Mercedes, Red Bull, Ferrari; Manor, Toro Rosso e Haas. As três maiores equipes da F1 se apropriaram de três menores, com o propósito de assegurar a vaga de valiosos pupilos. É mais uma forma de lidar com as vagas extremamente escassas

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Existe uma divisão clara dentro do grid da F1. Algumas equipes partem em busca da glória, enquanto outras se contentam com pontos e bons resultados no Campeonato de Construtores. Mercedes, Red Bull e Ferrari são participantes claras do primeiro grupo – mesmo que as duas últimas não estejam vencendo tanto assim. Fora deste trio, basicamente todas as outras equipes se enquadram na divisão dos mais modestos.

Essa divisão acaba determinando como as equipes se relacionam. A Ferrari topou ser parceira técnica da Haas por saber que vai levar muito tempo para os americanos se tornarem uma espécie de ameaça. Esse é o maior exemplo de como equipes grandes conseguem se dar bem com outras menores – a não-concorrência faz milagres.

Recentemente esse tipo de relação alcançou um novo nível. Além da parceria técnica, muitas equipes pequenas se dispõem a aceitar pilotos desenvolvidos por equipes de ponta em troca de alguns privilégios. Antes só a Red Bull fazia isso, obviamente com a Toro Rosso, equipe que foi criada unicamente com esse propósito. Agora, Mercedes e Ferrari se veem obrigadas a improvisar o mesmo.

Ferrari e Haas: parceria técnica com pilotos envolvidos

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A Mercedes tomou a Manor de vez. Os atuais bicampeões do mundo, que já haviam encaixado Pascal Wehrlein por lá, conseguiram emplacar Esteban Ocon como substituto do desafortunado Rio Haryanto. Os dois europeus já haviam pilotado pelo DTM – Pascal foi campeão por lá –, o ‘plano B’ do programa de desenvolvimento da equipe alemã. Sucesso pleno até aqui, tendo a nanica escuderia britânico como último degrau. Assim que Lewis Hamilton e Nico Rosberg resolverem fazer outra coisa da vida, Wehrlein e Ocon estarão de prontidão.

A Ferrari vive uma relação mais formal com a Haas: os italianos têm um comprometimento contratual, dando apoio técnico aos americanos. Além disso, surge um bom acordo para fornecimento de motores. Os estreantes, por sua vez, cedem uma vaga para alguém apoiado por Maranello. O piloto da vez é Esteban Gutiérrez, muito bem visto por conta dos fortes patrocinadores mexicanos.

Some essas duas relações com a de Red Bull e Toro Rosso e assim teremos seis das 11 equipes do grid com algum vínculo através de pilotos. Isso é um número muito alto, e que reflete um problema sério da F1: é muito difícil colocar jovens pilotos na categoria, por pura falta de espaço. Sete das 22 vagas – 31,8% – são ocupadas por pilotos com mais de 30 anos. Outros são mais jovens, mas ocupam espaço há um bom tempo – Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo, por exemplo.

Com essa dificuldade no horizonte, o apoio de uma grande equipe vira um diferencial importantíssimo. Ocon poderia estar barbarizando no DTM, ganhando corrida atrás de corrida, mas, se estivesse fora do programa da Mercedes, nunca receberia uma chance tão precoce. O mesmo vale para Wehrlein ou qualquer outro garoto da Red Bull, até mesmo Max Verstappen.

É, de alguma forma, a evolução da época em que patrocinadores bastavam para comprar vagas. Isso deixou de ser sustentável e pode ser percebido com uma análise simples sobre o grid da F1: apenas quatro dos 22 titulares – Sergio Pérez, Esteban Gutiérrez, Felipe Nasr e Rio Haryanto – estão no ápice do automobilismo diretamente por conta de um investidor mais pomposo. O indonésio caiu fora, já que não tinha dinheiro suficiente.

Se nem os próprios patrocinadores parecem tão convictos na hora de injetar números infinitos nas contas de jovens pilotos, esse papel passa a ser desempenhado pelas próprias equipes. E que bom que eles estão fazendo isso direito: a 'base' não vai tardar em dar retorno.

A fraqueza das categorias de base

 

A GP2, tida como porta de entrada da F1, está passando por um momento esquisito. Ao contrário do que se via até cinco anos atrás, ser campeão da categoria já não é mais um passaporte de entrada para a categoria. O último que fez a passagem imediata foi Romain Grosjean, depois do triunfo em 2011. Nem Stoffel Vandoorne, triturador da concorrência em 2015, conseguiu a tal esperada vaga.

Esses dois fatores – pouca competitividade e falta de retorno concreto – afastam as equipes da alternativa de colocar seus pilotos na GP2. Não faz sentido, simples assim. Talvez sirva apenas para queimar pilotos.

Não é por acaso que a Mercedes, antes da passagem para a F1, está colocando seus pilotos no DTM. O certame alemão tem muito menos pressão por parte da mídia – tanto que Ocon é o penúltimo por lá, somando dois pontos, e ninguém se importou.
(Stoffel Vandoorne (Foto: GP2 Media))

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