Depois de largar da pole-position nas duas provas do Velo Città e vencer a corrida 2, Átila Abreu se colocou forte na briga com Daniel Serra e Thiago Camilo pela ponta da Stock Car, mas o piloto ainda vê com cautela o papel de candidato ao título

 

 

Em um campeonato tão acirrado e decidido nos detalhes como a Stock Car, a regularidade e a capacidade de se ajustar aos infortúnios são características importantes para se manter no grupo da ponta e vivo na disputa pelo título. E ao que parece, a TMG/Shell Racing vem conseguindo cumprir à risca essa estratégia em 2017, especialmente com Átila Abreu. A temporada marca o retorno do sorocabano à esquadra chefiada por Thiago Meneghel – o piloto já havia trabalhado com o engenheiro na antiga formação do time americanense, então chamada AMG, onde viveu seus melhores momentos na categoria nacional, como o vice-campeonato em 2014. E a decisão se mostra acertada, principalmente depois de um ano difícil no time de Rodolpho Mattheis em 2016.

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De volta à velha casa, Átila encontrou um ambiente novamente competitivo e capaz de alcançar vitórias – e a taça, por que não? O começo da temporada já deu provas de que a parceria pode dar bons frutos, com o pódio na rodada de abertura, em Goiânia. É claro que o campeonato também é feito de altos e baixos, e Abreu, segundo ele mesmo descreve, já viveu seus próprios descartes com o abandono na segunda prova do Velopark, além da pane seca na Corrida do Milhão. Mas a persistência deu resultado também. Na última etapa da Stock Car, realizada no Velo Città, Átila largou da pole-position nas duas provas do fim de semana – feito raro neste novo formato da disputa – e venceu a segunda. O desempenho fortaleceu sua posição de candidato ao título.

 

Embora ache que ainda tem um longo caminho pela frente, Abreu é o terceiro colocado da classificação, atrás apenas de Daniel Serra e Thiago Camilo, e entende que o ritmo apresentado em Mogi Guaçu não é obra do acaso, mas, sim, do trabalho duro de piloto e equipe. Por isso, acredita que, se o rendimento persistir, o time tem grandes chances de se colocar como uma terceira via na briga pelo campeonato. 

E é diante desse cenário que o GRANDE PREMIUM conversou com o piloto de 30 anos, que dissecou a disputa da Stock Car em 2017. Átila vê a performance até aqui como positiva, embora ainda compreenda que existem pontos fracos a serem ajustados e que o time não está no mesmo nível das rivais RC e A. Mattheis. Mesmo assim, Abreu se mostra otimista.

Além do campeonato em si, o interiorano também fez uma avaliação sobre a nova gestão da principal categoria do esporte a motor no Brasil, falou da atuação dos comissários de prova e da evolução do automobilismo. E Átila também não deixou de contar a experiência que teve no Supertrucks e com a inovadora iniciativa do Truck Lounge na Stock Car.

 

(Largada no Velo Città Vicar)

Átila Abreu foi ao pódio em Goiânia, Cascavel e Curvelo antes de vencer no Velo Città em 2017 (Átila Abreu Victor Eleutério)

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GRANDE PREMIUM – Como avalia sua temporada e a temporada da TMG/Shell Racing até aqui?

ÁTILA ABREU – Minha avaliação é muito positiva. Eu voltei para a TMG, levando junto a Shell, mas sabia que teria um período importante de adaptação até colhermos os frutos, mas desde o começo a gente está bem. Na estreia, dobradinha em Goiânia e aí, etapa após etapa a gente vem corrigindo deficiências do carro e sendo muito constantes, principalmente do meu lado, que sou o cara com mais top-5 e top-10 no ano. Até a última corrida a gente ainda não tinha tido um carro tão veloz para brigar por pole de fato, mas isso acabou no Velo Città. Se a gente de fato achou o caminho certo, tenho certeza que, mantendo a performance do Velo Città, vamos brigar pelo título até o final do ano.

GP* – A pole no Velo Città mostra que a TMG/Shell Racing chegou na RC ou ainda falta um pouquinho?

