Mercedes inovou no GP da Hungria com devolução do controverso jogo de equipe ainda que possa prejudicar Hamilton na briga pelo título; Bottas, e Vettel, agradeceram

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A controversa estratégia dificilmente foi inaugurada pela Ferrari, tampouco é característica própria da Mercedes. Pelo sim ou pelo não, o GP da Hungria deste domingo (30) experimentou uma sensação, no mínimo, diferente. O dia seguinte chegou para aquelas conhecidas placas em bares de “fiado só amanhã” já que Lewis Hamilton devolveu a terceira posição para Valtteri Bottas na linha de chegada ainda que isso possa prejudicá-lo na briga pelo título. Sebastian Vettel venceu de ponta a ponta, com o escudeiro Kimi Räikkönen logo atrás.

O espírito de esportividade, sinceridade, comprometimento ou seja lá o que for, custou, sim, três pontos que podem fazer falta a Hamilton no Mundial. Vettel tem 202 pontos, 14 a mais que Hamilton, na última corrida antes das férias do verão europeu. Agora o inglês tem até o aguardado GP da Bélgica, em 27 de agosto, para afogar as mágoas em relação à diferença para o alemão.

Hamilton terá até GP da Bélgica, em 27 de agosto, para afogar mágoas dos 14 pontos para Vettel (AFP)

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Foi na volta 46 que Hamilton lembrou que tinha um título mundial em disputa e decidiu tomar verdadeiramente uma atitude, algo que não havia feito durante todo o fim de semana. Pelo rádio, sempre, pediu permissão e ultrapassou Bottas. Só não contava que o finlandês praticamente estacionasse seu carro na curva 1. A manobra do finlandês talvez o tenha ajudado a conseguir a inicialmente vazia promessa de que Hamilton devolveria a posição em cinco voltas caso não ultrapassasse Räikkönen. Também a sempre o fato de medo de punição, uma vez que nunca se sabe ao certo o que pode ser passível de punição na cabeça dos comissários da F1.

Por outro lado, a Ferrari ouviu Räikkönen perturbar mais da metade da corrida os engenheiros para que, no mínimo, Vettel andasse mais rápido – o desejo escondido, claro, era de que cedesse a posição. Nada fez. O que também é compreensível já que são milhões em milhões de dinheiros em jogo para voltar a ter um campeão mundial. Não poderia mesmo ser uma atitude simplista. Certos ou errados, a Ferrari se utilizou do jogo de equipe de um jeito e a Mercedes de outro.
(AFP)

Para não voltar muito na história, e longe de fazer juízo de valor, a Ferrari é aquela que pediu, a quem diga que obrigou, e ameaçou Rubens Barrichello a deixar Michael Schumacher no GP da Áustria, em 2002, na sexta corrida da temporada. Oito anos mais tarde, a escuderia italiana, na voz do engenheiro Rob Smedley imortalizou o “Felipe, Fernando está mais rápido do que você”. 

Na contramão da história, a Mercedes, com igual tranquilidade no Mundial de Pilotos e Construtores, se orgulhou em deixar seus pilotos brigarem até as últimas conseqüências. Hamilton e Nico Rosberg chegaram a romper uma antiga amizade de infância tamanho os duelos na pista. Toto Wolff pouco, ou nada, fez para separar.
(AFP)

Só a decisão do campeonato, o que tudo indica que será mesmo na última prova, em 26 de novembro, no GP de Abu Dhabi, e por uma baixa diferença de pontos, apontará se o cliente tinha sempre razão.

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