Ao falar o que quer e demonstrar ignorância, Max Verstappen começa a conquistar inimizades e torcida contra. Mas tudo se explica: o piloto tem no pai Jos seu espelho. Ele, não Jacques Villeneuve, um acusado por homicídio

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Quatro anos atrás – ou seja, não tem muito tempo –, a F1 vivia um domínio de Red Bull/Sebastian Vettel ao estilo Mercedes/Lewis Hamilton. Bom é que não faz tanto tempo assim, de modo que não é preciso gastar tantas linhas explicando. O campeonato, de qualquer forma, só terminou decidido na última prova, o GP do Brasil, já que Fernando Alonso tinha chances de conquistar a taça mundial. 

Em 2012, Max Verstappen tinha 14 anos. Já andava de kart e vinha com sua carreira engatilhada devidamente para chegar a F1. Óbvio que, nem nos melhores sonhos, esperava que, em 2014, já alcançaria a meta, e que, neste ano, pularia da equipe B, a Toro Rosso, para a equipe A, da Red Bull. Tudo aconteceu com um brilho muito imediato, precioso e raro, típico de quem vai ser Schumacher, Fangio, Prost, Vettel, Hamilton ou Senna na vida.

Esse noviciado começa a mostrar seus dividendos tão rapidamente quanto a velocidade que apresenta nas pistas. Max tem sido contestado, na pista, por suas manobras de defesa e, fora dela, por este ar ‘estou cagando para o que o mundo fala de mim’. Sobre o primeiro ponto, a FIA tem dado o devido respaldo para que seus ziguezagues sejam válidos desde os tempos de F3 Europeia – Esteban Ocon pode comprovar; sobre o segundo, bem, cada um fala o que quer desde que saiba que vá ouvir o que não quer.

Pois Verstappen começa a ouvir coisas que não quer. De gente que fala. Porque Kimi Räikkönen, digamos, tem dificuldades em se expressar, então não vai muito além quando só xinga e não bota na mesa no briefing ou mesmo frente a frente; pessoas como Jacques Villeneuve, sempre dispostas a alimentar polêmicas até pela capacidade alta e diferenciada de argumentação, estão lá para isso.

Villeneuve nem foi muito incisivo desta vez ao falar que os atos de Verstappen ainda vão “matar alguém”, pedindo mais calma. Pode até ter sido hiperbólico, mas expressam uma certa preocupação, sim, que se tem tanto no grid quanto fora dele. Não é normal tirar o pé numa reta. A resposta de Max voltou desta forma: “Foi ele quem matou alguém. Sua afirmação é uma falta de respeito com a família do falecido.”

Traduzindo, Verstappen chamou Villeneuve de assassino por conta de um acidente no GP da Austrália em 2001, em que o canadense acabou subindo na traseira da Williams de Ralf Schumacher. Uma das rodas do carro de Villeneuve acertou o fiscal Graham Beveridge. 
(Max Verstappen e Helmut Marko (Foto: Red Bull/Getty Images))

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Verstappen está realmente passando dos limites, usando de um eufemismo. É um moleque folgado e desrespeitoso, e agora com 18, a desculpa é a idade típica de quem ouve críticas que “entram por um ouvido e saem pelo outro”, como disse o chefe Christian Horner. Que está indo na linha de quem o criou assim, Jos.

Jos, aliás, nunca gozou da melhor reputação do mundo quando foi piloto. É que nunca ninguém lhe deu 10% da atenção que tem sido dada ao filho porque não teve o mesmo talento. Mas agora se entende porque Max é assim. Uma resposta como esta dada a Villeneuve tem o escarro do pai.

Mas dizia sobre 2012. No começo daquele ano em que Max se preparava e já era centro das atenções na Holanda, Jos namorava uma moça de 24 anos. Por um motivo que não vem ao caso, teve uma briga com ela. Pois ele foi para cima e a machucou. Não foi a primeira vez que Jos havia a agredido, mas desta vez havia uma acusação: a de tentativa de homicídio. 

Jos, que já tinha um passado de agressão – à sua ex-mulher em 2008, a kartistas em 2000 – ficou preso por duas semanas. Max deve saber que tem um pai desta estirpe. Mas se o conceito de homicídio deste moleque é aquele de Villeneuve e se seu espelho é o pai, não dá nem para torcer pelo sucesso. O máximo que se permite é sentir pena.

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