AA – Acho que ainda falta um pouco. Não posso comemorar ainda dizendo que achamos o caminho definitivo. Isso porque a gente fez o que fez em uma pista que tem uma base de acerto muito particular, características só dela. É uma pista de baixa, curvas que você freia virando, então foi um acerto diferente. Agora, se esse acerto funcionar em todas as pistas, acho que encontramos uma ótima receita para o resto do ano, caso contrário, temos de seguir evoluindo, seguir no trabalho que vem sendo feito o ano todo, de progredir etapa a etapa. A gente sempre teve um carro muito bom de corrida, mas nem tão eficiente na classificação, então estamos tentando melhorar no nosso fraco sem mexer no que temos de bom. Estamos próximos de um carro muito bom para ficar sempre nas primeiras posições, mas estamos em uma faixa perigosa em que ainda estamos oscilando. A hora que sairmos dela, engrenamos. Hoje, estamos muito bem, mas os grandes favoritos seguem sendo o Serra e o Camilo, principalmente o Serra pela consistência e performance impressionantes. Camilo também está muito bem. Um segundo grupo é onde venho, junto com Max e Fraga. Falta, então, um pouquinho para que eu seja um real candidato ao título.

GP* – Você está muito consistente, mas segue um pouco atrás de Serra e Camilo. O que falta para buscar eles?

AA – Posso dizer que já queimei meus cartuchos. Bati na primeira corrida no Velopark, com o Zonta e na Corrida do Milhão nossos dois carros ficaram sem combustível na última volta, então foram duas provas que eu descartei. Principalmente a do Milhão a gente deveria ter terminado. Se eu tivesse chegado ao fim, estaria ali do lado do Camilo, que também teve uns azares, mas teve uma performance melhor que a nossa no geral e por isso está na frente. O Serra, enquanto isso, está muito bem e também não teve essas corridas de azar. Está sempre marcando bons pontos, muito consistente. O que falta para gente é manter a regularidade, não dá mais para errar, e torcer por um fim de semana ruim dos nossos adversários. Hoje, estou 42 pontos atrás do Serra. A última etapa vale 60, mas preciso diminuir isso para uns 15 pontos, para chegar lá e poder depender só de mim. Caso contrário, vou precisar ou de uma combinação de resultados gigantesca, ou de uma quebra do adversário, então viraria um azarão. É manter, até melhorar essa consistência que a gente vem tendo e aproveitar as chances que surgirem em problemas dos adversários que devem acontecer uma hora.

GP* – Qual a importância do grande final de semana que vocês tiveram para a parte anímica na briga pelo campeonato?

AA – Essa corrida pode ter sido um divisor de águas para nós no campeonato. Começamos o final de semana muito mal, fomos trabalhando no carro e aí encontramos o caminho. De forma até surpreendente, brigamos pela pole, tiramos essa pole onde esperávamos ali um top-6 no grid e aí veio a corrida. Na primeira, acho que teríamos totais condições de vencer, mas o toque do Felipe Fraga arruinou tudo isso. A maneira como a gente trabalhou depois desse incidente, a forma como aproveitamos o safety-car, a questão dos pneus, enfim, conseguimos construir novamente a vitória que tinha fugido das nossas mãos na corrida 1. Mais do que a performance em si, acho que isso tudo nos deu muita força como equipe, como piloto, saímos moralmente fortalecidos. Um resultado adverso na corrida 1 virou um grande resultado na 2. Para mim, saímos como os grandes vitoriosos do final de semana do Velo Città por todo o enredo que foi construído desde a classificação até a corrida. Isso dá mais força e mais vontade de buscar a liderança do campeonato.

GP* – 2017 vem sendo mais um bom ano seu com o Thiago Meneghel. Como é a relação de vocês?

AA – Eu gosto muito dele, sou suspeito para falar. Eu comecei a trabalhar com ele e sempre fui muito competitivo. Um terceiro lugar, um vice, vários pódios, vitórias. É um cara que eu respeito muito, muito aberto a novas ideias, ele é jovem, entende sua língua, já foi piloto também. O clima é muito leve, é um trabalho fácil, gosto muito. Os nossos resultados na pista falam por si só. Está faltando o nosso título, que escapou em 2014 para o Rubinho (Rubens Barrichello), mas acho que a minha volta para a TMG fez muito bem. O trabalho que a gente vem fazendo, vejo que estamos mais maduros, que estamos evoluindo ainda melhor o carro, então tenho certeza que o nosso título chegará em breve.

GP* – O que tem achado da atuação dos comissários da Stock Car, especialmente após o escândalo do ano passado no caso dos resultados combinados?

