Na última terça-feira (30), a Fórmula E enfim desfraldou o tão esperado 'Batmóvel' que assumirá as pistas da categoria a partir da temporada 2018/19. Completamente diferente, pretensioso e com diversos toques de pioneirismo, a próxima geração de chassis apresenta um admirável mundo novo

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Quase três anos e meio se passaram desde que a Fórmula E foi para sua primeira corrida, em setembro de 2014, em Pequim. Se a categoria dos monopostos elétricos provou alguma coisa nesse breve tempo é que não tem medo de ir onde ninguém jamais foi. Na última terça-feira (30), pela primeira vez, a FE mostrou imagens do esperado novo carro que estreia na temporada 2018/19. E não há como ficar indiferente ao monoposto desfraldado.

O carro será oficialmente apresentado em 6 de março, durante o Salão do Automóvel em Genebra, quando o público poderá ver a máquina de perto. Com um Halo que nem parece produzido da mesma forma que o da F1, asas traseira e dianteira completamente diferentes entre si, porém igualmente arrojadas e um bico com a cara das antigas máquinas da Indy, além de um difusor enorme, o novo carro é totalmente distinto do status quo dos monopostos.  

Há algumas semanas, quando Alejandro Agag afirmou que a Fórmula E será a única categoria de carros de corrida em 30 ou 40 anos, a impressão geral era de pretensão. E, sim, é pretensão, total e completamente, mas a FE foi forjada na pretensão. Este campeonato é um animal diferente dos outros – ele se alimenta da pretensão. É evidente que isso funciona sobre uma linha muito tênue entre pioneirismo e pedantismo, mas impingir as fronteiras e os limites é não apenas um bom caminho para a FE: é o único caminho.

Enquanto a F1 muda o carro pensando em velocidade e a Indy dá uma roupagem muito mais retrô às suas máquinas, a FE sai do esconderijo com um cartel de novidades lançadas sobre uma mesa em branco que aguardava a chamada revolução e que aceita o dito 'Batmóvel' como uma evolução necessária, não um ato de arrogância, como em outros tempos certamente seria.

O ano é 2018 e a Fórmula E é o 'coelho de atletismo' do automobilismo. É muito mais que isso, claro, é uma categoria que busca mercado e espaço e que consegue, apesar de todos os pesares e arestas que ainda precisa aparar. Mas a analogia é válida. F1 e Indy não erram ao tomar as linhas, estilos e desenhos que decidiram tomar nos últimos dois anos, de maneira alguma. Elas sabem, no entanto, que irão se beneficiar no futuro dos paradigmas que a FE quebrar hoje. Por isso, com colossal bênção, a irmã e a prima maiores querem ver o que a caçula apresenta.

Ao passo que a F1 promete há dois anos o uso de Halo – e tende a estrear em 2018 -, é a Fórmula E quem mostra o primeiro carro onde o Halo não parece agressivo. Com o cockpit projetado para receber a proteção, o Halo, pense você o que quiser sobre a aparência dele, dá a impressão de ser uma extensão natural do carro. É sutil comparado aos que foram atochados nos F1 para testes. Aqueles não eram naturais, claramente uma parte estranha ao carro e ao ambiente. É por si só um caminho, um conjunto, que aponta a diminuição da aparência semi-satírica deixada pela peça nas aparições prévias.

Monoposto no meio, protótipo pelas pontas
 

Quanto às asas, a parte de trás é longa e vai além das rodas em divisões iguais dos dois lados que acaba com o tradicional modelo do aerofólio. Na frente, pela primeira vez as asas são no estilo dos protótipos LMP1 vistos no WEC – algo nunca antes testado para esse tipo de máquina, os monopostos. 

Visto de cima, aliás, o chassi projetado pela Spark pode facilmente ser confudido com um protótipo para algum leitor desavisado que não sabe do que se trata. Parece, de fato, um casamento entre o monoposto e o protótipo, com partes claras e definidas dos dois mundos. Monoposto por dentro, protótipo pelos flancos. 

Se para os protótipos a FE também é importante pela produção de energia totalmente elétrica e o crescimento tecnológico via participação das grandes fábricas, para os monopostos ela é hoje um futuro. Não necessariamente O futuro, veja bem, porque a F1 não vai correr para adotar cada aspecto deste carro no futuro próximo. Mas pode adotar desenhos e conceitos que jamais teria como começar a testar em sua realidade dogmática. 

O mundo do esporte a motor olha para a FE em certo estado de hipnose e curiosidade, com os puristas permitidos a praguejar contanto que fiquem atentos ao que será do admirável mundo novo. Dê certo ou dê errado, é uma necessidade procurar saídas.

 

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O admirável mundo novo dos monopostos

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