Max Verstappen nunca escondeu que seu estilo de pilotagem é agressivo. E isso é bom. O problema é quando as manobras do holandês deixam de ser agressivas para virarem irresponsáveis – e ninguém parece capaz de impor um limite ao rapaz. É hora de alguém sentar com Verstappen para falar algumas verdades

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Max Verstappen é, sem qualquer sombra de dúvida, a grande surpresa da F1 em 2016. O jovem holandês usou a vitória surreal no GP da Espanha para calar os críticos, que ainda não o viam como merecedor de uma vaga em equipe de ponta. Três meses depois, a necessidade de conversar sobre Max volta com tudo: a pilotagem apresentada contra Kimi Räikkönen no GP da Bélgica não foi digna do cara que é tido como um futuro campeão mundial.

O jovem se defendeu de tudo que foi jeito, mas sempre jeitos questionáveis. Em um momento lá estava Max jogando Kimi para fora da pista na Les Combes. Em outro, Max trocava de linha em um dos trechos mais velozes do calendário apenas para bloquear Kimi.

Esse é o tipo de coisa que pode render elogios quando dá certo. Todos começam a acreditar que Verstappen tem o maior colhão do mundo. Mas, quando dá errado, Max passa por imbecil: um acidente com Räikkönen seria culpa total da irresponsabilidade do jovem holandês. E, convenhamos, não havia a menor necessidade de correr esse tipo de risco na briga por um ou dois pontos.

Max Verstappen é bom piloto, mas precisa se conter (Max Verstappen (Foto: Getty Images))

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Já consolidado na Red Bull, começa a ficar claro que o grande problema de Max é que qualquer coisa que ele faça dentro das pistas será interpretada como arrojo. A Red Bull está disposta a passar a mão na cabeça do pimpolho. O mesmo não acontecia com Daniil Kvyat, sumariamente eliminado após dois GPs infelizes.

E, sim, isso é um problema: se ninguém apontar para Verstappen que as manobras dele estão erradas, elas nunca serão corrigidas. E a última coisa que o rapaz precisa é começar a disputar títulos sem saber evitar riscos desnecessários. Mesmo que Verstappen tivesse uma Mercedes nas mãos, não seria campeão por um único motivo: a lição de cuidar do equipamento ainda está longe de ser aprendida.

Mas não adianta eu dizer isso – tenho a sensação de que Verstappen não se importa muito com o que penso – se a chefia da Red Bull vê as manobras controversas de Max como normais. E, após o GP da Bélgica, parece ficar claro que Christian Horner só está quieto para não correr o risco de criar uma crise interna. O puxão de orelha já poderia muito bem ter sido dado: Daniel Ricciardo e sua pilotagem mais correta passaram a render melhores resultados ao longo das últimas etapas. O efeito da vitória em Barcelona ainda nos impede de questionar as provas do holandês, mas começa a ficar claro que a cabeça madura do australiano traz um retorno melhor ao longo prazo – após nove corridas como companheiros de equipe, Daniel somou 115 pontos, contra 102 de Max.

A importância de ter uma conversinha com Verstappen não ter a ver com usar ou não a agressividade. É bom que o holandês mantenha a postura ousada, talvez até servindo de exemplo para outros pilotos do grid. É importante por conta da possibilidade de usar melhor esse arrojo: Ayrton Senna e Michael Schumacher são dois caras que só começaram a ganhar títulos quando aprenderam a extrair resultados da capacidade de andar no limite, fazendo coisas que a maioria não se atreve a fazer. Não entro no mérito de comparar o talento de Max com o das duas lendas, mas a história serve de aprendizado.

Hoje Verstappen não briga por títulos, tem uma vitória épica no passado recente e está nos braços do povo. Mesmo estando em uma equipe que tem como marca registrada a forte cobrança por resultados, é como se não tivesse nada a perder. Quando isso mudar, Max precisa estar preparado. Há de chegar a hora em que ser inconsequente vai começar a cobrar um preço. E se até lá alguém não tiver sentado com ele para explicar o que pode e o que não pode ser feito, a vida de rei da Red Bull deve ficar seriamente ameaçada.
(Max Verstappen (Foto: Red Bull Pool Content))

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