AA – Os comissários têm trabalhado por melhorias e algumas coisas de fato vêm sendo feitas, como o drone na largada, que evita as queimas de largada que eram bem comuns nos pilotos que davam distância para sair lançados. Eles estão tentando se aperfeiçoar, os pilotos também tentam ajudar, então eu vejo pelo lado positivo, vejo que estão tentando melhorar. Óbvio que divergências podem acontecer, cada um achar uma coisa, mas vejo uma boa proatividade do lado deles. Penso que a questão do Whatsapp já passou, ficou para trás. Eles estão cada vez mais transparentes no briefing, estão trazendo as respostas que a gente pede, e isso era uma coisa que era mais complicada antigamente. A prova em si no Velo Città foi meio confusa. Da minha parte, obviamente pela punição do Fraga que depois foi tirada, e isso é algo que eu não via tinha tempo. No fim, ninguém foi punido. Arrancaram o primeiro da corrida e ninguém foi punido, fica uma sensação estranha de impunidade para o meu lado, mas eles alegam que não conseguiram identificar se foi o (Felipe) Fraga, o Max (Wilson) ou o (Gabriel) Casagrande, então isso tudo é ponto de vista. O que eu acho que deve ser feito e a associação vem fazendo é brigar para dar mais recursos aos comissários. Vejo que a Stock Car, nesse ponto, ainda é muito fraca, em recursos de câmera, coisas do tipo, ainda falta um pouco de investimento nisso. Mas isso requer gastos e sei que é uma coisa que vem com o tempo. De qualquer jeito, já melhorou muito em relação aos últimos anos.
(Átila Abreu Victor Eleutério)

Além da Stock Car, Átila Abreu se aventurou no Supertrucks neste ano (Átila Abreu Supertrucks José Mário Dias)

GP* – Como você avalia a nova gestão da Stock Car?

AA – Eu aprovo. Entrou o Rodrigo (Mathias), um cara que tinha zero experiência em automobilismo, mas que sabe muito de evento. Esse conhecimento dele tem ajudado muito a Stock Car. Era disso que a categoria precisava, aliás. Como competição, ela já é ótima, é uma das mais legais do mundo, muito competitiva, de alto nível, é sempre difícil ver alguém ganhando tudo, é uma categoria de possibilidades, tem grid invertido, então era isso que faltava, esse apelo midiático, trabalhar mídias sociais, o site, a chegada do 'Hero Push', atrair o público. É um caminho muito positivo. Fora isso, outras boas mudanças no evento como o camarote, o Village Stock Car que permite que cada piloto venda seus produtos… Tudo isso traz mais interação e ajuda a criar ídolos. Aprovo e acho que está em um caminho bacana nesses seis meses desde que o Rodrigo entrou. Fez boas mudanças, algumas que trouxeram resultado imediato, algumas que são para o longo prazo, mas melhorou bastante em relação ao que a categoria oferecia.

GP* – Falando em melhorar o evento e a experiência dos fãs, como vem sendo o trabalho com o Truck Lounge? Como surgiu essa ideia?

AA – Eu sou um piloto que tenho algumas características diferentes dos demais. A maioria dos pilotos é contratado por equipes, recebe salários e corre. A minha vida inteira eu fiz o contrário, indo atrás de patrocínios, depois equipes e fazendo essa interface. E eu tenho uma série de coisas à disposição: carros, simulador, caminhonete, sempre tentando dar uma resposta para o patrocinador. E o Truck Lounge é algo que eu já vinha namorando. É um estilo de camarote novo, você deixa aquela coisa tradicional de lado e acaba criando seu próprio ambiente, pode ter suas próprias ferramentas, então eu consigo transformar aquilo em um espaço do Átila com seus patrocinadores e, assim, fomentar uma coisa diferenciada. Tinha essa ideia há uns três ou quatro anos, mas é um investimento muito alto. Precisei de tempo, dinheiro e coragem para fazer, mas esse ano deu certo e os patrocinadores têm achado incrível. Para mim, tem sido uma grande experiência. Além de piloto, comecei a cuidar de grandes eventos, coordenar pessoal. A A 51 Marketing e Eventos cresceu muito, eu tenho me desenvolvido também fora das pistas, como empresário, então tem sido um ano bem bacana nesse sentido, de muito aprendizado. O objetivo traçado lá no começo do ano de ter um novo tratamento para os clientes e uma vista privilegiada, tudo isso os patrocinadores estão aprovando, então tem sido um sucesso desde o início.

