultado.

 

Tudo bem que Kirkwood é o único piloto da Cape no campeonato e isso pode indicar, sim, que a equipe está bem na frente das rivais, mas o título da F4 Norte-Americana no ano passado já colocava mesmo Kyle como um nome a ser observado. Deve chegar com tudo na Pro Mazda em 2019 e seguir subindo na lista do GP*.
(Kyle Kirkwood)

4- RINUS VEEKAY

 

Rinus van Kalmthout – ou, simplesmente, Rinus VeeKay – é um dos nomes mais promissores do automobilismo mundial nascidos de 2000 para cá. Com apenas 17 anos, teve bastante sucesso no kartismo europeu e se mudou para buscar o chamado sonho americano em 2017. O primeiro ano já foi muito bom, com vice-campeonato da USF2000 pela Pabst.

 

Na segunda temporada, é verdade que teve alguma instabilidade da segunda até a quinta etapa, mas venceu simplesmente todas as outras seis corridas. O holandês está com o título na mão e se destaca pelo talento, por ser novato na Pro Mazda e por ser um dos mais jovens de todo Road to Indy.
(Rinus VeeKay)

3- SANTI URRUTIA

 

Difícil entender o que Santi Urrutia ainda faz na Indy Lights. 2018 é a terceira boa temporada consecutiva que o uruguaio faz na principal categoria de acesso à Indy, mas parece faltar algo para o passo adiante mais uma vez. É bom que se diga, aliás, que 2018 parece ser o pior ano de Urrutia desde que chegou ao Road to Indy.

 

O campeão da Pro Mazda em 2015 também não tem a melhor das condições para ser competitivo. Em terceiro na Lights, parece meio de mãos atadas quando comparada a sua Belardi ao equipamento que Pato O'Ward e Colton Herta têm na Andretti. Urrutia merece ir para a Indy e tem muito potencial mesmo sem um 2018 tão espetacular assim.
(Santi Urrutia)

2- COLTON HERTA

 

Colton tem tudo para estar no grid da Indy em 2018 e pode ter certeza que não é apenas pelo fato de ser filho de Bryan Herta. Com apenas 18 anos, o californiano já passou por diferentes fases da carreira e, apesar dos últimos reveses e da grande chance de perder o título da Lights, merece a promoção.

 

Voltando quatro anos, Herta quase viu tudo ir para o ralo quando entrou muito precocemente na USF2000. Com 14 anos, claramente não estava pronto para o desafio e os resultados foram péssimos. Voltou mais maduro em 2017 e já impressionou. Em 2018, ainda mais seguro, implora por uma chance na Indy já no próximo ano.
(Colton Herta)

1- PATO O'WARD

 

Está aí um piloto que merece bastante respeito. O mexicano de apenas 19 anos redesenhou sua carreira após perder de forma quase traumática o título da Pro Mazda em 2016 e vem se saindo muito bem em tudo que tem tentado. A estreia na categoria foi em 2015, discreto, mas 2016 tinha tudo para ser campeão e acabou perdendo no fim.

 

Ali, ainda que tenha tentado começar a Lights em 2017, sabia que teria de trocar os rumos da vida. O negócio com a Pelfrey durou pouco e o campeonato foi interrompido, partindo para o SportsCar e sendo campeão da classe PC. Veio o acordo com a Andretti para 2018 e o retorno à Lights foi glorioso. São quatro vitórias nas últimas cinco corridas e o título está em suas mãos.
(Pato O’Ward)

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