A Stock Car define seu campeão no próximo domingo (15) — 6 pilotos chegam com chance de título, e o GRANDE PREMIUM lista os 10 momentos de 2019 que desenharam este cenário para a decisão

A decisão da Stock Car ocorre no próximo domingo (15), em Interlagos – por volta de 11h, o campeão já será conhecido. São seis candidatos ao título, de cinco equipes diferentes. Uma disputa raramente vista em quaquer categoria do esporte a motor mundial.

Mas como isso foi possível? É o que o GRANDE PREMIUM conta neste 10+, com os momentos que definiram a temporada nas 11 etapas realizadas antes de Interlagos receber o pódio definitivo.

Tem polêmica, tem ultrapassagem, tem quebra, tem estratégia e tem apuração. E o mais importante: na Stock Car 2019, emoção não faltou.

Lucas Di Grassi é punido na Corrida do Milhão

Lucas Di Grassi foi convidado pela RC Eurofarma para ocupar o terceiro carro da equipe na Corrida do Milhão. Voltando à Stock Car após participar de toda a temporada 2018, o piloto da FE já chegou pegando a pole em Interlagos e venceria a prova se valesse a bandeirada final.

Mas não foi o caso, porque Di Grassi, então em segundo, tentou ultrapassar Ricardo Maurício e retomar a liderança na entrada dos boxes, no começo da reta principal de Interlagos. Porém, usando o push, passou por dentro da linha dos boxes, o que significa punição. Recusou a passar pelos boxes, a penalização indicada pelos comissários, e seguiu na pista até levar bandeira preta e consequente desclassificação. Perdeu a corrida e ainda ajudou, por tabela, a aumentar a pontuação de Maurício na briga pelo título, já que o #90 acabou com a vitória. Acompanhe o momento polêmico no vídeo acima.

Polêmica das peças irregulares

A Stock Car não escapou de polêmicas dentro dos próprios carros em 2019. Apuração do GRANDE PRÊMIO apontou que a categoria pediu para que as equipes que estivessem usando 'orings' – anéis de vedação nas pinças de freio – irregulares trocassem as peças do 'mercado paralelo' pelas que constam no regulamento antes de uma inspeção que seria realizada pelo CBA em Santa Cruz do Sul.

As pinças já haviam sido o motivo da desclassificação de Ricardo Zonta no Velo Città, após vitória na corrida 2. Para que a situação de punição não se repetisse, chefes de equipe confirmaram que houve o pedido para que a irregularidade parasse.

Além disso, em Campo Grande, houve a entrega de um 'bilhetinho' em que equipes puderam sugerir verificações em carros de rivais, caso suspeitassem de irregularidades.

 

Recorde de poles

Thiago Camilo vai para a decisão com a terceira colocação na classificação, mesmo possuindo cinco vitórias e seis poles – contra, por exemplo, apenas um triunfo de Daniel Serra, o líder.

Se tais números talvez não lhe garantam o título, ao menos colocaram o #21 no livro dos recordes da categoria: se tornou o segundo piloto na história a conquistar quatro poles seguidas.

Ele abriu a temporada sendo o melhor nos treinos de classificação do Velopark, Velo Città, Goiânia e Londrina. Apenas Cacá Bueno, em 2011, havia conquistado tal marca. As outras duas de Camilo foram em Campo Grande e em nova etapa no Velo Città.

Thiago Camilo comemora uma de suas seis poles no ano (Reprodução/Instagram)

Mas teve a quebra de motor…

Nem tudo foi alegria para Camilo, porém. Como o próprio já falou ao GRANDE PRÊMIOa etapa de Santa Cruz do Sul será a responsável pela perda do título, caso de fato ele não consiga virar sobre Daniel Serra e Ricardo Maurício

É que foi lá que o dono do maior número de poles e vitória na temporada zerou, após uma quebra de motor. Em tal ocasião, falou em "sentimento amargo" após chegar ao Sul líder, mas sair apenas em quinto. De fato, são pontos que fazem falta – afinal, nem Serra, nem Maurício passaram por uma etapa sem conquistar pontos.

Domínio de Guilherme Salas

A Stock Light também teve ao menos uma situação importante no ano: a consolidação de Guilherme Salas.

Após ser obrigado a voltar para a categoria de acesso por não receber ofertas de times da principal, Salas foi campeão com uma etapa de antecipação e domínio completo.

Agora, já pensa em retornar à Stock Car em 2020, já que sozinho fez com que as corridas finais da Stock Light perdessem toda a importância. E ainda com um adendo ao currículo: quando substituiu Marcos Gomes na KTF, em Goiânia, anotou 25 pontos, mais do que qualquer outro convidado na temporada.

