"Eu gostei bastante da minha temporada. Eu digo que foi a minha melhor desde que cheguei na Ganassi e uma das melhores que fiz na Indy até agora"

Tony Kanaan completou sua terceira temporada com a Ganassi na Indy. Um dos mais experientes do grid da categoria, o campeão de 2004 viu bons motivos para sorrir em 2016. Ao GRANDE PREMIUM, o baiano afirmou que teve o seu melhor ano com as cores do time de Chip Ganassi, destacando a evolução nos circuitos mistos e de rua.
 
Sem vencer há mais de dois anos, Kanaan minimizou qualquer tipo de pressão ou incômodo e ressaltou a evolução que apresentou durante a temporada. Como ponto decepcionante de 2016, o brasileiro apontou o fato de não ter terminado o campeonato no top-5 após brigar o tempo todo entre os primeiros.
 
Kanaan reconheceu que o ano da Ganassi não foi nada bom e disse que o próprio dono do time sabe disso, mas assegurou que confia em Chip e na mudança que o norte-americano optou para 2017: sai a Chevrolet e entra a Honda nos kits e motores.
 
Tony também descartou aposentadoria pelo bom nível de competitividade que segue apresentando, mas falou hipoteticamente que, se fosse dirigente da Indy, aboliria a pontuação dobrada em Sonoma.

Tony Kanaan teve um 2016 bem regular (Kanaan)

GRANDE PREMIUM – Como você avalia seu desempenho na temporada? Que nota você daria?
 
TONY KANAAN – É sempre difícil dar nota, mas eu gostei bastante da minha temporada. Eu digo que foi a minha melhor na Ganassi e uma das melhores que fiz na Indy. Estive entre os primeiros o campeonato todo, briguei pelo top-3 até a última prova. Alguns detalhes atrapalharam em algumas provas, mas foi uma temporada muito boa. Acho que eu me daria 7,5.
 
GP* – E a temporada da Ganassi?
 
TK – O Chip mesmo disse depois da última prova: nossa temporada não foi a ideal. Para o time que defendia o título, ficar em sexto e sétimo está longe de ser o esperado. Pode ter certeza que o patrão ficou decepcionado. 
 
GP* – Já é a segunda temporada seguida que você não vence. Abala a confiança ou dá mais força para buscar?
 
TK – Não abala a confiança justamente porque meu desempenho foi bom. Estive em praticamente todos os Fast Six nos circuitos mistos e de rua, fiz pódios e briguei pelo terceiro lugar até o fim.
Kanaan cresceu muito nos mistos em 2016 (Tony Kanaan (Foto: IndyCar))
GP* – Qual foi, na sua opinião, sua melhor atuação em 2016?
 
TK – Eu vou dizer que foo nas 500 Milhas de Indianápolis. Eu falei até que guiei melhor dessa vez do que na que eu venci, mas as circunstâncias mudam a história da corrida e eu fui acabar em quarto.
 
GP* – O Brasil já não vence há dois anos na Indy sendo que tem os dois brasileiros nas duas principais equipes. Como você vê este dado? Preocupa?
 
TK – Eu acho que não. Converso bastante com o Helio sobre isso, as coisas não têm dado certo para a gente por detalhes. Seguimos competitivos, andando na frente, então eu acho que esse dado não tem muita relação com queda de desempenho.
 
GP* – Você tinha boas chances de vitória na Indy 500 #100, mas tomou o que chamou de uma pedrada na mão. Foi o momento mais frustrante do ano?
 
TK – Eu sou um cara muito experiente e com muitas provas em Indianápolis, então eu sei bem que essas coisas podem acontecer. Lá foi mais uma questão de estratégia. Acho que o mais frustrante foi em Phoenix, porque uma bandeira amarela me jogou para o fundo. 
Kanaan venceu a Indy 500 em 2013, mas achou que guiou ainda melhor em 2016 (Tony Kanaan venceu a Indy 500 em 2013 e vibrou muito)
GP* – O que te deixou muito triste e muito contente nesta temporada?
 
TK – Muito contente eu fiquei com minha temporada no geral, andei sempre entre os primeiros. Muito triste… deixe-me ver… Bem, para citar um exemplo, acho que foi ter terminado o campeonato fora dos cinco primeiros. Eu fiquei lá a temporada toda, então isso foi frustrante. Se eu tivesse ficado em segundo em Watkins Glen, como parecia que iria acontecer, eu chegaria em Sonoma brigando pelo terceiro lugar.
 
GP* – A Honda sofreu muito mais uma vez. Você teme que a Ganassi fique menos competitiva em 2017?
 
TK – Na verdade, não. O Chip sempre foi conhecido por ser um cara arrojado, então faz parte da característica dele. Eu acho, sim, que a gente vai ter bastante trabalho para se acertar com eles, mas que vamos conseguir ser competitivos.
 
GP* – Sua renovação demorou a ser confirmada. Chegou a conversar com outros times ou mesmo categorias?
 
TK – Na verdade, o que faltavam eram detalhes. O anúncio mesmo acabou saindo bem depois do nosso acerto. Eu nem cheguei a pensar em outras categorias e também não tive conversas com outras equipes. A gente via as especulações, mas eu fiquei quieto nesse período, tinha uma cláusula no meu contrato que me permitia conversar com outros times só depois de uma determinada data. Essa data chegou, mas aí a gente já tinha renovado.
O dirigente Tony Kanaan não ia querer saber de pontos dobrados em Sonoma (Kanaan)
GP* – Ano passado você me disse que nem pensava em aposentadoria. Ainda é a mesma coisa?
 
TK – Ainda é a mesma coisa. Eu já tive chances de parar, mas continuo competitivo, então não vejo motivos. Eu estou naquilo de “mais um ano”, “mais um ano” e vou seguindo mais um ano.
 
GP* – O que o Tony dirigente mudaria para que a Indy voltasse a ter o prestígio de antes? A pontuação dobrada seria uma das coisas?
 
TK – Eu com certeza tiraria a pontuação dobrada em Sonoma, manteria apenas nas 500 Milhas de Indianápolis, a principal corrida do calendário. Também mudaria a pontuação na classificação da Indy 500, é muito ponto. O cara que larga na pole sai com 40 pontos, é como se fosse uma vitória. No mais, eu sou um cara muito ativo já e acho que a categoria tem avançado muito em termos de segurança. Não mudaria muita coisa nisso.

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