'Na frente estarão sempre as mesmas pessoas, então precisamos tentar ser uma delas'

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Maverick Viñales chegou à MotoGP no ano passado e não tardou a galgar seu lugar entre os grandes. Campeão da Moto3 em 2013, o espanhol teve uma passagem meteórica pela Moto2, onde ficou por um único ano, mas as quatro vitórias e o total de nove pódios conquistados na divisão intermediária foram o suficiente para credenciar o jovem piloto para o salto para a classe rainha.

Escalado pela Suzuki para formar dupla com Aleix Espargaró no ano que marcou o retorno da montadora ao Mundial, Maverick conseguiu demonstrar seu talento mesmo com uma moto que tinha um grande déficit de velocidade em relação aos rivais.

Apesar das fraquezas da GSX-RR, Maverick teve como melhor resultado no ano passado dois sextos lugares, conquistados na Catalunha e na Austrália. Além disso, o #25 garantiu o segundo lugar no grid de Montmeló, atrás de Aleix Espargaró, seu companheiro de equipe.

Com tal performance, Viñales somou 97 pontos, oito a menos que o experiente companheiro de equipe, e fechou a temporada com o 12º posto, também logo atrás de Aleix.

Não bastasse a boa atuação em seu ano de estreia, o piloto de Figueres, que recebeu o nome de Maverick por conta da paixão do pai pelo filme ‘Top Gun’, onde Tom Cruise interpreta o tenente Pete ‘Maverick’ Mitchell, também se destacou na pré-temporada.

Não demorou, o espanhol de 21 anos despertou o interesse das equipes rivais e hoje, em meio a uma movimentada ‘silly season’, aparece como uma peça chave no quebra cabeças do grid de 2017.

Antes de disputar o GP da Argentina, Maverick conversou com o GRANDE PREMIUM, fez um balanço positivo de seu ano de estreia, traçou metas para 2016 e não escondeu o orgulho por ver seu nome vinculado ao das maiores equipes do certame.

Em seu segundo ano na MotoGP, Maverick Viñales já é cotado para as principais equipes do grid ((Foto: Suzuki))

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GRANDE PREMIUM — Como você avalia sua temporada de estreia na MotoGP?

MAVERICK VIÑALES — Foi boa, positiva, mas não o bastante. Acho que poderíamos ter feito muito mais se a Suzuki tivesse um desenvolvimento mais rápido, como tem agora. Mas, de qualquer forma, foi realmente positiva. Não foi fácil. Não foi fácil ter uma nova moto, um novo time, desenvolver uma moto sendo um novato, quando você também precisa aprender. Mas foi muito bom fazer todo este trabalho do qual tiramos vantagem neste ano.

GP* — Você disse que 2015 seria uma temporada de aprendizado. O que foi que você aprendeu no ano passado?

MV — Acho que, do ano passado, eu aprendi realmente o que é a MotoGP, pois eu não achava que a MotoGP era assim. Eu achava que você chegava lá, usava todo seu potencial e poderia vencer. Mas não é realmente assim. A moto importa, o time, tudo faz diferença aqui. Não é como na Moto2, onde você tem a mesma moto, o mesmo motor e o piloto faz muita diferença. Aqui, é um pacote. Se o pacote é bom, você faz a diferença. Se alguma parte do pacote não é boa, é impossível estar lá. Então nós estávamos trabalhando em 2015 para tentar ter esse pacote. Acho que agora nós temos um pacote bastante bom. Ainda precisamos de algo mais, mas estamos bem felizes.

GP* — Olhando para a temporada que você tem pela frente e para a ótima pré-temporada que você teve, você estabeleceu uma meta para 2016?

MV — Para nós, estar no top-6 em todas as corridas é uma meta muito boa, pois não é fácil. Você precisa estar na frente de uma Honda, de uma Yamaha ou de uma Ducati, o que significa que você está na frente de motos de fábrica. Por isso, esta meta é muito importante para nós.

GP* — Você disse depois do GP do Catar que a “expectativa foi alta demais”. Você mudou sua visão da temporada depois daquela primeira corrida?

MV — Eu disse isso, pois estava bastante desapontado. Mas analisando os dados, analisando tudo, não foi culpa nossa. Foi o pneu que estava com menos aderência do que os outros pneus novos, então foi por isso que não conseguimos ser rápidos o bastante para estar na frente. Com certeza, a minha expectativa permanece a mesma. Quer dizer, preciso extrair todo o potencial da moto, preciso ser o melhor que puder e ser rápido. Quando dou 100% de mim, fico feliz, mesmo que seja quinto, sexto, primeiro ou segundo. Fico feliz do mesmo jeito. Então, com certeza, nós temos potencial para melhorar.

GP* — Em 2015, o chassi era a maior força da Suzuki. Este ainda é o caso?

MV — Sim. Quer dizer, nós precisamos de mais aderência. Precisamos de mais aderência. Mas nós estamos trabalhando duro nisso. 

GP* — O que melhorou na GSX-RR para 2016? Tem alguma coisa que ainda precisa de uma grande melhora?

