Torcedores de Max Verstappen, devidamente uniformizados e com sinalizadores coloridos, invadiram GP da Alemanha e inclusive fizeram frente aos anfitriões da Mercedes e aos tifosi da Ferrari. Onda só tende a aumentar com volta de Zandvoort

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Depois da sétima vitória na carreira, a segunda na atual temporada pouca gente parece ter dúvida da real capacidade de Max Verstappen. Na pista de Hockenheim, o piloto holandês foi quem menos errou no último domingo (28), contou com o azar de Lewis Hamilton e a Mercedes, impediu o ataque de Sebastian Vettel de Ferrari e fez por onde subir ao lugar mais alto do pódio no GP da Alemanha. Nas arquibancadas, um mar laranja já toma conta da Fórmula 1, com cada vez mais fãs do piloto da Red Bull.

A pista alemã sofreu uma verdadeira invasão de holandeses — e olha que Amsterdã, por exemplo, não fica exatamente ali do lado: são quase 500 km de distância, que em boas estradas europeias são feitos em não muito mais de cinco horas de carro. Devidamente uniformizados e até com sinalizadores da cor da dinastia Orange-Nassau, os torcedores inclusive fizeram frente com os anfitriões da Mercedes e os tifosi da Ferrari, que há tempos se fazem presentes em qualquer autódromo do mundo.

Não há qualquer estimativa de público holandês para a próxima corrida, já neste final de semana, no GP da Hungria, em Hungaroring. A distância da capital holandesa é quase três vezes mais que para chegar Hockenheim, mas dá para ter uma ideia de como será no ano que vem. Depois de 35 anos de ausência no calendário da F1, coube a Verstappen reintroduzir a corrida em Zandvoort. Por enquanto, há dúvidas sobre os pontos de ultrapassagens na estreita pista, mas o importante mesmo é reforçar o espaço para o público por que certamente faltará lugar para tanto interessado.

Max Vertappen fez a festa da torcida que viajou quase 500 km até o GP da Alemanha (Divulgação/Red Bull Content Pool)

O mais impressionante, no entanto, é o quanto o piloto de só 21 anos, 92 largadas na categoria, casa bem com essa onda em torno dele. Não que se comporte como um astro de rock. É mais do que comportamento no paddock em dia de corrida. A Red Bull é a equipe que mais gosta de produzir manchetes e, por mais que não seja falado abertamente, esse interesse que o #33 gera é ótimo para as ações da empresa de energéticos, que parece querer sempre ser associada a um lifestyle jovem. A impetuosidade dos imberbes, não sem um enorme talento no caso do piloto, talvez seja o que mais atraia a grande massa.

Verstappen, dentro do programa de pilotos da Red Bull desde sempre, foi, e ainda está, sendo preparado para ser um campeão mundial. O mais jovem campeão mundial aliás. A saída do então rosto jovem da equipe Vettel apressou a carreira do holandês, afinal, ele saltou F3 Europeia em 2014 para a F1 em 2015. Na Toro Rosso, foram 23 corridas até ser promovido. Logo de cara, vitória no GP da Espanha de 2016. A partir daí, todo mundo se lembra exatamente como tudo aconteceu. Coube a ele transformar corridas monótonas de ultrapassagens manjadas, em grandes momentos de pura adrenalina.

Verstappen assumiu a terceira colocação do Mundial de Pilotos, com 162 pontos, 22 atrás de Bottas (Divulgação/Red Bull Content Pool)

Sem dúvida, e o próprio GP da Alemanha demonstrou isso, ainda falta quilometragem a Verstappen. A equipe chegou a pedir para ele ter calma com o chove-e-para da corrida, em uma pista inteiramente traiçoeira. A escapada de pista poderia ter terminado mal, como com Hamilton. Ao invés dos elogios, todos estariam justamente criticando a sua imaturidade. Ainda assim, já é fácil saber que se trata de um grande piloto.

O difícil é prever será se esse grande piloto dará ao seu mar laranja um título mundial. Em um cenário simplista, sim. Por enquanto, a F1 se diverte com um colorido a mais nas arquibancadas de suas provas.

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