Desanimada, a etapa de Phoenix mostrou que a Indy realmente precisa rever a carga aerodinâmica dos carros, bem como deixou claro a defasagem da Honda para a Chevrolet

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A etapa de Phoenix foi uma grande decepção para o fã da Indy, especialmente para os apaixonados por corridas em ovais. Isso porque a primeira coisa que se espera de uma prova assim é um alto número de ultrapassagens e uma chegada apertada e imprevisível. Nada disso aconteceu.
 
Quando a categoria foi, ainda durante a pré-temporada, para o oval do Arizona, logo os pilotos perceberam que não estava fácil ultrapassar. Apesar de voltas muito velozes na casa dos 19s, era visível que, em praticamente todos os pontos da pista, passar era uma tarefa impossível, tudo pela presença enorme de carga aerodinâmica nos carros de 2016.
 
Acompanhado de alguns outros chefes de equipes e pilotos, Roger Penske foi duro ao alertar sobre um provável fracasso da prova, clamando que a Indy tirasse um pouco do que chamou de "ridícula carga aerodinâmica".

Scott Dixon venceu uma etapa bem morna em Phoenix (Scott Dixon venceu uma etapa bem morna em Phoenix)

 
"Dá para ter segurança com bons pneus, não precisamos de uma carga aerodinâmica tão grande. Isso vai limitar o trabalho dos pilotos, a Indy tinha de seguir o exemplo da Nascar que, com menos carga aerodinâmica, conseguiu fazer uma grande corrida", disse Penske três dias antes da corrida em Phoenix.
 
Bom, Penske tinha toda razão. A segunda etapa da temporada 2016 da Indy foi morna, com pouquíssimas ultrapassagens e o resultado todo definido por bandeiras amarelas e velocidade das equipes nos boxes.
 
Para se ter ideia de como a corrida foi, de certa forma, bizarra, James Hinchcliffe chegou a ditar o ritmo das voltas por cerca de 25 giros. Sim, o canadense da Schmidt Peterson era retardatário e segurou os líderes que, pelo ar sujo, não tinham como ultrapassar.
Foi um tanto quanto bizarro ver James Hinchcliffe ditando o ritmo das voltas (James Hinchcliffe em Phoenix)
Outro problema que ficou evidenciado na etapa de Phoenix envolveu a própria Honda. Incomodada com a discrepância entre os kits aerodinâmicos e motores da Chevrolet e da fabricante japonesa, a Indy abriu brechas no regulamento para que a Honda pudesse evoluir especialmente em ovais. A primeira experiência não foi boa.
 
Em 2015, a Honda até conseguiu bons resultados, mas o que desagradava a categoria era a clara diferença de desempenho dos carros. Ou seja: o quinto lugar de Graham Rahal no Arizona não apaga o fato dos japoneses terem tomado tempo em todas as sessões de treino, com a Chevrolet chegando a fazer um top-10 inteiro com seus bólidos.
 
A etapa de Phoenix não vai mais voltar, mas tem de servir de aprendizado para a Indy que, cada vez mais, sofre para encontrar um ponto de equilíbrio para ter corridas seguras e, ao mesmo tempo, eletrizantes.
O quinto lugar de Graham Rahal não deve enganar: a Honda está muito abaixo da Chevrolet (Graham Rahal em Phoenix)
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