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GP* – Quais outros eventos além da Stock Car podem contar com o Truck Lounge?

AA – Eu quis fazer algo diferenciado justamente para ter uma coisa bem genérica e até por isso os custos ficaram bem mais altos, já que quero atender qualquer tipo de demanda. É um camarote que pode ser no estilo Stock Car, mas pode ser camarote de grandes shows, pode servir de estande como do Salão do Automóvel em custo bem menor, pode servir para palestras e eu sou um cara que dou muita palestra, participo de eventos, ele pode ser montado ali e servir para até 50 pessoas. São diversas ações que eu acredito bastante para o momento. Outra interessante envolve a EMS, de farmacêuticos, que ele pode servir para campanha do mês da mulher, sair por aí fazendo diagnósticos, então são várias funções, tudo depende da demanda do patrocinador. Tem elevador para deficiente físico, ar condicionado, 12 TVs, projetor, bar, ele é totalmente adaptável a qualquer tipo de evento.

GP* – Você também teve experiências novas neste ano, o que pode falar sobre o Supertrucks?

AA – Foi bacana. Eu sou um cara muito curioso, gosto de correr das mais diferentes coisas. Fiz Rallycross quando o Nelsinho me convidou, disputei uma etapa do X-Games. O Supertrucks, eu vinha namorando há algum tempo. Deu certo que encaixou o calendário e foi bem legal, aprendi a saltar com carro, a categoria é muito divertida, é um automobilismo bem diferente. É um grande show e que tem a vantagem de poder correr em qualquer lugar: pistas de terra, circuitos, estádios de futebol. É bem eclético. Gostei bastante e com certeza voltarei a correr de novo.

GP* – E o acidente? Levou um susto?

AA – A capotagem aconteceu por um erro meu. Faltou experiência, errei no pouso, então fiquei um pouco torto e, mesmo recuperando, peguei a rampa torto e acabei virando. Não chegou a ser um grande susto, mas o carro danificou bem, amassou o teto todo, bati direto no muro. Não aconteceu nada comigo, no fim, tanto que na corrida do dia seguinte eu estava lá de novo. Bati, capotei e saí andando, o que mostra como esse carro é forte.

GP* – Pretende voltar à categoria?

AA – Eu me diverti muito, gostei bastante, não vejo a hora de fazer uma segunda corrida lá, agora com um pouco mais de experiência, pelo menos conhecendo a categoria, que é muito diferente de tudo aquilo que eu já tinha andado. É uma caminhonete, rola muito na curva, é muito diferente, é o oposto de um carro de corrida. O estilo de pilotagem precisa ser totalmente outro e isso só vem com mais tempo de pista. Mas fiquei feliz com meu desempenho, larguei entre os primeiros, liderei corrida, mas faltou um pouco mais de tempo de pista para ter melhores resultados. É um formato de corrida que me chama muito a atenção e que acredito para o futuro. Atrai público, tem bons pegas, acho bem interessante.

Átila Abreu inovou com o Truck Lounge que procura ampliar relacionamento entre fã, piloto e patrocinador (Lounge Truck José Mario Dias)

GP* – E outras categorias? Tem vontade de fazer mais quais?

AA – Existem várias categorias em que eu gostaria de andar. A Nascar é a principal, eu adoraria conhecer, andar em oval, ver aquele carro, acho muito legal aqueles pegas. E outra que eu tenho muita vontade de guiar é a V8 Supercars. É uma categoria muito bacana, pistas bem diferentes e o jeito de pilotagem do carro parece ter bastante a ver com o jeito que eu gosto de guiar. São duas categorias que estão no meu radar para o futuro.

GP* – Além de brigar pelo título da Stock Car e coordenar o Truck Lounge, tem conseguido fazer outras coisas em 2017?

AA – Sempre dá para fazer muita coisa! A Stock Car tem 12 finais de semana de corrida, mas você precisa de mais tempo, o trabalho em oficina é fundamental. Mas sobra, sim, tempo para outras atividades. Em Sorocaba eu cuido de imóveis, gosto de pilotar avião e ainda uma ou outra coisa que aparece no meio do caminho e eu vou me metendo. O importante é nunca ficar parado.

 

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