Mercedes blefa, faz jogo de equipe e arrisca para tirar a vitória da Ferrari na casa do adversário – tudo lembrando um famoso filme inglês...

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1969. O inglês Charlie Crocker (Michael Caine) recebe um plano engenhoso: roubar um carregamento cheio de ouro, que será entregue na sede da FIAT, em Turim, na Itália. Para conseguir a façanha, Crocker não só desafia a poderosa máfia italiana, como junta uma equipe de britânicos e causa um enorme congestionamento na cidade-sede da fabricante de carros. O plano culmina com uma famosa corrida de Mini Coopers pelas ruas, em um filme que virou um grande exemplo do cinema inglês em todo o mundo: ‘The Italian Job’, conhecido no Brasil como ‘Um Golpe à Italiana’.

2018. Alemã em seu registro, mas inglesa em sua sede, a equipe Mercedes tinha um plano engenhoso: tirar a vitória da Ferrari, do grupo FIAT, em casa, em Monza. Para conseguir a façanha, o time contou inicialmente com a sorte, na disputa entre Lewis Hamilton e Sebastian Vettel logo na primeira volta. Depois, os britânicos blefaram e causaram um “congestionamento” para aproximar Lewis do outro carro vermelho, o de Kimi Räikkönen. Na hora certa, o carro #44 deu o bote no #7. Vitória da Mercedes, roubando o ouro do adversário naquele que foi digno de ser chamado de um “golpe à italiana”.
 

O “golpe inglês/alemão” deu a vitória para Hamilton

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Foram quatro os momentos-chave do plano de vitória da Mercedes em uma pista na qual a Ferrari dominava. O primeiro foi logo após a largada, quando um afobado Vettel entrou na disputa com Hamilton e acabou errando. Prejuízo apenas para o alemão, que foi obrigado a trocar o bico do carro e fez uma corrida de recuperação – em uma pista na qual a vitória poderia ser fácil.

O segundo foi no pitstop, quando a Mercedes blefou e fez com que a Ferrari também se afobasse e mandasse Kimi trocar os pneus. Hamilton ficou muito tempo na pista com os compostos velhos e não conseguiu, mais tarde, poder voltar à frente do finlandês, mas esse tempo a mais também o ajudou a ter os pneus em melhor estado no final da corrida. Estratégia certeira.

Depois, mantiveram Valtteri Bottas, com a segunda Flecha de Prata, na pista o maior tempo possível. Isso segurou Räikkönen, permitindo que Hamilton chegasse perto dos outros dois carros – o “congestionamento” causado pelos ingleses/alemães. Quando o #77 foi finalmente para o pit, Lewis estava próximo de Kimi, que lutava com pneus em pior estado. Aí veio o último momento-chave: confiar na habilidade do tetracampeão para, com um carro em melhor estado naquele momento (e que, digamos, é bem mais rápido que um Mini Cooper dos anos 1960), dar o bote no finlandês e conquistar a vitória.

Em 1969, a disputa foi entre Mini Coopers e os carros da polícia italiana. Em 2018, entre Mercedes e Ferrari (Reprodução)

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Plano perfeito, de filme. E se antes parecia que Vettel encostaria no Mundial de Pilotos, a realidade é que o inglês aumentou diferença de 17 para 30 pontos. No campeonato de construtores a situação ficou ainda mais feia: se antes apenas 15 pontos separavam a Ferrari da Mercedes, agora os prateados abriram 25.

Vale dizer que, em ‘Um Golpe à Italiana’, nem tudo dá tão certo assim: após se enrolarem pelas sinuosas estradas dos alpes italianos, o filme acaba no que o pessoal de cinema chama de “cliffhanger”, ou seja, quando a história deixa uma ponta sem solução. Nesse caso, é literal: os ladrões ingleses ficam com seu ônibus pendurado no penhasco e, até hoje, não sabemos se eles conseguem sobreviver e levar o ouro para casa.

Será que a Mercedes não se perderá na soberba e conseguirá “levar o ouro”? Vamos vez. Ao menos esse cliffhanger tem data para acabar…

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