Do outro lado, cansado de abandonar provas na F1, espanhol também redescobre a velocidade (ainda que próximo ao muro) depois de apenas um primeiro teste na Indy; currículo vitorioso não faz do piloto mais um mero novato aos olhos americanos

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

 

Eles não sabem ao certo quando Fernando Alonso foi bicampeão da F1 — aliás, pronunciam ‘Alonzo’ —, pouco se interessam pela disputa entre Sebastian Vettel e Lewis Hamilton e alguns até estão enciumados com o tratamento dado ao longo da semana no teste para as 500 Milhas. Ainda assim, mesmo os mais críticos, sabem que não se trata de um mero novato que precisa cumprir o protocolo para participar da prova no último domingo deste mês. Os Estados Unidos descobriram Alonso, e Alonso também descobriu a velocidade tão próxima ao muro do tradicionalíssimo oval de Indianápolis.

O bicampeão mundial em 2005 e 2006, dono de 32 vitórias, 97 pódios e 278 GPs na F1 teve de conviver com o paradoxo de credenciais tão raras na história do automobilismo e nunca ter andando em um circuito oval, por exemplo. O que fez na pista – precisou basicamente superar gradualmente limites de velocidades impostos no estágio inicial – não chamou em si a atenção de ninguém. Ninguém poderia esperar logo no primeiro que o piloto quebrasse o protocolo e extrapolasse o acordo de 215 mph para um novo recorde da pista em uma das suas 110 voltas. Alonso ganhou o público americano primeiramente pela coragem de aceitar um desafio que ficou perdido no tempo e, depois, pelo modo divertido como lidou com a situação. Alguém mais sugeriria para o chefão Zak Brown colocar o motor Honda da Andretti na McLaren?

Desde que desembarcou nos Estados Unidos, Alonso nunca escondeu que estava cansado dos sucessivos problemas na F1. Em quatro corridas, foram até agora inimagináveis quatro abandonos. Qualquer competidor ainda com alguma ambição na carreira passaria a buscar objetivos individuais em detrimento dos compromissos contratuais com a equipe. As 500 Milhas foram só a primeira oportunidade, já que a igualmente tradicional 24 de Le Mans também parece estar nos planos. Assim, o piloto espanhol, que agora vive na ponte aérea Europa-Estados Unidos, foi também plantando cartazes ‘laranja-McLaren’ de ‘nós te amamos’ do outro lado do Oceano Atlântico.

(Divulgação/McLaren)

Assim que abriu a transmissão exclusiva para as contas da IndyCar no Facebook e no YouTube, o jornalista da NBC Sports, Kevin Lee, tratou de passar a ficha corrida do piloto. Citou o número de vitórias, atrás de Ayrton Senna (41), Sebastian Vettel (44), Alain Prost (51), Lewis Hamilton (54) e Michael Schumacher (91); mas lembrou que ali se tratava de um estreante. A análise que traduziu o que acontecia para o americano mais desatento, no entanto, ficou para o momento em que o piloto já estava sentando no carro:

“Gostaria de dizer para os espectadores americanos, para os fãs da Indy, que sabem quem é Fernando Alonso, mas que olham para a tabela de classificação e dizem: ‘espere um pouco, esse cara não marcou um ponto no ano, esse cara não esteve no pódio nos últimos dois anos e meio´. Na F1, o quão bom você é depende do equipamento. Este cara ainda está entre os melhores”, disse o apresentador para mais de 2 milhões de pessoas ao longo do dias nas redes sociais.

A história da F1, mais recente, claro, se cruzou com a das centenárias 500 Milhas. E uma foi fundamental para o crescimento da outra. A prova americana fez parte do calendário da principal categoria do automobilismo de 1950 a 1960 e estava aí a justificativa para o rótulo de ‘mundial’. Mesmo sem a adesão maciça das equipes e pilotos por diferentes razões, a prova seguiu na mira dos pilotos de F1. O inglês Graham Hill, quem Alonso quer tomar a Tríplice Coroa, conquistou a tradicional prova em 1966 – havia conquistado o GP de Mônaco de 1963 e, depois, as 24 Horas de Le Mans de 1972.
(Divulgação/McLaren)

Fernando Alonso conquistou americanos ao demonstrar enorme respeito ao Brickyard de Indianápolis (Divulgação/McLaren)

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;
//pagead2.googlesyndication.com/pagead/show_ads.js

Mario Andretti fez o caminho inverso e também foi vitorioso na Indy e na F1. O italo-americano já era tricampeão da Indy (1965, 1966 e 1969), vencedor das 500 Milhas (1969) quando conquistou também a F1 (1978). Mais tarde, ainda voltou para os Estados Unidos para conquistar o quatro título (1984). Com tanta bagagem e hoje dono de sobrenome que é sinônimo de esporte a motor, Andretti parecia que seria um tanto blasé com o desafio de Alonso. Só parecia. O ex-piloto disse na transmissão pela internet que havia muito holofote para o espanhol e ele próprio não teve tanto auxílio quando pela primeira vez pisou em um oval. 

O que sensibilizou Andretti foi o respeito de Alonso pelo Brickyard e o infinito desejo de fazer parte da história no mais puro profissionalismo. Bem por isso, preferiu contemporizar a situação do piloto mais apto a aceitar tamanho desafio.

//cdn.playbuzz.com/widget/feed.js

 

“Fernando (Alonso) infelizmente está passando por um momento em que a Honda não está fornecendo o que ele precisa. Mas isso não tira sua habilidade, de forma alguma. Se você colocar o Fernando em qualquer um dos carros de ponta, hoje uma Mercedes ou uma Ferrari, ele vai vencer corrida. Por favor, nunca julgue sua habilidade por sua performance nos últimos anos”, pediu Andretti, que deu tapinhas carinhosos no capacete de Alonso depois do teste privado.

Ainda que poucos, Alonso estava diante de seus bravos e novos torcedores da Indy que enfrentaram até uma fina chuva na Curva 2, em Indianápolis. O desafio agora será deixar os Estados Unidos e não decepcionar os antigos apoiadores, no próximo domingo (14), realmente em casa, no GP da Espanha de F1.

fechar

function crt(t){for(var e=document.getElementById(“crt_ftr”).children,n=0;n80?c:void 0}function rs(t){t++,450>t&&setTimeout(function(){var e=crt(“cto_ifr”);if(e){var n=e.width?e.width:e;n=n.toString().indexOf(“px”)

var zoneid = (parent.window.top.innerWidth document.MAX_ct0 = '';
var m3_u = (location.protocol == 'https:' ? 'https://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?' : 'http://cas.criteo.com/delivery/ajs.php?');
var m3_r = Math.floor(Math.random() * 99999999999);
document.write("”);

Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Escanteio SP.

SÃO PAULO E-PRIX 2023:
SINTA A ENERGIA DA FÓRMULA E

25 de março de 2023 CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ACESSAR O SITE OFICIAL DE VENDAS E ATIVAR O SEU BENEFÍCIO EXCLUSIVO COM O CÓDIGO SAOPAULOVIP. Comprar Ingresso com desconto

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar