Mais uma vez, o GP de Mônaco nos brinda com uma corrida monótona – e talvez seja hora de repensar como a F1 trata o circuito de rua

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Que missão ingrata é fazer uma análise do GP de Mônaco. Veja, eventualmente há provas surpreendentes, que dão gosto de ver. Porém, o normal de Monte Carlo é acompanhar uma grande fila indiana – ou, no caso, uma fila monegasca. Neste domingo, 27 de maio de 2018, vimos exatamente o segundo caso, o mais comum. Vitória de Daniel Ricciardo, da Red Bull, que não teve muitos sobressaltos. 

Olha que a Red Bull até que tentou, sem querer, jogar um tempero na disputa pela liderança. Ricciardo teve problemas com a potência de seu carro, causados pela perda de duas marchas e por falhas no MGU-K, mas nada que realmente comprometesse – principalmente em um circuito travado, sem espaço para ultrapassagens ou mesmo para se aproximar. Fosse em qualquer outro circuito, Sebastian Vettel, da Ferrari, teria pulado na frente.

Outro reflexo da falta de ação na pista aconteceu com Lewis Hamilton. O tetracampeão passou voltas e mais voltas reclamando do desgaste de seus pneus, mas a falta de ameaça da Ferrari que vinha atrás, a de Kimi Räikkönen, o deixou onde estava, sem parar ou sem perder a posição.

Leclerc e Hartley até tentaram dar uma emoção no final, com uma batida entre os dois após o monegasco ficar sem freios. Na prática, o safety-car virtual apenas tornou oficial algo que já vinha acontecendo lá na frente do pelotão – e ainda durou bem pouco. Serviu apenas para Ricciardo disparar na frente.

Verstappen foi o grande nome do GP de Mônaco

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O fato é que a grande emoção na pista foi Max Verstappen. O jovem piloto da Red Bull largou em último após não participar do Q1, reflexo da pancada que deu no terceiro treino livre. Com a cabeça no lugar (ufa!), arrojo e um carro bem mais rápido que dos adversários, o holandês fez diversas ultrapassagens. Ele terminou em nono, o que é pouco para ele, mas muito pensando que apenas Verstappen trouxe ação para a pista.

Agora: é preciso ser repensada a Fórmula 1 em Mônaco. Trata-se da corrida mais tradicional da categoria, mas é, também, a mais anacrônica. O atual regulamento, com carros enormes e com mais pressão aerodinâmica, desfavorece naturalmente as ultrapassagens, algo que fica ainda mais grave nas corridas em Monte Carlo. Não disputar mais o GP de Mônaco é, ao menos por enquanto, uma ideia impensável. O que seria possível fazer, então?

A lição poderia ver dos Estados Unidos, a terra dos donos da F1, o Liberty Media. Na Indy existe uma configuração aerodinâmica específica para os superspeedways, utilizada principalmente na grande joia do calendário da categoria: as 500 Milhas de Indianápolis.

Pensando no novo regulamento, que está sendo discutido para 2021: mudanças pontuais poderiam ser feitas nos carros para toda a temporada da F1, mas um pacote aerodinâmico específico para pistas como a de Mônaco seria algo bem-vindo. Uma configuração para “pistas de rua travadas”, por exemplo, permitindo minimamente alguma disputa entre carros com desempenho parecido.

Ou isso ou comecem a molhar as ruas Monte Carlo artificialmente, por favor.

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