A chegada de Esteban Ocon representa ganho técnico para a Manor e, de quebra, deixa o time preparado para uma eventual saída de Pascal Wehrlein em 2017

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O anúncio da Manor na manhã desta quarta-feira (10) de que Rio Haryanto está fora da equipe após seus parceiros, o Ministério do Esporte da Indonésia e a petrolífera nacional do país, a Pertamina, não honrarem com todo o pagamento prometido. O cano de R$ 16 milhões fez o primeiro piloto indonésio da história da F1 ser colocado no olho da rua. É um tchau e bênção dolorido, certamente, para um novato que até excedia as expectativas.

Em vez de tentar arrumar um dinheiro que dificilmente sairia, a equipe escolheu por se resguardar para um 2017 em que possivelmente não terá Pascal Werhlein e precisará de um piloto talentoso para ficar ao lado de alguém com cifrões-mil. A opção por talento marca uma nova fase para a equipe que ressuscitou ano passado. Esteban Ocon é uma esperança para carregar a equipe ano que vem e que, por hora, será preparado para tanto, visto que ainda não está pronto. Ao menos é o que se pensa, mas, numa F1 onde a juventude é cada vez mais uma habilidade que uma barreira, nunca se sabe.

Agora é a jaula dos leões, Esteban (Próxima parada de Esteban Ocon: a jaula dos tubarões (Foto: Getty Images))

A HORA DE LUTAR COM LEÕES

Chegou a vez de Esteban Ocon debutar em uma corrida de F1. Dono de alguns testes com Lotus e Renault na categoria, o francês foi o escolhido para substituir um "falido" Rio Haryanto e formar dupla com Pascal Wehrlein na Manor nessa segunda parte da temporada 2016.

Ainda que tenha sido de uma maneira um tanto inusitada, a entrada de Ocon na F1 é justíssima. Dono de um talento chamativo e de uma regularidade de dar inveja a pilotos veteranos, o francês fez dois anos de categorias de base grandes e venceu ambas, um ponto de exclamação.

Em 2014, em uma temporada muito acima da média no que diz respeito ao nível dos pilotos da F3, Ocon bateu nada menos que Max Verstappen e os agora ex-companheiros de DTM Tom Blomqvist e Lucas Auer. Ocon, Verstappen e Blomqvist, especialmente, protagonizaram disputas espetaculares e, no fim, com nada menos que 21 pódios em 33 provas, o gaulês sagrou-se campeão.

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A afirmação de Ocon tinha de acontecer em 2015. Subindo mais um degrau e chegando à GP3, o jovem de então 18 anos precisava chegar já para brigar na ponta. Mais uma vez, prevaleceu a incrível regularidade do francês que, em 18 corridas, foi ao pódio em 14. Superando Luca Ghiotto, Ocon colocava a taça da GP3 no currículo e pintava como nome ainda mais forte para beliscar uma vaga na F1 nos anos seguintes.

O segundo ano seguido com título em categoria de base fez a Mercedes se mexer, proteger o rapaz e mudar o foco de sua formação. Como fez com Wehrlein, ignorou a GP2 e mandou Ocon para o DTM.

O desempenho de Ocon no DTM não era lá grandes coisas, é verdade, mas isso passa muito longe de preocupar ou de colocar em dúvida seu talento por dois motivos: o primeiro tem a ver com a Mercedes, que tem o pior carro – acreditem – do grid da categoria alemã. O segundo é que o francês teve de virar a chave de monopostos para turismo muito rapidamente, tendo a dificuldade natural na adaptação. Um exemplo de como isso demora é o próprio Wehrlein, seu novo companheiro e que teve um 2013 miserável e um 2014 bem mediano no DTM para, em 2015, se sagrar campeão.
(Ocon teve pouco tempo no DTM, mas o suficiente para ganhar a confiança da Mercedes e da Manor (Foto: Getty Images))

Ocon já conhece uma ou duas coisas (ocon, Wehrlein, Palmer e Ricciardo: agora quatro pilotos da F1 (Foto: Getty Images))

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A REALIDADE PASCAL

A confiança na operação renovada e com a Mercedes como maior mecenas – não financeira, mas técnica -, fez com que mesmo com um capital mais curto que o desejado a Manor acolhesse o prodígio da prima rica. Pascal Wehrlein chegou não só como um jovem impressionante, mas com um currículo que podia exclamar em negrito e com estrelas douradas coladas ao redor o título de campeão mais jovem da história do DTM, conquistado poucos meses antes.

Wehrlein era esperado na F1 há pelo menos dois anos. Hoje aos 21, seu nome não era surpresa desde que saiu dos karts e foi fazer a F3 Euro em 2012, então com 17 para 18. A Mercedes sabia o que tinha e logo garantiu o rapaz sob sua asa. E tinha 2015 como o limite de vê-lo fora do grid da F1.

Desde que, de fato, chegou, é um acerto. Pascal ainda tem um longo caminho por percorrer, é bem verdade, mais em meio a tanta gente que afunda quando é posta para nadar com os tubarões, é tudo o que sempre disseram que ele era. Rápido, inteligente e com excepcionais instintos. Sua habilidade de classificação ainda deixa a desejar, mas é difícil avaliar um traço como esse a sério demais com um piloto com um pacote tão singular de predicados.

Mesmo chegando à Manor na hora certa, ainda se vê numa equipe de fim de grid e com poucas – ou quase nenhuma chance de pontuar. Ainda assim, aparece recorrentemente dentro ou próximo da zona de pontuação. Até que conseguiu terminar lá no GP da Áustria, sendo o décimo lugar. Parece pouco, o ponto único, mas é mais que a Sauber, muito mais tradicional e com dois pilotos mais experientes, conseguiu.

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Tendo em vista a primeira temporada do outro super talento que era encubado nas garagens da equipe para uma grande fábrica, Jules Bianchi, Wehrlein também leva vantagem. Bianchi jamais pareceu tão à vontade em seu primeiro ano na F1.

É difícil imaginar, então, que a chegada de Esteban vai causar algum efeito, ainda que positivo, em Wehrlein. O contrário, no entanto, é o que a Manor espera. O 2016 de Pascal já garantiu do que as pessoas vão lembrar. É difícil inclusive pensar que, com o mercado dos pilotos esperando apenas derrubarem a primeira peça para mudar em cascata, que Pascal permaneça na Manor. Seu 2017 deve ter outra casa, talvez a Force India ou a Williams, mas uma escuderia que aspire por mais coisa que a vida por um ponto. E Ocon vai ser o responsável por capitanear o time. Pascal chegou já pronto para a F1, mas Ocon ganha corridas de lambuja para amadurecer mais rápido e ser o cara que dá as cartas no time.  

A Manor decide, ao cortar Rio Haryanto pela falta de pagamento e selecionar Ocon em vez de um caça-assento de bolsos cheio e pouco futuro, que prima por um projeto e prefere se resguardar de não ter algum talento do que correr desesperada atrás de dinheiro. Ninguém se engane: a Manor precisa de piloto pagante, ao menos um que pague muito, mas as finanças de hoje permitem que essa ordem seja suspensa por alguns meses. Ocon será preparado para ser o Wehrlein do ano que vem; Pascal, por sua vez, vai dar seu primeiro passo na direção do mundo.
(A vibração de Wehrlein após se tornar o campeão mais jovem da história do DTM (Foto: Getty Images))

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