(Guilherme Salas – Foto: Duda Bairros/Vicar)

Esperança de futuro

Se a Stock Car tem nomes consolidados como os de Rubens Barrichello, Daniel Serra e outros tantos, precisa também que surjam novos, para que o futuro seja promissor.

Por isso, a temporada 2019 rendeu um momento simbólico: na segunda etapa disputada no Velopark, Bruno Baptista (22) travou duelo com Barrichello (47), tentando passar o mais experiente piloto do grid com boas manobras. Não deu, mas dividiu o pódio com o ídolo. 

Depois, veio a confirmação da promessa que fez ainda no Sul – a de que, se ficar na Stock Car em 2020, briga pelo título: no Velo Città, conquistou sua primeira vitória na categoria e vai para a decisão em Interlagos no top-10 da classificação. 

Entre os jovens do grid, é disparado o que faz melhor temporada. Se ficar para 2020, terá a chance de provar a evolução.

 

Bruno Baptista (Bruno Baptista (Foto: Divulgação/F-Renault))

Pódios duplos

Se há algo difícil na Stock Car é pontuar bem nas duas corridas das etapas com rodadas duplas. O sistema, que é feito para que mais pilotos andem na frente do grid e mostrem seus patrocinadores ao mundo, costuma fazer com que seis pilotos por etapa consigam ir ao pódio.

Menos quando Daniel Serra resolve dar seu show.

Ele foi o único que conseguiu fazer isso duas vezes: foi ao pódio com a terceira colocação tanto nas duas corridas da primeira etapa de Goiânia, como nas duas da segunda etapa no Velo Città.

Em uma categoria com grid invertido, em que o 10° da corrida 1 sai na pole na seguinte, se manter entre os três mesmo assim é um feito e tanto – e explica como ele, mesmo com apenas uma vitória até aqui, segue líder. 

 

Daniel Serra vai para a final com o favoritismo (Daniel Serra – Foto: Duda Bairros/Vicar)
Zebras

O formato do regulamento, de dar pontos na corrida 2, mesmo com grid invertido, de quase mesmo valor que os da prova principal, faz com que a Stock Car veja diversas zebras durante sua temporada indo ao pódio.

Em 2019, nomes como Bruno Baptista, Denis Navarro, Nelsinho Piquet e Diego Nunes garantiram pódios de forma surpreendente nas corridas que fecham etapas, por exemplo.

Mas a corrida 1 da segunda etapa em Goiânia foi a que mais trouxe novidades: Cesar Ramos e Lucas Foresti estrearam no pódio no ano por lá, e não esconderam a felicidade quando falaram com o GP. 

No total, em 11 etapas, 16 pilotos tiveram a chance de ao menos uma vez estourar champanhe e receber um troféu.

(Denis Navarro – Foto: Duda Bairros/Vicar)

Punições demoradas

Por mais que a temporada mereça elogios, é impossível não citar como decisivos os momentos em que os comissários da CBA demoraram até quatro horas para informar sobre punições, como quando penalizaram Thiago Camilo (que recorreu e venceu) e Ricardo Maurício em Goiânia, no começo do ano, por suposta queima de largada.

Houve também discussões sobre comissários terem ignorado erro de Rubens Barrichello, que teria vencido corrida após não ver bandeira vermelha nos boxes, ou a punição a Ricardo Maurício na outra etapa de Goiânia, que ainda corre na justiça dias antes da decisão.

Se houve acertos, como quando desclassificaram Di Grassi na Corrida do Milhão ainda durante a prova, é inegável que tal demora atrapalha o entendimento não só dos fãs, mas também da parcela o público que precisa ser conquistada, acompanha uma corrida pela TV e a desliga pensando que o vencedor é um, ficando sem saber que, horas depois, tal vitória foi retirada. 

Corrida do Milhão 2019 (Largada da 7ª etapa da Stock Car 2019 em Interlagos na Corrida do Milhão – Foto: Dud)

Regulamento se justificou ao final

Por mais polêmica que seja, o regulamento de corridas duplas e pontuação quase igual em ambas permitiu que, para a última etapa, a Stock Car veja seis pilotos com chances de título: Daniel Serra, Ricardo Maurício, Thiago Camilo, Rubens Barrichello, Júlio Campos e Felipe Fraga

Pouquíssimas categorias no mundo conseguem tal feito – entre as principais e mais famosas, aliás, nenhuma consegue na atualidade. Ou seja, a categoria brasileira é capaz de, ao menos, provar seu ponto: se vai dar pontos para mais gente, que a disputa seja intensa até a bandeirada final.

A decisão da Stock Car será em Interlagos, no dia 15 de dezembro, com corrida única, mas de pontuação dobrada, e terá cobertura completa do GRANDE PRÊMIO ‘in loco’.

 

Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Escanteio SP.

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