MV — Grande, não. São pequenos passos que dão muito retorno nas corridas. Quer dizer, aderência é um ponto importante. 

GP* — Você acredita que esta evolução já é o suficiente para brigar pelo pódio de forma regular?

MV — Com certeza, não. Nós ainda precisamos de mais. Precisamos de mais, porque não é assim tão fácil. Talvez em uma corrida a gente possa estar lá, mas consistentemente é muito, muito difícil. 

GP* — O câmbio seamless é agora realidade para a Suzuki. O quanto ele ajuda?

MV — Bastante! Na velocidade e também é confortável correr com ele, fazer as voltas. 
((Foto: Suzuki))

Ano passado, eu aprendi realmente o que é a MotoGP. Eu não achava que era assim ((Foto: Suzuki))
GP* — Esta temporada, a classe rainha passou por grandes mudanças, com a chegada da eletrônica Magneti Marelli e dos pneus Michelin. Você acha que essas novas regras são positivas para você e para a Suzuki?

​MV — Sim. Para mim, para a Suzuki, para a Yamaha, a Honda e a Ducati. Para mim, nós começamos do zero e é a mesma coisa para todo mundo. O que for mais inteligente e mais rápido para acertar tudo… Não aconteceu nada de diferente na primeira corrida, mas, no fim, é a mesma coisa. Se eles colocarem, sei lá, 100cv menos, na frente estarão sempre as mesmas pessoas, então precisamos tentar ser uma delas.

GP* — Você acha que este novo regulamento vai trazer mais igualdade para o campeonato?

MV — Sim, sim. Acho que se eles podem lutar, cabe a nós… Se pudermos estar na briga, com certeza vamos fazer um show.

GP* — A mudança para Michelin significa que você usou três pneus diferentes nos últimos três anos. Quão difícil foi se adaptar a isso?

MV — Quando você coloca assim, é difícil! Mas se você pensar que eu não tive tempo o bastante para me acostumar com o pneu, porque eu mudei ano após ano, fica mais fácil! Para mim, não foi difícil me acostumar aos Michelin, porque já no primeiro dia em Valência, eu estava me sentindo incrível. De qualquer forma, nós ainda precisamos entender mais o pneu, mas acho que, para isso, nós estamos prontos. A única coisa que precisamos entender é quando o pneu tem mais potencial, onde, e acho que nós entendemos.

GP* — Aleix Espargaró tem bastante experiência na MotoGP. Como é trabalhar com ele no desenvolvimento da GSX-RR?

MV — Foi sempre bom. No ano passado, nós tínhamos sempre a mesma velocidade e era bom para comparar. Espero que Aleix, depois disso, possa recuperar a grande velocidade que nos fez melhorar mais, porque ter o seu companheiro de equipe sempre lá, te pressionando, é muito importante. Espero que o Aleix possa dar este salto, estar realmente motivado como estava no ano passado, já que isso também nos ajuda. E eu acho que nós precisamos dessa ajuda. Nós precisamos ajudar um ao outro para desenvolver a moto mais rapidamente e estar na frente. Quer dizer, se você olhar para a classificação, Jorge em primeiro, Valentino em quarto. Márquez acho que em terceiro, Pedrosa em quinto. Nós precisamos disso. Fazer sexto e sétimo, terceiro, quinto… Isso seria uma sensação incrível, quando você sente que a moto está funcionando, pois agora eu acho que nós demos um salto incrível, mas ainda não é o bastante. Precisamos trabalhar mais duro.

GP* — Neste ponto da temporada, você acha que é possível indicar um favorito na briga pelo título?

MV — Não. Acho que os quatro pilotos são sempre os mesmos e eles podem vencer uma corrida. Qualquer corrida. Então é difícil saber quem será. Acho que agora quem tem mais possibilidades é o Lorenzo, mas porque ele é o último campeão, não por nada além disso.

GP* — Já tem muita especulação em relação aos contratos do próximo ano, com muita gente indicando que você pode deixar a Suzuki. O quanto isso é uma distração para você?

MV — Eu realmente não penso nisso. Eu leio muitas coisas e fico feliz quando leio tudo isso, porque eles falam que vou para a Yamaha, para a Honda, para a Ducati… Isso me deixa realmente calmo. Parece que eu faço bem o meu trabalho. E isso é muito importante. Quando fábricas como essas prestam atenção em você, olham para você, é… Isso me deixa muito motivado. De qualquer forma, agora eu não me vejo em nenhum lugar exceto na Suzuki. No momento, nós pensamos corrida a corrida.  O tempo de mudar, se eu quiser mudar, vai chegar, mas, agora, penso em usar todo meu potencial aqui.

GP* — Ano passado você disse que queria fazer as 8 Horas de Suzuka. Isso está nos seus planos para 2016?

MV — Acho que a Suzuki não quer! Porém, com certeza, seria muito legal fazer. Mas acho que eles querem concentrar na MotoGP, que é o importante para eles.

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((Foto: GEPA Pictures/Red Bull))

O tempo de mudar, se eu quiser mudar, vai chegar, mas, agora, penso em usar todo meu potencial na Suzuki ((Foto: Suzuki))

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